Quarta Feira, 16 de outubro de 2019

Home / NOTÍCIAS  / Filarmônica de Minas Gerais e pianista Ricardo Castro interpretam concerto de Chopin

Filarmônica de Minas Gerais e pianista Ricardo Castro interpretam concerto de Chopin

Sob regência do maestro Marcos Arakaki, Orquestra apresenta também obras de Berlioz e Prokofiev.

O Carnaval já passou, mas ainda é tempo de desfrutar da Abertura Carnaval Romano, de Berlioz. É com esta obra que a Filarmônica de Minas Gerais inicia suas séries Allegro e Vivace, nas noites dos dias 1º e 2 de março de 2018, na Sala Minas Gerais, sob a regência do maestro Marcos Arakaki. O pianista Ricardo Castro retorna a Belo Horizonte para interpretar o Concerto para piano nº 2, em fá menor, op. 21, deChopin. A Quinta Sinfonia de Prokofiev encerra o repertório. Ingressos entre R$ 44 e R$ 116 (inteira).

Na série de palestras sobre obras, compositores e solistas que a Filarmônica promove antes das apresentações, das 19h30 às 20h,o palestrante das duas noites será o percussionista da Filarmônica de Minas Gerais e curador dos Concertos Comentados, Werner Silveira. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio da Cemig por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Repertório

 

Sobre a Abertura Carnaval Romano

 Hector Berlioz (La Côte Saint-André, França, 1803 – Paris, França, 1869) e a Abertura Carnaval Romano, op. 9 (1844)

Berlioz foi incompreendido e ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos. A posteridade, porém, o proclamou um arauto do Modernismo, responsável pela criação da sinfonia programática e pela renovação do timbre orquestral. O sucesso permanente de sua Abertura Carnaval Romano liga-se diretamente ao fracasso anterior da ópera BenvenutoCellini,da qual Berlioz retomou dois números: o grande coro do Carnaval (Vinde, povo de Roma) e o dueto de amor de Cellini e Tereza (retirado do primeiro ato). Na Abertura, o compositor explora com êxito a oposição entre esses dois temas representativos, respectivamente, do frenético arrebatamento coletivo e do sentimento individual. Uma agitada tarantela prenuncia a alegria da festa popular; mas logo dá lugar ao melancólico canto de amor do corne. As reexposições sucessivas, em que se alternam combinações variadas dos dois temas, lembram um rondó cíclico

 

 

Sobre o Concerto para Piano nº 2 em fá menor

 Frédéric Chopin (ZelazowaWola, Polônia, 1810 – Paris, França, 1849)e o Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21(1829/1830)

Concerto para piano em fá menor marca o retorno de Chopin à Polônia, país onde nasceu, após os primeiros sucessos internacionais. A estreia aconteceu no Teatro Nacional de Varsóvia, em 17 de março de 1830. Paralelamente, o compositor estava trabalhando em seu Concerto para piano em mi menor, que estreou no mesmo ano, em outubro. Ambos resultam da necessidade do pianista – para lançar-se em carreira internacional – de encontrar um repertório que valorizasse suas habilidades individuais, mais ambicioso que as fantasias brilhantes, improvisos e variações que executara até então. Quando se mudou para Paris, no ano seguinte, Chopin incluiu o Concerto em fá menor em sua primeira aparição na cidade. É uma obra importante na carreira do músico, que solidificou sua reputação e lhe ajudou a garantir uma clientela de princesas e duquesas como alunas, o que lhe permitiria, nos anos posteriores, escapar dos palcos e dedicar-se à composição.

