Quinta Feira, 21 de março de 2019

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Cidade de João Pessoa tem rico acervo de atrativos para turismo cultural

João Zuccaratto*

Maior economia do Estado da Paraíba, contribuindo com 30% do Produto Interno Bruto — PIB total, gerado, em maior parte, por comércio e indústria da construção civil, a Cidade de João Pessoa vê no Turismo forte criador de renda, gerador de trabalho e distribuidor de riquezas.

Cidade de João Pessoa: quatro séculos de história

A Cidade de João Pessoa é capital e principal centro econômico, financeiro e social do Estado da Paraíba. Em seus mais de quatro séculos de história, amealhou antigo, significativo e vasto patrimônio histórico, muito similar ao da Cidade de Olinda, no litoral do Estado de Pernambuco.

Maior economia do Estado da Paraíba, contribui com cerca de 30% do Produto Interno Bruto — PIB. Esse vem, em maior parte, de comércio e indústria da construção civil. Mas cresce a participação do Turismo, forte criador de renda, gerador de trabalho e distribuidor de riquezas.

Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto dista 13 quilômetros do Centro, pois fica na vizinha Cidade de Bayeux. O fluxo médio de 2,3 milhões de passageiros por ano vem de voos nacionais e internacionais diários — e extras nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e julho.

Cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, tem rico acervo de atrativos para turismo cultural, histórico, lazer, náutico...

O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto dista 13 quilômetros do Centro, pois fica na vizinha Cidade de Bayeux. O fluxo médio de 2,3 milhões de passageiros por ano vem de voos nacionais e internacionais diários — e extras nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e julho.

Cidade de João Pessoa: orgulho de ser a Porto do Sol

Sua população, de 800 mil habitantes, orgulha-se de viver na Porta do Sol, ou no local onde o Sol nasce primeiro em toda a América. Isso, pelo Município ter a sorte de abrigar a Ponta do Seixas, extremo mais oriental do continente americano — e um dos seus maiores atrativos de visitantes.

Outro ufanismo está em ser a segunda capital mais verde do mundo, atrás da Cidade de Paris, capital da França, e mais verde do Brasil, por conta do Jardim Botânico Benjamim Maranhão, com seus 515 hectares de Mata Atlântica preservada dentro da área urbana.

Aliás, a Cidade de João Pessoa coleciona pontos positivos em qualidade de vida: proibição de prédios com mais de três pavimentos ao longo da orla; capital com menor desigualdade social do Nordeste Brasileiro; um dos melhores locais para se curtir aposentadoria…

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A Cidade de João Pessoa coleciona muitos pontos positivos em relação à qualidade de vida: proibição de prédios com mais de três pavimentos ao longo de toda a sua orla; capital com menor desigualdade social do Nordeste Brasileiro; um dos melhores locais para se curtir aposentadoria…

Cidade de João Pessoa: verão de seca e inverno de chuvas

Próximo à Linha do Equador, o Estado da Paraíba tem clima quente e temperaturas elevadas. A Cidade de João Pessoa não foge à regra, apresentando médias anuais de 27 graus Célsius, em qualquer das duas estações: verão, época de seca, e inverno, período de chuvas.

A transição entre o “inverno de chuvas” e o “verão de seca”, geralmente, acontece durante o mês de janeiro. O “inverno”, mais longo, cobre os meses de fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto. Já o “verão”, mais reduzido, estende-se por setembro, outubro, novembro e dezembro.

A orla é capítulo à parte: águas limpas e mornas convidam a banhos nas Praia do BessaPraia de Cabo Branco ou Praia de Tambaú. Circular pelo longo calçadão, inalando ar puro e vivendo a sensação de tempo sem pressa para passar, é mais outra excelente opção na cidade.

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A Cidade de João Pessoa tem apenas duas estações: o “inverno de chuvas”, meses de fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto; e, o “verão de seca”, setembro, outubro, novembro e dezembro. A transição entre uma e outra, geralmente, acontece durante os dias do mês de janeiro

Cidade de João Pessoa: litoral com 25 quilômetros e nove praias

O litoral, com 25 quilômetros de extensão, reúne nove praias de areias brancas e águas cristalinas. Muitas têm remanescentes de Mata de Restinga, de um lado, e barreiras de recifes, de outro — esses, as transformam em acolhedoras piscinas, excelentes para crianças.

— Elas estão no Picãozinho, ao Norte, e na frente da Ponta do Seixas, ao Sul. Um verdadeiro Caribe Brasileiro, os bancos de corais, com águas mornas e cristalinas, permitem visualizar uma variedade incrível de fauna e flora, mesmo a olho nu. São dois inigualáveis paraísos ecológicos.

