Quinta Feira, 15 de novembro de 2018

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Mulheres Diplomatas

A presença de mulheres na carreira diplomática vem crescendo de forma expressiva em todo o mundo ocidental. Em Belo Horizonte, são quatro as cônsules estrangeiras: Aurora Russi, da Itália; Maria Joana Nunes Pinto Caliço, de Portugal; Maria Ximena Álvares, do Uruguai e Rita Rico, dos Estados Unidos. Elas têm atuado com extraordinário dinamismo à frente de seus consulados, pelas quais são as responsáveis e a autoridade máxima em todos os setores. Têm, sobretudo, realizado diversos eventos de destaque na promoção e na divulgação tanto de negócios como da cultura de seus respectivos países.

A partir de um encontro, no início deste ano, da vereadora de Belo Horizonte, Marilda Portela, com as quatro cônsules citadas, nasceu a ideia de promover um evento com o objetivo de incentivar a participação feminina na vida pública de nosso país. A inspiração baseou-se na premissa de unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais em defesa dos direitos das mulheres, expressos no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável no. 5 da ONU Mulheres, entidade criada em 2010. Com o apoio da deputada federal Luzia Ferreira, ex-presidente da Câmara Municipal e de Áurea Carolina, a vereadora mineira mais votada no pleito de 2016, Marilda Portela e as cônsules se organizaram para promover um amplo espaço de debates sobre a atual situação de sub-representação e fraca expressão da mulher na política brasileira.

Resultado desse trabalho, foi realizado, neste mês de agosto, o Seminário Internacional: A Mulher no Século XIX, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Após os discursos de Marilda Portela, expondo a situação histórica das mulheres na política, e de Áurea Carolina, denunciando a forte discriminação que sofrem na educação, no emprego e na vida pública, foi a vez das quatro cônsules darem seus importantes testemunhos e contribuições para os debates que se seguiram.

Aurora Russi abordou o tema do preconceito no tratamento de gênero de forma original, lembrando, entre outras colocações, como as mulheres são tratadas anonimamente na vida social, por exemplo: Sr. Fulano de Tal e sra. A cônsul Joana, mostrou o exemplo de Portugal, onde as mulheres têm ingressado em número superior ao de homens na carreira diplomática porque até a admissão do candidato, o sexo do pretendente não é revelado. Rita Rico discursou sobre os esforços do governo americano para dar igualdade de salários às mulheres e Ximena Álvares expôs o que o bem-sucedido Sistema Nacional de Cuidados do Uruguai tem feito pelas mulheres.

Após as palestras, foi aberta uma mesa redonda sobre as dificuldades que a mulher brasileira enfrenta no mercado de trabalho, mediado por Nathalia Bini. No auditório, lotado, estacaram-se as presenças de líderes comunitárias, sociólogas, educadoras, jornalistas e representantes de universidades e entidades de classe.

silvania@mgturismo.com.br

Bacharelanda em Jornalismo pela FUMEC, arquiteta, ex-presidente da ABIH-MG.

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