Terça Feira, 20 de agosto de 2019

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Dia do Artesão é comemorado no próximo domingo (19/3)

Sebrae Minas homenageia os empreendedores que superaram as adversidades para manterem vivas suas tradições

Aproximadamente 8,5 milhões brasileiros dedicam-se ao artesanato como atividades comercial (IBGE). O setor movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano e é responsável por cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Além dos números significativos na economia do país, há dois anos, os artesãos ganharam mais força com a aprovação, no Senado, do Projeto de Lei nº 256/15 – que reconhece a profissão e oferece melhores condições para que possam empreender no país.

Mesmo que essas melhorias não tenham saído do papel ainda, a iniciativa é o pontapé inicial para valorização do trabalho artesanal e ampliação da sua presença no mercado nacional e internacional.

Assim como no restante do Brasil, Minas Gerais vem se tornando vitrine da diversidade e da criatividade, refletidas em produtos, design e matérias-primas. Para se ter uma ideia, do total de peças vencedoras do Prêmio Top 100 de Artesanato, no ano passado, 13 são mineiras.

Acreditando no potencial do artesanato mineiro, há mais de 20 anos, o Sebrae Minas tem apoiado os artesãos por meio do programa de fortalecimento do artesanato mineiro, que valoriza a identidade cultural, o design, a inovação tecnológica e a gestão empresarial.  As capacitações são essenciais para que esses empreendedores saibam comercializar seus produtos, elaborar estratégias de divulgação e para que tenham acesso a linhas de crédito, o que permite a expansão da produção. O Sebrae também atua de forma a conscientizá-los sobre sustentabilidade e uso racional dos recursos naturais.

Por valorizar todas as formas de empreendedorismo, o Sebrae Minas homenageia esses profissionais, contando histórias de superação e amor pelo que fazem na semana em que se comemora o Dia do Artesão (19 de março). Conheça algumas dessas histórias de sucesso:

Mini Mundo

 Nascido em Montes Claros, Norte do estado, Willi de Carvalho, quando era criança, transformava palitos e grampos de cabelo em objetos. A partir de 1996, as miniaturas passaram a ser sua especialidade. Um dos temas centrais de suas obras são as festas populares mineiras: religiosas e profanas, catopés, caboclinhos, marujadas, reinado e congado. Símbolos como o estandarte, artefato importante em tais festas, e os espirais, representando a lembrança barroca das cidades históricas de Minas, também são presença forte em suas peças.

Atualmente, Willi trabalha em Belo Horizonte. Alguns de seus trabalhos estão expostos no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro. Até o dia 15 de março, Willi participa da Exposição Mini Mundo, na Sede do Sebrae Minas, em Belo Horizonte.

Gente de fibra

O minucioso trabalho do grupo de artesãos Capitania das Fibras, da Associação dos Artesãos de Capitão Enéas, é composto por 45 associados, que transformam fibra retirada dos troncos das bananeiras e madeira em peças decorativas. Pelas mãos do grupo, a fibra ganha forma e se transforma em cestos, baús, descansos de panela e luminárias. A madeira vira peças que reproduzem frutas da região.  O trabalho do Sebrae Minas junto à associação vem sendo realizado desde 2011, quando o grupo mineiro foi descoberto. Os artesãos já participaram de várias capacitações, como: cursos de gestão, elaboração de plano de negócios, incremento de produtos, precificação e qualidade das peças.

Cerâmica do Jequitinhonha

 Misturas de barro na modelagem e a cor branca no acabamento, além de carvão e pedras trituradas, são marcas registradas da cerâmica produzida pelos artesãos no Vale do Jequitinhonha, entre eles, Maria José Gomes da Silva, mais conhecida como Zezinha. A artesã produz as tradicionais bonecas de cerâmica. A inspiração vem de situações cotidianas das moças e mulheres interioranas, sedutoras ou recatadas, noivas, grávidas e as já mães, amamentado.

Zezinha começou a produzir peças de cerâmica nos intervalos entre as tarefas diárias na lavoura e o trabalho dentro de casa, aos 15 anos. Com o tempo, ajudou a criar a Associação de Coqueiro Campo, que também tem o apoio do Sebrae Minas.

Pedras preciosas

Atraídos pela vida simples e pela beleza das pedras preciosas, os nativos de Santo Antônio do Leite e de cidades próximas se especializaram na sofisticada arte da ourivesaria. Hoje, integram seleto reduto de artesãos de prata e gemas, cuja produção, em cada ateliê, gira em torno de 250 joias por mês. Desde 2009, a Associação Prateiros do Leite conta com o suporte do Sebrae Minas, por meio de capacitações em gestão e apoio em ações de acesso a novos mercados.

No início, os artesãos produziam para um pequeno grupo de revendedores de prata e pedras. A situação inverteu-se e, agora, os artesãos se tornaram empreendedores e donos dos seus próprios negócios.  Embora mantida a tradição da produção individual, o grupo dispõe de sede própria e se reveza em feiras e exposições por todo o país.

Fonte:  Sebrae-MG

Crédito: Banco de Imagem Pixabay

 

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Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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