Sexta Feira, 18 de outubro de 2019

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Portugal é porto seguro dos brasileiros na Europa

Diferentemente de Portugal, os EUA não dão visto permanente atrelado à compra de um imóvel; por outro lado, seguem atraindo tanto quem deseja se mudar para lá quanto aqueles que buscam ter uma casa de veraneio ou simplesmente investir

Portugal atrai compradores de imóvel por oferecer bons preços, segurança, belas praias e visto permanente. O preço médio vai de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões, mas Miami (EUA) também dispõe de tudo isso, além da maior proximidade, e continua encantando brasileiros interessados em comprar um imóvel para migrar e também de veraneio ou para investir.

Diferentemente do período do boom imobiliário nos EUA, entre 2010 e 2014, quando muitos adquiriram casas e apartamentos de até US$ 500 mil (R$ 1.577.700, cotação do dia 21 de outubro), os valores agora atingem um público de classe AA e vão de US$ 1 milhão a US$ 2 milhões ou mais (R$ 3.155.400 e R$ 6.310.800, respectivamente, na mesma cotação).

Léo Ickowicz, sócio da Elite International Realty, diz que o faturamento da sua consultoria imobiliária vem se mantendo próximo daquele período por conta dos valores mais elevados dos imóveis comprados. Em 2014, foram vendidos 300 imóveis, número que caiu para 200, em 2015, foi pouco superior a 100 em 2016 e aumentou em 2017. O faturamento atingido nos anos de 2014, 2015 e 2016 foi de US$ 200 milhões, US$ 150 milhões e US$ 140 milhões, respectivamente.

“Nós sentimos que o brasileiro que tem um poder aquisitivo maior quer ter uma parte, em torno de 20% do seu patrimônio no exterior. Hoje em dia, o imóvel mais vendido por nós é de US$ 1 milhão para cima”, comenta. Segundo ele, esse público que compra um imóvel residencial aproveita e fecha negócio com um comercial, também, que vem gerando um rendimento aproximado de 7% ao ano – em dólar, claro.

Se comprar à vista, Ickowicz diz que é possível fazer a escritura por e-mail. Se for financiar, é preciso comprovar renda e o novo proprietário tem de ir aos EUA para fechar o negócio.

“Quando o investidor declara no Imposto de Renda que tem salário fixo ou rendimentos oriundos de aluguel, é mais fácil de obter o financiamento. Se ele tiver dinheiro aplicado em ações pode demorar mais porque os bancos veem esse investimento com cautela, tendo em vista que as ações podem ser vendidas a qualquer momento”, completa.

Com a crise econômica enfrentada por Portugal, há cinco anos, os preços dos imóveis caíram. Mesmo agora, que voltaram a ter uma valorização, ainda continuam atraentes.

O fato de em Portugal se falar a mesma língua que no Brasil, de o país ter uma economia estável e proporcionar mais segurança e qualidade de vida, tem levado muitos brasileiros a buscarem um imóvel em terras lusitanas.

As cidades preferidas são Lisboa, capital do país, e Porto. Ambos representam 80% das vendas. Mas há, também, procura em cidades do entorno. Em Lisboa e nas cidades vizinhas há muitas townhouses (sobrados geminados) e imóveis compactos, mas amplos, que requerem pouca manutenção e apresentam baixo custo.

Um apartamento de 100 metros quadrados reformado no centro de Lisboa custa em torno de 800 mil euros. Para comprar um imóvel em Portugal, não há necessidade de ter visto nem cidadania europeia. Quem for fechar o negócio à vista, só precisa registrar a escritura em um cartório. Há, ainda, a opção de financiamento com juros de até 4% ao ano.

Na época do boom imobiliário dos EUA, Miami tinha imóvel mais barato do que um apartamento no Guarujá. Hoje, a realidade é outra. Com R$ 600 mil era possível comprar um imóvel financiado com juros de 3,5% ao ano. Era mais fácil.

Hoje, de acordo com Léo Ickowicz, a maioria dos seus clientes tem dinheiro no exterior e está buscando um investimento com foco na proteção patrimonial.

Ele conta o caso de um cliente que comprou o primeiro apartamento em 2013, para alugar, e mais dois lançamentos, com outros investidores, para investir. No primeiro apartamento, pagou 40%, financiou 60%. Hoje, com o aluguel, além de pagar o financiamento, consegue arcar com as despesas de condomínio e IPTU que, nos EUA, são de responsabilidade do proprietário.

Esse cliente é dono de um fundo de startups que tem filial em Miami. O próximo projeto do empresário é abrir uma unidade também em Portugal.

 

 

Fonte: lbComunica

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