Quinta Feira, 05 de dezembro de 2019

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Artistas brasileiros completam a maior pintura já feita na Síria

Com quase 270m², a obra dos grafiteiros Rimon Guimarães e Zéh Palito leva arte e esperança para uma população que tem sofrido muito com a guerra

No final do mês de abril, os grafiteiros curitibanos Rimon

Guimarães e Zéh Palito desembarcaram na Síria para levar arte e esperança para a

população. Desde 2011, a Guerra na Síria já tirou a vida de mais de 400 mil pessoas,

além de tirar de casa mais de 11 milhões de pessoas e gerar o número alarmante de 5

milhões de refugiados. Após semanas de muitas atividades, a dupla acaba de finalizar

a maior pintura feita na Síria: um painel urbano com quase 270m², em Damascus.

A ação artística faz parte do CONEXUS, projeto coletivo de arte contemporânea

nômade, com curadoria da gaúcha Sheila Zago, que viaja pelo mundo promovendo

artistas e desenvolvendo programas educacionais com parceiros locais. Ao

desembarcarem na Síria, com o apoio da Embaixada Brasileira em Damascus, os

grafiteiros e a curadora fizeram parte de uma residência artística na galeria Mustafa

Ali. Dentro da proposta, juntos fizeram pinturas, colaboraram com artistas locais e

ministraram oficinas para crianças e adolescentes.

Inspirada na liberdade, esperança, paz e amor, a pintura em Damascus, com quase

270m², é um marco para o país, onde a arte pública, grafite ou expressões artísticas

culturais não são frequentes. “É muito gratificante fazer parte dessa história. Em meio

à guerra conseguimos finalizar o maior mural de pintura da Síria com muita cor e

alegria. Quando chegamos, vimos que quase não existiam artes públicas. O que se via

na cidade eram apenas pinturas da bandeira do país, pichações políticas e religiosas,

nomes de pessoas, imagens do presidente e todo tipo de propaganda. Toda a história

que isso carrega e a liberdade que tivemos para pintar no centro da capital deu ainda

mais importância para este mural. Por incrível que pareça o ato que deu início a guerra

foi uma pichação feita por adolescentes em 2011. Hoje, durante a guerra, viemos

pintar um mural com adolescentes e crianças com intuito de espalhar o amor e a

esperança de um futuro melhor para o povo sírio”, comenta o artista Rimon

Guimarães.

De acordo com a curadora do CONEXUS, Sheila Zago, após a passagem pela Síria o

projeto segue seu caminho pelo mundo. “Em um momento de forte fluxo de imigração

devido a conflitos internacionais, as pessoas procuram oportunidades para sobreviver,

lugares para viver – esperar ou começar uma nova vida. Muitos acabam vivendo em

condições não ideais entre campos de refugiados e assentamentos, onde a educação

não é facilmente acessada e as crianças e adolescentes muitas vezes deixam de

estudar. Nesse contexto, o Projeto CONEXUS está desenvolvendo programas

educativos para atender jovens, tendo a arte como conector central dos projetos”,

completa Sheila Zago.

Como é realizado de forma voluntária, o CONEXUS depende de doações para cobrir

despesas com transporte, alojamento, alimentação e materiais para o

desenvolvimento das ações. Mais informações pelo e-mail

conexusprojectinfo@gmail.com ou na página oficial do Conexus no Facebook

(www.facebook.com/conexusproject).

Fonte: P+G Comunicação Integrada

Crédito: Divulgação/CONEXUS

redacao@mgturismo.com.br

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