Esta afirmação é de um dos empreendedores do Turismo de Lazer na Cidade de João Pessoa, o Antônio Fernandes de Melo Barbosa. Com sua Paraíba Travel, e catamarãsidentificados sob a marca 100% Lazer, promove passeios diários para esses dois destinos. Ele explica a operação:

— Quando a maré começa a baixar, nossas embarcações deixam a beira da praia e, minutos depois, ancoram em pontos estratégicos. As pessoas desembarcam com segurança e, com ajuda do nosso pessoal, usando coletes salva-vidas, vão flutuando até locais com água pela cintura.

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A Cidade de João Pessoa possui dois pontos de piscinas naturais, chamados de Caribe Brasileiro: Picãozinho, ao Norte, e Ponta do Seixas, ao Sul. Bancos de corais e águas mornas e cristalinas permitem visualizar variedade incrível de fauna e flora. São dois inigualáveis paraísos ecológicos

Cidade de João Pessoa: Centro Histórico patrimônio nacional

O Centro Histórico, patrimônio nacional desde 2007, exibe suas construções retratando todos os estilos arquitetônicos vigentes no Brasil desde o século XVI, anos 1500: Art DecôArt NoveauBarrocoColonialEcléticoManeirismoModernismoRococó… (citados em ordem alfabética).

Os dois primeiros, Art Decô e Art Noveau, do início do século XX, anos 1900, predominam nos imóveis do entorno da Praça Anthenor Navarro, além dos prédios do Hotel Globo e Teatro Santa Roza, terceiro mais antigo do Brasil. O Barroco, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco.

Colonial e Eclético espraiam-se pelo casario. Maneirismo, na Igreja da Misericórdia. Modernista, nas construções mais recentes. O Rococó está na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Basílica de Nossa Senhora das Neves e no Mosteiro de São Bento, estes todos do século XVII, anos 1600.

Vale destacar, também no estilo Rococó, a belíssima Igreja de São Frei Pedro Gonçalves. Com obras iniciadas nos primórdios do século XVIII, anos 1700, ela é, na atualidade, um dos mais importantes monumentos no Brasil erguidos segundo os ditames daquela tendência.

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Apesar do grande número de edificações, por estarem concentradas umas próximas às outras, ocupam espaço reduzido, de fácil acesso e com áreas reservadas à parada de veículos atendendo turistas. Faz-se city tour pelo Centro Histórico da Cidade de João Pessoa numa manhã ou tarde

Cidade de João Pessoa: vestígios de obras do século XVI, anos 1500

É importante lembrar: durante os serviços da restauração feita na igreja, iniciados no ano 2000, foram encontrados, sob o piso atual do terreno, remanescentes de muralhas erguidas em pedras calcárias. Provavelmente, são do Forte do Varadouro, ali construído no século XVI, anos 1500.

— Apesar do grande número de edificações, por estarem concentradas próximas, ocupam espaço reduzido, de fácil acesso e com áreas reservadas à parada de veículos atendendo turistas. Faz-se city tour pelo Centro Histórico da Cidade de João Pessoa numa manhã ou tarde.

Isso é revelado por Antônio Pedro da Silva, proprietário da Cabo Branco Receptivo, empresa especializada em passeios guiados e pela área urbana da Cidade de João Pessoa e atrativos mais próximos, como o colar de praias, as piscinas naturais, Pôr do Sol na Praia do Jacaré e por aí vai.

— Para tudo correr bem, é importante ter apoio de guias de Turismo especializados. Na minha empresa, ou dos nossos parceiros — não os considero concorrentes —, trabalhamos com pessoal legalizado, experiente, dotado de conhecimentos para informar os turistas com segurança.

Mas, se a pessoa tem espírito aventureiro e tempo disponível, pode fazer o passeio sozinha. Há sinalização específica para pedestres. São placas trazendo orientações básicas referentes aos pontos do percurso, atrativo ali retratado e informando pontos de interesse nas proximidades.

Dois roteiros, Cidade Alta e Cidade Baixa, revelam belezas como Hotel Globo, ponto do Rio Sanhauá onde a cidade foi fundada, em 1585, Estação Ferroviária, Igreja de São Francisco, Parque Lagoa Solon de Lucena, Praça João Pessoa, Pavilhão do Chá e belos casarios históricos.

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Pessoa com espírito aventureiro e tempo disponível pode passear sozinha pelo Centro Histórico da Cidade de João Pessoa. Há sinalização com placas trazendo orientações básicas referentes aos pontos do percurso, atrativo ali retratado e informando pontos de interesse nas proximidades

Cidade de João Pessoa: clima gostoso, povo acolhedor…

Outro motivo de orgulho do morador da Cidade de João Pessoa é título de Cidade Criativa. Ele veio em 2017, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura — Unesco. E colocou a capital em mais uma rota turística, por sua arte popular.

