Quarta Feira, 16 de outubro de 2019

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Goiás sai consagrado da Mostra de Cinema Tiradentes

Na categoria de curta-metragem, paulista “Negrum3” venceu no Júri Popular e levou também o Prêmio Canal Brasil de Curtas; no Júri da Crítica, o ganhador foi o paraibano “Caetana”; o Prêmio Helena Ignez desta edição foi para a montadora Cristina Amaral e o melhor longa eleito pela votação do público foi “Meu nome é Daniel”

O cinema goiano foi o grande vencedor da premiação da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes. A cerimônia de encerramento, na noite de sábado (26 de janeiro), no Cine-Tenda, consagrou os longas-metragens “Vermelha”, de Getúlio Ribeiro, escolhido como melhor da Mostra Aurora pelo Júri da Crítica e ganhador do Troféu Barroco e de prêmios de parceiros do evento; e “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, que levou o Troféu Carlos Reichenbach, dado pelo Júri Jovem ao melhor título da Mostra Olhos Livres.

“Vermelha” foi realizado pela produtora Dafuq Films, fundada por jovens formados no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás. No texto de justificativa, o Júri da Crítica explicou a escolha do filme “pelo investimento e confiança nas bordas do acontecimento, nos lembrando das potências políticas da opacidade, e esculpindo uma ação metafórica através de sua materialização em ideias sonoras e pictóricas, fazendo com que a economia gramática do filme exprima sua ideia motriz em cada quadro”.

Ao receber o Troféu Barroco no palco do Cine-Tenda, Getúlio Ribeiro estava com sua equipe de produção e personagens do filme – pai, mãe, irmã e um amigo da família. “Levamos esse prêmio sem nenhuma pretensão!”, comemorou Gaúcho, pai do diretor e ator principal de “Vermelha”. E completou: “Que saudade da minha cachorra Vermelha!”, em referência à personagem-título do longa. Getúlio, emocionado, foi também breve em sua fala: “Vou deixar aqui só no cumprimento”.

Já “Parque Oeste” resgata imagens de um ataque da Polícia Militar de Goiânia em 2005 para destruir uma ocupação urbana. A diretora Fabiana Assis, ao receber o prêmio, definiu seu trabalho como “um filme que, acima de tudo, fala de esperança” e homenageou Eronilde Nascimento, sua personagem principal no documentário.

Na justificativa pela escolha, o Júri Jovem defendeu o “cuidado e dignidade de se filmar o sofrimento, sem suavizar o horrível de suas imagens, ou nele se estagnar, por mostrar um futuro a ser construído por corpos que, mesmo atravessados pelo risco constante do presente, seguem adiante, e por ressoar o tremor da vida que resiste, sempre, porque essa é sua única possibilidade”.

O Prêmio Helena Ignez 2019, oferecido pelo Júri da Crítica a um destaque feminino em qualquer função nos filmes da Aurora e Foco, foi para a montadora Cristina Amaral, pelo trabalho realizado em “Um Filme de Verão”, de Jô Serfaty. O Júri da Crítica elogiou Cristina por seu “trabalho de excelência, que se constrói com precisão de olhar e fluidez entre os planos, como uma voz e presença ímpar na montagem cinematográfica, que atravessa mais de 30 anos no cinema brasileiro como uma potência que se reitera e atualiza numa execução brilhante”.

Pela Mostra Foco, o Júri da Crítica escolheu o curta-metragem “Caetana”, produção da Paraíba com direção de Caio Bernardo. O prêmio se deu, segundo os integrantes do júri, “pelo investimento e confiança nas bordas do acontecimento, nos lembrando das potências políticas da opacidade, e esculpindo uma ação metafórica através de sua materialização em ideias sonoras e pictóricas, fazendo com que a economia gramática do filme exprima sua ideia motriz em cada quadro”.

O Prêmio Canal Brasil de Curtas, que oferece R$ 15 mil a um curta também da Foco, foi para “Negrum3” (SP), de Diego Paulino. Este mesmo filme levou prêmio na categoria de Júri Popular.

Em longa-metragem, o Júri Popular escolheu a produção carioca “Meu Nome é Daniel”, de Daniel Gonçalves. O diretor estava no Cine-Tenda e agradeceu o reconhecimento a seu trabalho. “Deve ser a primeira vez que uma pessoa com deficiência conta a sua própria história no cinema”, celebrou.

CONFIRA OS PREMIADOS DA 22ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES E A JUSTIFICATIVA PARA OS PRÊMIOS CONCEDIDOS PELOS JÚRIS OFICIAIS:

  • Melhor longa-metragem Júri Popular: Meu Nome é Daniel (RJ), de Daniel Gonçalves.

Troféu Barroco;

Da Mistika: R$ 20 mil em serviços de finalização

  • Melhor curta-metragem Júri Popular: Negrum3 (SP), de Diego Paulino.

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 5 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Do CTav: 20 horas de mixagem e empréstimo de câmera por duas semanas;

Da Mistika: R$ 6 mil em serviços de finalização

  • Melhor curta-metragem pelo Júri da Crítica, Mostra Foco: Caetana (PB), de Caio Bernardo.

“Pelo investimento e confiança nas bordas do acontecimento, nos lembrando das potências políticas da opacidade, e esculpindo uma ação metafórica através de sua materialização em ideias sonoras e pictóricas, fazendo com que a economia gramática do filme exprima sua ideia motriz em cada quadro.”

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 5 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Do CTav: 20 horas de mixagem e empréstimo de câmera por duas semanas;

Da DOT Cine: duas diárias de correção de cor e máster DCP para curta de até 20 minutos;

Da ETC Filmes: Serviço completo de acessibilidade – legenda descritiva, audiodescrição e Libras para um longa de até 20 minutos.

  • Melhor longa-metragem pelo Júri Jovem, da Mostra Olhos Livres, Prêmio Carlos Reichenbach: Parque Oeste (GO), de Fabiana Assis.

“Pelo cuidado e dignidade de se filmar o sofrimento, sem suavizar o horrível de suas imagens, ou nele se estagnar, por mostrar um futuro a ser construído por corpos que, mesmo atravessados pelo risco constante do presente, seguem adiante, e por ressoar o tremor da vida que resiste, sempre, porque essa é sua única possibilidade.”

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Da Cinecolor: 40 horas de mixagem;

Da Dotcine: máster DCP para longa de até 120 minutos

  • Melhor longa-metragem da Mostra Aurora, pelo Júri da Crítica: Vermelha (GO), de Getúlio Ribeiro.

“Por manejar, através da imprevisibilidade de sua condução, uma sutil unidade de medida para si e por conceber assim um dinâmico exercício cosmodoméstico sobre a ideia de narração, edificando uma vigorosa investigação de um Brasil sem mar, conjugando humor e experimentação estrutural.”

Troféu Barroco;

Da Ciario: R$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar;

Da Cinecolor: 40 horas de mixagem;

Da ETC Filmes: Serviço completo de acessibilidade – legenda descritiva, audiodescrição e Libras para um longa de até 100 minutos

Da Dotcine: máster DCP para longa de até 120 minutos

  • Prêmio Helena Ignez para destaque feminino: Cristina Amaral, montadora de Um Filme de Verão (RJ). “Pelo trabalho de excelência, que se constrói com precisão de olhar e fluidez entre os planos, como uma voz e presença ímpar na montagem cinematográfica, que atravessa mais de 30 anos no cinema brasileiro como uma potência que se reitera e atualiza numa execução brilhante.”
  • Prêmio Canal Brasil de Curtas: Negrum3 (SP), de Diego Paulino.

redacao@mgturismo.com.br

Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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