Quinta Feira, 16 de agosto de 2018

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Desbravando o mundo a bordo de um iate

Brasileira desbrava o mundo trabalhando como comissária de iate

Sabrina Nogueira é uma paulista de 32 anos e, assim como muitos jovens, decidiu fazer as malas e se aventurar fora do Brasil para estudar inglês. Tudo aconteceu em 2009 quando ela percebeu que logo o mercado de trabalho exigiria muito mais do que um diploma universitário. O que ela não imaginava é que quatro anos depois, seria convidada a se tornar uma comissária de iates e, com isso, poderia viajar o mundo trabalhando.

Na Austrália, país que decidiu fazer o intercâmbio, estudou inglês, mas também arrumou uma maneira de ganhar dinheiro e se manter no país por mais tempo. “Trabalhei como garçonete, faxineira, catadora de copos em boates, servente. Eu fazia tudo, todos os dias com um sorriso no rosto. Claro, tive momentos em que pensei: será que vai ser assim para sempre? Será que não vou conseguir conciliar a qualidade de vida com um trabalho que de fato me faça crescer pessoalmente e profissionalmente?”.

Desbravando o mundo a bordo de um iate

Foi trabalhando como garçonete em um restaurante da marina da Gold Coast, que o capitão de um barco fez o convite. “A descrição do emprego era mais ou menos assim: você vai limpar – já trabalhei como faxineira; servir – já fui garçonete; organizar festas – já trabalhei em eventos; tudo isso para um casal de 70 anos – e pra fechar com chave de ouro, trabalho em um asilo. E o local de trabalho? Em alto-mar”, lembra Sabrina.

Ela confessa que no início achou que não tinha perfil para o trabalho e disse não. Mas, passado três meses, o capitão voltou a procurá-la e ela disse sim para o trabalho que mudou a sua vida.

Ser comissária de iate rendeu a Sabrina inúmeras viagens. Ela conheceu Fiji, Nova Zelândia, Nova Caledônia, Vanuatu e outros nove países. “Sem dúvida, essa é a melhor parte do trabalho em alto-mar. Nas horas livres, tenho a liberdade de decidir ficar onde estamos ancorados ou agendar uma aula de mergulho, conhecer alguma comunidade local ou ainda pegar um avião e passar os dias em uma cidade ou país vizinho”, conta.

Perigo em alto-mar

Sabrina lembra com certa angustia os dias em que teve de enfrentar uma tempestade em alto-mar. “Era 1º de junho de 2016. Faríamos um crossing – levaríamos o iate da Nova Zelândia para Fiji em uma viagem de seis dias. O que ninguém esperava é que uma tempestade passaria pelo nosso caminho, pois não havia nenhuma previsão que indicasse mau tempo. Logo no primeiro dia, uma onda de vento alterou as condições do tempo. Entramos nesse sistema e não conseguíamos sair. Foram 24 horas muito difíceis e achei que não sairíamos vivo de lá”, lembra.

Trabalho social

Estar em alto-mar também proporcionou a ela conhecer de perto a realidade de muitas comunidades. Por isso, hoje ela tenta reunir empresas e pessoas em uma corrente do bem para levar alimentos, brinquedos e itens de primeira necessidade para as comunidades isoladas pelo mundo.  “Quando estávamos em Vanuatu tive o prazer de conhecer uma tribo na qual o iate em que eu trabalhava já havia passado uma vez. Na ocasião, os convidados do barco deram um painel solar de presente para a comunidade. Engana-se quem pensa que era para que pudessem tomar um banho quentinho. Com eletricidade na aldeia, eles poderiam pescar e manter os peixes frescos para a venda. quando retornamos lá confirmamos que de fato aquela doação fez uma grande diferença na vida deles”.

O trabalho de comissária de iate ainda é pouco conhecido no Brasil. Por isso, logo que começou a falar sobre isso no Instagram, passou a receber dezenas de e-mails de brasileiros querendo saber como se candidatar a uma vaga. Foi assim que surgiu o blog The Yacht Stewardess, onde ela conta os desafios da profissão, como buscar uma vaga, além de dicas de viagem dos países por quais já passou. “O blog é o resultado da minha vontade de dividir com as pessoas as minhas histórias e experiências, das mais divertidas e curiosas às mais inusitadas. Ao mesmo tempo, e sem imaginar, acabo inspirando as pessoas a ir em busca do que elas amam e acreditam de verdade”, finaliza.

 

Fonte: Jade Nogueira

Crédito: Divulgação/Jade Nogueira

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