— Esse reconhecimento surgiu da contribuição e influência do projeto Sereias da Penha, no qual artesãs da Praia da Penha e da Praia de Jacarapé mostram o valor da economia criativa, criando peças de design aliando fios de cobre com algo antes descartado como lixo, as escamas de peixe.

Quem afirma isso é uma apaixonada pelo Turismo da Cidade de João Pessoa, e apresentadora do programa Vidarretada, Roberta Cylene Formiga Franklin Vieira. Ela, junto com o marido, José Vieira Neto, são grandes divulgadores dos potenciais e principais atrativos do Estado da Paraíba.

Uso declaração de José Vieira Neto para concluir essa longa abertura — não poderia ser diferente pela diversidade de opções à disposição dos visitantes na Cidade de João Pessoa, onde estive pela primeira vez em 1993, retornando ano passado, 2018, um quarto de século após.

— A Cidade de João Pessoa pode até não ser o melhor destino para visitantes no Brasil. Mas é um dos melhores. Soma tudo de bom: clima agradável, povo acolhedor, atrações diversificadas, manifestações culturais, acervo histórico, culinária primorosa… Basta vir, viver e voltar sempre.

Aproveitando as vozes de Antônio Fernandes de Melo Barbosa, Antônio Pedro da Silva, Roberta Cylene Formiga Franklin Vieira e José Vieira Neto, segue resumo dos atrativos de turismo da Cidade de João Pessoa, relacionados pela ordem alfabética das identificações.

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Outro motivo de orgulho do morador da Cidade de João Pessoa está no título de Cidade Criativa. Ele veio em 2017, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura — Unesco. E colocou a capital em mais uma rota turística brasileira, por sua arte popular

Cidade de João Pessoa: uma seleção com 90 atrativos de turismo

Academia Paraibana de Letras
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Em 14 de setembro de 1941, Coriolano de Medeiros concretizou seu ideal de criar a“Casa do Pensamento da Paraíba, na época, único Estado brasileiro sem entidade desse tipo. A reunião inaugural ocorreu à tarde, no gabinete do diretor da Biblioteca Pública do Estado.

Inicialmente, a Academia Paraibana de Letras contou com 11 cadeiras; depois, 30. Em 1959, com reforma dos estatutos, vieram mais 10, fixando-se em 40. A sede própria à Rua Duque de Caxias abriga auditório, biblioteca, Memorial Augusto dos Anjos e partes administrativas.

Balaustrada da Avenida João da Mata
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Usadas em Arquitetura, balaustradas são cercas amparando corrimãos ou parapeitos, formadas por pequenas colunas, as balaústres. Estas, em forma abaulada, são do estilo Jônico; ou seja Grego com entalhes Romanos; têm, ainda, detalhes Góticos ecléticos, contemporâneos etc.

A Balaustrada da Avenida João da Mata foi construída em 1918, para embelezar e oferecer proteção às pessoas transitando próximo ao limite do bairro Cruz das Almas. Ele coincide com a borda da parte elevada do declive levando à baixada, na qual havia fábrica de cimento.

O conjunto ali existente é bastante rico, reunindo bancos artisticamente trabalhados e distribuídos por pracinha semicircular, estátua do político paraibana João da Mata, mirante, belo casario de estilo clássico e a edificação da Escola Industrial de Jaguaribe.

Balaustrada da Praça Aristides Lobo
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Situada na Praça Aristides Lobo, no Centro da Cidade de João Pessoa, é referência de arquitetura pública do início do século XX, anos 1900. O projeto de construção da Praça e balaustrada é de autoria da firma Cunha & di Lascio, possuindo traços neoclássicos, mantidos até os dias atuais.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba — Iphaep, protege transeuntes em relação a declive acentuado ali existente. Ligada à Praça José Américo, oferece vista para o Grupo Escolar Tomas Mindello e o 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba.

Biblioteca Estadual Augusto dos Anjos
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A Biblioteca Pública do Estado da Paraíba é uma instituição bem antiga, pois foi criada em 1890. Funcionou durante muitos anos na Avenida General Osório, no Centro da Cidade de João Pessoa. Em 1982, mudou para o Espaço Cultural José Lins do Rego, mas ficou fechada durante sete anos.

Reaberta em 2010, ocupando casarão antigo e acolhedor no Centro da Cidade de João Pessoa, atende até 300 pessoas por dia. Seu acervo com quase 100 mil títulos, incluindo livros raros, é bastante variado, oferecendo obras para todos os gostos, inclusive em plataformas multimídia.

