Domingo, 08 de dezembro de 2019

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Intervenção Federal no Rio terá impactos no seguro

Presidente do Clube dos Corretores de Seguros do estado aposta na recuperação do mercado fluminense, em especial no segmento de Automóveis, caso a ação militar seja eficaz no combate à violência.

A intervenção Federal na segurança do Rio de Janeiro, anunciada na última sexta-feira, 16 de fevereiro, pelo presidente Michel Temer, vai impactar o mercado de seguros fluminense. Quem opina é o presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Jayme Torres. “A situação de crescente violência criou uma grande dificuldade na aceitação e até precificação de diversos tipos de seguros no estado. Se a ação militar alcançar o objetivo de recuperar a eficácia da segurança pública, podemos acreditar na volta do que chamamos de ‘normalidade’ do nosso setor”, avalia.

Em 2017, o volume de roubos e furtos de veículos cresceu 16,6% no Rio, chegando a um total de 70 mil casos – o maior registrado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) desde 2003. Dentro da capital, bairros como Engenho Novo e Botafogo sofreram com aumentos maiores que 95% no número de roubos desse tipo, também segundo o ISP. Já neste ano, somente durante o período do Carnaval, foram mais de 200 automóveis roubados na cidade.

“O roubo de veículos, diferente do furto, está associado à prática de outros crimes: o bandido que quer roubar a carga de um caminhão, uma empresa, residência, ou transportar armas e drogas usa o carro roubado como meio de realizar esses delitos”, explica Torres. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), por exemplo, foram registrados no ano passado mais de 10 mil casos de roubo de cargas, o que equivale a um crime a cada 50 minutos e prejuízo de R$ 607,1 milhões.

Sendo assim, o presidente do Clube afirma que o combate à criminalidade em geral deverá gerar automaticamente uma redução nos roubos de carros. Um dos segmentos do seguro mais afetados pela violência fluminense foi, justamente, o de Automóveis. “Havia a necessidade urgente de algo ser feito. Se a intervenção vai melhorar, ser a solução ou não, só o tempo vai nos mostrar, mas estou bastante confiante que nosso Rio de Janeiro tem solução”, aposta Torres.

 

Fonte: Dino

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