Quarta Feira, 18 de julho de 2018

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Melhores doces de Minas numa mesma feira

Projeto de resgate e valorização da tradição culinária mineira chega em Belo Horizonte neste sábado, 16 de dezembro de 2017, a partir das 14 horas até às 20 horas, na entrada da Sede da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais no bairro Barro Preto. A Feira do Doce Mineiro reúne receitas tradicionais de nove cidades do interior com tradição consolidada na fabricação de doces refinados, saudáveis e com ingredientes e sabores típicos. Com entrada gratuita, o evento permite a degustação de um variado estoque de produtos gastronômicos, que também estarão disponíveis para venda.

Esse conjunto de receitas contém desde o famoso doce de leite de Viçosa, no Sul do Estado, até a ameixa de queijo de Araxá, no Triângulo Mineiro. Pelo caminho, um grupo de pesquisadores – chef, jornalista e equipe de filmagem – da Casa Cult / Cleyde Yáconis, produtores do evento, foi resgatando doces tradicionais pelas cidades: bananada de Antônio Dias, doce de abóbora de Poços de Caldas, doces cristalizados de Carmópolis de Minas, doces de Jabuticaba de Sabará, goiabada de São Bartolomeu, pé-de-moleque de Piranguinho e rocambole de Lagoa Dourada.

Todos esses doces estarão disponíveis em barracas padronizadas enquanto a programação cultural da Feira Doce Mineiro continuará com apresentação musical focada em jazz e MPB instrumentais. A ação mais inovadora do evento é a Cozinha ao Vivo, uma homenagem aos programas culinários de maior sucesso na TV Brasileira. A partir das 15 horas, o público presente na Feira do Doce Mineiro poderá observar dois chefs preparando pratos especiais ao vivo. A abertura será com o chef Loraidan dos Anjos, de Ipatinga, preparará o seu Lombinho de Moleque, com Lombo de Cordeiro com Crosta de Pé de Moleque e acompanhado de Purê de Inhame. Por fim, ás 17:00, o Chef João Salles, de Belo Horizonte, utilizará Miolo de Acém ao Molho de Jabuticaba com angu molinho e carambola caramelizada com Vinagre de Jabuticaba para criar o prato Boi na Jabuticaba.

A Cozinha ao Vivo foi uma das maiores novidades em Ipatinga, quando a Feira do Doce Mineiro passou por lá no dia 18 de novembro. Além do sucesso da programação cultural, os ipatinguenses acabaram com os estoques de doces antes do encerramento do evento. Mais de 6.100 pessoas passaram pela Praça Daniel Campos Rabelo do bairro Cariru em Ipatinga nas seis horas do evento e consumiram e compraram mais de 300 quilos de doce. “Só não vendemos mais porque o estoque acabou antes da feira terminar”, conta Francisco Ataíde, produtor da cidade de Antônio Dias, selecionado para a feira pela qualidade excepcional da bananada com amendoim que produz. Os doces típicos da cidade de Araxá, como a ameixa de queijo e a ambrosia, pouco conhecidos no Vale do Aço, acabaram antes que se completasse uma hora de feira.

Para Belo Horizonte, a coordenadora geral da Casa Cult, Isabella Ribeiro, espera ainda mais receptividade, “visto se tratar de um dos produtos mais tradicionais de Minas Gerais: os seus doces”, arremata. A Feira do Doce Mineiro é um projeto financiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LEIC/2016) com patrocínio exclusivo da Cemig. Tem ainda, como parceiro, o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – que oferece consultorias gratuitas aos produtores selecionados para a feira a fim de que incrementem ainda mais as estratégias de divulgação dos seus produtos. Segundo Isabella Ribeiro, “a parceria do Sebrae é fundamental na capacitação dos produtores visando o desenvolvimento de negócio, corrigindo processos produtivos, de marketing e de comercialização”, concluiu.

DOCE A DOCE

“O que mais nos chamou a atenção nesse processo de pesquisa foi a diversidade de doces encontrada e a regionalização dos tipos de produtos. Por isso, associamos cada doce ao nome da cidade de origem” explica Isabella Ribeiro.

A Bananada de Antônio Dias combina o sabor da fruta com o contraste do amendoim. A doçura é na medida. Os doces de jabuticaba de Sabará são muitos e versáteis; incluindo casquinhas cristalizadas, a famosa geleia e vinhos e cachaça artesanal feitos a partir da fruta. O Doce de Leite produzido pela Universidade Federal de Viçosa acrescentou à essa tradicional receita mineira a pesquisa e a tecnologia que garantem alto controle de qualidade e de padrões sanitários sem perder as características do doce caseiro, doçura e textura delicadas. O rocambole de Lagoa Dourada atrai multidões curiosas e ávidas por experimentar um doce que remonta aos costumes das mais tradicionais famílias locais.

A Goiabada de São Bartolomeu (distrito de Ouro Preto) é feita exatamente como há séculos atrás, utilizando tacho de cobre em forno à lenha aberto no chão, e embalado em folha de bananeira, com pedaços da casca que enriquecem ainda mais a textura quase cremosa dessa delícia mineira.

O Pé-de-Moleque de Piranguinho é o orgulho da cidade de 8 mil habitantes no Sul de Minas, que possui um doce que é registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Minas Gerais, uma “pura joia mineira”, conforme escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade elogiando a famosa iguaria feita de amendoim.

Os Doces Cristalizados de Carmópolis de Minas tem tamanhos e cores variadas mas preserva os modos de fazer tradicionais, combinando os sabores naturais das frutas ou legumes, como o figo com nozes ou os quadradinhos de abóbora com uma fina crosta açucarada protegendo um doce cremoso dos mais refinados.

A Ambrosia e a Ameixa de Queijo de Araxá são apenas dois exemplos de doces que fazem dessa cidade do Triângulo Mineiro o paraíso dos doces, alguns deles com mais de 200 anos de tradição familiar. A Ameixa de Queijo é doce raro feito a partir de uma massa de queijo que pode ser consumido em calda ou cristalizado. A Ambrosia tem um toque cítrico especial contrastando com a doçura da iguaria. As raspas de frutas utilizadas para dar acidez à Ambrosia também são consumidos e têm um sabor único.

Por fim, o Doce de Abóbora com Coco de Poços de Caldas já foi premiado em festivais gastronômicos como um dos melhores do Brasil. Todo ano, os produtores realizam ainda um grande festival em que é confeccionado o maior doce de abóbora do país. O próximo passo é conquistar uma vaga no Livro Guiness dos Recordes como o maior do mundo, preservando os processos artesanais da tradicional cultura rural mineira.

Para arrematar, a Feira do Doce Mineiro terá um estande bar servindo o chopp artesanal da Cervejaria Backer e outro com uma mostra de queijos produzidos em Minas e que combinam perfeitamente com os melhores doces mineiros.

FEIRA DO DOCE MINEIRO

16 de dezembro – sábado

Das 14:00 às 20:00

Local: Sede da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Rua Tenente Brito de Melo, 1090, Barro Preto, Belo Horizonte.

 

 

Fonte: Casa Cult

Fotos: Divulgação

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Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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