Domingo, 18 de novembro de 2018

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Museu de Congonhas é selecionado para intercâmbio internacional

Programa Americano incentiva a troca de experiências entre gestores de instituições bem-sucedidas em todo o mundo

Em pouco mais de um ano de funcionamento, o Museu de Congonhas já é reconhecido como um dos projetos de maior sucesso no campo da Cultura nacional. Graças a este desempenho, o Governo Americano selecionou o diretor do Centro Cultural mineiro, Sérgio Rodrigo Reis, para participar do International Visitor Leadership Program (IVLP), um programa de intercâmbio bianual que, desta vez, acontece entre 18 de setembro e 6 de outubro incentivando a troca de experiências entre gestores de vários outros países e os estadunidenses.

 Desenvolvido pelos Estados Unidos, o programa já existe há décadas e, a cada edição, trata de um assunto diferente nas mais diversas áreas do conhecimento. Este ano, o tema é “Museus: Novos Paradigmas. Novas Missões e Sustentabilidade Financeira”. O assunto foi escolhido pela relevância e protagonismo que o tema tem obtido ao redor do mundo em vários países, inclusive o Brasil. 

 O intercâmbio abre oportunidades para troca de experiências e informações estratégicas entre instituições que têm alcançado sucesso nos campos de diversidade, tecnologia, inovação e educação. O diretor do Museu de Congonhas participa, juntamente com um seleto grupo de brasileiros, de uma intensa agenda de reuniões de trabalhos em importantes cidades americanas, tais como Washington, Chicago, Seattle, Phoenix e Miami. Também serão realizadas visitas aos museus americanos e encontros com gestores, curadores, educadores e patrocinadores desses espaços. O objetivo é explorar como os museus contemporâneos dos EUA se adaptaram a novos paradigmas através do empreendedorismo e da inovação.

 A seleção dos participantes foi realizada em várias etapas como análise de currículo, testes, entrevistas, monitoramento do desempenho profissional dos gestores e, principalmente, pela constatação do sucesso das ações que cada participante têm obtido à frente das instituições das quais representam. O Governo Americano arcará com todos os custos do intercâmbio. Além do Museu de Congonhas, somente outras seis instituições nacionais terão representantes no programa, além do Instituto Brasileiro de Museus.

 “O fato de, em tão pouco tempo de atividade, o Museu de Congonhas se tornar uma referência nacional no assunto, e ter sido escolhido para figurar neste intercâmbio de relevância internacional, prova que o trabalho sério, comprometido e que envolve toda uma cidade, é capaz de provocar uma mudança substancial nas perspectivas de um lugar a partir da preservação da memória, da cultura e do patrimônio. Trata-se de uma importante conquista para todos que, em tão pouco tempo, fizeram do projeto do Museu de Congonhas este importante exemplo para a cultura brasileira”, explicou Sérgio Rodrigo Reis.

 

O Museu de Congonhas

 Um museu vivo, que retrata a devoção, a arte e a história de um povo. Em pouco mais de um ano, o Museu de Congonhas já recebeu mais 150 mil visitantes, de mais de 20 países, e se qualificou como Centro Cultural e roteiro imperdível para os turistas que visitam as Minas Gerais. Neste período, o Setor Educativo mediou mais de 250 visitas e atendeu 15 mil estudantes, que demostraram em pesquisa mais 90% de satisfação com a infraestrutura, atendimento e expografia desta instituição. O Centro Cultural também foi palco para mais de 200 eventos entre espetáculos, shows, cursos, seminários, palestras e reuniões e recebeu profissionais renomados em diversas áreas como música, história, museus e arquitetura.

 Como primeiro museu de sítio histórico a ser instalado Brasil e com o excelente resultado obtido, a gestão do Museu de Congonhas pretender levar um pouco da experiência de como se transformou em um importante aliado no desenvolvimento da economia criativa local e também para a substituição da atividade econômica da região, hoje baseada sobretudo na atividade mineradora. Este é o segundo reconhecimento internacional do Museu de Congonhas. Em dezembro do ano passado, o Museu teve seu projeto reconhecido como uma das boas práticas internacionais de preservação da memória no “International Award UCLG -Mexico City – Culture 21″.

 

Fonte: ETC Comunicação

Crédito: Eliane Gouvea

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