 

Sobre a Quinta Sinfonia de Prokofiev

 Sergei Prokofiev(Sontsovka, Ucrânia, 1891 – Moscou, Rússia, 1953)e a Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, op. 100 (1944)

Definida pelo próprio Prokofiev como um “canto ao homem livre e feliz, à sua força, à sua generosidade e à pureza de sua alma”, a Quinta é a mais popular das sete sinfonias que escreveu, juntamente com a Primeira. Composta em 1944 e estreada no ano seguinte, ela representa um momento de maturidade na carreira do compositor, e de reencontro com o seu passado e suas origens. A Sinfonia nº 5 foi escrita quinze anos após a Quarta e dez anos após o reingresso de Prokofiev na União Soviética, depois de um exílio de dezessete anos. Nesse hiato, ele viu seu estilo de composição sofrer uma transformação considerável, enquanto buscava inspiração na força melódica autêntica do seu país: “o ar forasteiro não se casa com a minha inspiração, porque eu sou russo e a coisa pior para um homem como eu é viver no exílio”. A volta à terra natal se desdobrou no retorno às raízes musicais de sua juventude, na qual demonstrara amar profundamente a música de Haydn, cuja simplicidade e inocência das composições eram vistas como exemplo de clareza e sofisticação. Ao escrever nos moldes do “realismo socialista”, Prokofiev inaugurou uma fase chamada por ele de “nova simplicidade”. Dessa intenção, nasceu seu opus 100, uma das obras mais célebres da música soviética.

 

Maestro Marcos Arakaki

 Regente Associado da Filarmônica, Marcos Arakaki colabora com a Orquestra desde 2011. Sua trajetória artística é marcada por prêmios como o primeiro lugar no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e no Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Foi semifinalista no Concurso Internacional Eduardo Mata (2007).

O maestro foi regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), bem como titular da OSB Jovem e da Sinfônica da Paraíba. Dirigiu as sinfônicas do Estado de São Paulo (Osesp), do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Paraná, de Campinas, do Espírito Santo, da Paraíba, da Universidade de São Paulo, Filarmônica de Goiás, Petrobras Sinfônica e Orquestra Experimental de Repertório. No exterior, regeu as filarmônicas de Buenos Aires e da Universidade Autônoma do México, Sinfônica de Xalapa, Kharkiv Philharmonic da Ucrânia e BoshlavMartinuPhilharmonic da República Tcheca.

Arakaki tem acompanhado importantes artistas do cenário erudito, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, SofyaGulyak, Ricardo Castro, Rachel Barton Pine, ChloëHanslip, LuízFilíp, Günter Klauss, Eddie Daniels, David Gerrier, Yamandu Costa.

Natural de São Paulo, é Bacharel em Música pela Universidade Estadual Paulista, na classe de Violino de Ayrton Pinto, e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Participou do Aspen Music Festival and School, recebendoorientações de David Zinmanna American Academy of Conducting at Aspen. Esteve em masterclasses com Kurt Masur, Charles Dutoit e Neville Marriner.

Seu trabalho contribui para a formação de novas plateias, em apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concerto em turnês a mais de setenta cidades brasileiras. Atua como coordenador pedagógico, professor e palestrante em projetos culturais, instituições musicais e universidades.

Ricardo Castro_foto Christian Cravo

 Ricardo Castro, piano

 Ricardo Castro é pianista, regente, educador e administrador cultural. Vencedor dos concursos da ARD de Munique, Rahn de Zurique e Pembaur de Berna, foi o primeiro latino-americano a ganhar o Concurso Internacional de Piano de Leeds. Atuou como solista da Filarmônica da BBC de Londres, da Orchestre de laSuisseRomande, Academyof St. Martin in theFields, Sinfônica de Birmingham, Filarmônica de Tóquio e Mozarteum de Salzburg. Ricardo é fundador e diretor artístico do Neojiba, Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia. Com a Orquestra Jovem da Bahia tem se apresentado em importantes salas, como o Queen Elizabeth Hall de Londres e o Konzerthaus de Berlim. Em 2013 foi o primeiro brasileiro a receber o título de Membro Honorário da Royal PhilharmonicSociety de Londres. Além de seu trabalho artístico e educativo com o Neojiba, Ricardo leciona Piano na Haute École de Musique de Lausanne, Suíça. Já gravou cinco álbuns com obras de Chopin e outros dedicados a Mozart, Falla e Liszt.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

 

 

 

Fonte: Personal Press

redacao@mgturismo.com.br

Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

Avalie esta notícia:
0 Comentário

Sorry, the comment form is closed at this time.

Leia a Edição

Edições Anteriores

Confira os destaques

Nenhuma matéria foi encontrada.

×