Quinta Feira, 15 de novembro de 2018

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Novela presidencial

Temer precisa temer. Ele sai ou fica, insiste ou desiste. Qual será seu destino?
Cair e sair, ou prosseguir até o final de seu sofrido mandato. Sofrido, criticado e contestado por gregos e por troianos, por egeus e por hebreus.
Será que encara, enfrenta, teima, insiste e resiste? Como, com que apoios e até quando?
Ninguém sabe ao certo, talvez nem ele mesmo. A vida é assim mesmo. Certo, seguro e certíssimo, só a morte.

São os tais percalços e as tais vicissitudes aos quais tanto se referia o saudoso e talentoso Tancredo Neves. De inesquecível saudade.

E que faz falta, com seu sábio, sadio e saudável equilíbrio. Quando este editorial estava sendo escrito, a hora final do Presidente ainda não havia chegado. O que, salvo acidentes de percurso, agora já pode ter ocorrido.

Qualquer resultado acaba com as incertezas para o bem de todos e felicidade geral da nação.

E para ofertar ao próprio Presidente um merecido descanso e sossego, após tantas e tão renitentes dificuldades.

Nunca é demais insistir e repetir. São apenas e tão somente coisas da vida. E da sorte e, obrigatoriamente, da morte. Que cruel e impiedosa, não poupa ninguém. Nunca, jamais, em tempo algum.

Mas, mesmo sendo curta, a vida que encurta, se faz necessário e muito conveniente que se registre a gangorra na qual se balança o presidente.

Gangorra que somente balança entre o muito ruim e o muito pior ainda, sem qualquer outra variação. É dentro desse negro quadro, desse quadro negro e nigérrimo que Temer tenta se equilibrar, para não se esborrachar do posto presidencial por obra e graça – ou desgraça – da soma das circunstâncias adversas e dos seus próprios – ou impróprios erros, gafes e equívocos, que se tornaram, se não constantes, muito frequentes arrastando e arrostando certa incômoda gravidade.

Como insistimos em dizer e em afirmar, repetitivamente, são atos e fatos, são casos e coisas que o presidente Temer deveria temer, precisaria temer.

Sua excelência até já tem demonstrado compreensível preocupação, promovendo reuniões e encontros com governadores e com parlamentares, na defesa do seu ameaçado mandato.

Ex-presidente da Câmara de Deputados por duas ou três vezes demonstrou maior facilidade na busca do apoio dos parlamentares, do que dos governadores cuidadosos para não se comprometerem em demasia.

Coisas típicas do atual comportamento político nacional, dentro dos atos de só dar para receber e de sempre cobrar para apoiar e votar.

Somente resta ao descrente povo e a desconfiada população, orar e rezar ao bom Deus.

Que nos garantem, ainda não desistiu de ser brasileiro. Amém e que assim seja, para o bem de todos e felicidade geral da nação.

No momento com pouca ou nenhuma noção da gravidade das crises atuais.

Crises econômica, financeira, política e trabalhista.

redacao@mgturismo.com.br

Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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