Capela de Nossa Senhora da Penha
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A Capela de Nossa Senhora da Penha teve sua construção iniciada pelo navegador português Sílvio Siqueira, em 1763. A obra surgiu em pagamento a uma promessa feita em momento de grande aflição, com forte tempestade ameaçando naufragar uma embarcação sob seu comando.

Ele partira do Brasil para a Europa e, em meio à tormenta, reuniu a tripulação e pediu proteção à Nossa Senhora da Penha. À frente dos homens, prometeu erguer um santuário onde o barco aportasse em segurança. E isso aconteceu na Praia de Aratu, agora Praia da Penha.

É o terceiro mais antigo templo dedicado à Nossa Senhora da Penha no Brasil. Todo último domingo de novembro, uma romaria deixa a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Centro da Cidade de João Pessoa e, após 14 quilômetros, chega à Capela de Nossa Senhora da Penha.

Capela do Engenho da Graça
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A capela fazia parte de conjunto maior, incluindo casa grande e sacristia, demolidas em 1940, assim como parte do tempo, à direita — sobrando trechos de antigas paredes, atrás e de um lado e outro. A fachada apresenta óculo chanfrado e o frontão é adornado por volutas de cantaria.

No interior, forro abobadado e altar com retábulo de pedra pintada. Acima deste, composição formada por pássaro com duas cabeças, ladeado por anjos segurando coroa. Construção e acervos são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan.

Casa da Pólvora
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Casa da Pólvora e dos Armamentos foi construída por ordem de carta régia do capitão-mor e governador Fernando de Barros e Vasconcelos. A obra, iniciada em 10 de agosto de 1704, só foi concluída seis anos depois, em 1710, na administração do capitão-mor João da Maia de Gama.

Constitui marco e símbolo do esforço colonizador português no Brasil. É um monumento de traços seiscentistas, propiciando lições de história e rememorações do passado. Tombada pelo Iphan em 24 de maio de 1938, após restauração, sedia o Museu Fotográfico Walfredo Rodrigues.

Casa do Artista Popular
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A Casa do Artista Popular reúne artesanato e arte presente nos 115 Municípios do Estado da Paraíba. Assim, contribui para a preservação da rica cultura local, trazendo traços de costumes, crenças, história e tradições de uma população das mais representativas do Nordeste Brasileiro.

O acervo tem mais de 1.000 peças em barro, couro, fibras, fios madeira, metais e pedras, além de expressões indígenas e material reciclado. Exposições permanentes, em salas únicas, enfatizam o estilo de cada trabalho ali presente, facilitando a interpretação dos visitantes.

Casarão 34
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Vale a pena visitar. Trata-se de bela construção, remontando ao início do século XX, anos 1900. Após transformada em galeria de arte aberta ao público, com exposições de artistas locais, virou ponto de reunião de criadores, isso, tanto da Cidade de João Pessoa quanto do Estado da Paraíba.

Casarão dos Azulejos
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Construção do final do século XVIII, anos 1800, residência do comendador Antônio Santos Coelho, possui, como particularidade principal, revestimento exterior em azulejos azuis, trazidos da Devezas, antiga olaria da Cidade do Porto, localizada ao Norte de Portugal.

Esta condição remete ao Centro Histórico da Cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, com imóveis apresentando proteção semelhante na fachada externa. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba — Iphaep, desde 26 de agosto de 1980.

Casario do Centro Histórico
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O casario do Centro Histórico da Cidade de João Pessoa é uma viagem pelo tempo, saindo do passado distante, como o estilo Colonial português do Centro Cultural São Francisco, erguido a partir de 1589, até manifestações atuais, como o Modernismo do início do século XX, anos 1900.

Casario Largo São Pedro Gonçalves
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O Largo São Pedro Gonçalves situa-se numa colina, dando vistas para o Rio Sanhauá, próximo ao seu ponto de encontro com o Rio Paraíba. Trata-se de local associado à fundação da Cidade de João Pessoa e à secular trajetória de desenvolvimento urbano da capital do Estado da Paraíba.

É caracterizado por desenho triangular. Um dos extremos é ocupado pela Igreja São Frei Pedro Gonçalves; no outro, está o Hotel Globo; e, por fim, o casario e a Casa do Arquiteto. O conjunto forma um acervo arquitetônico e histórico de grande importância, além de exibir beleza ímpar.

Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves
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A igreja começou a ser construída em 1586, pelos primeiros habitantes da Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, então capital da Capitania da Paraíba. A primeira edificação, bem simples, em taipa, não durou muito tempo, e deu lugar a uma nova, nos inícios do século XVII, anos 1600.

Outras obras e reformas aconteceram ao longo do mesmo século XVII e do século XVIII, anos 1700, descaracterizando o imóvel. Ao final do século XIX, em 1881, começou a ser reconstruída. Depois de 13 anos de trabalhos, ela ganhou a forma em estilo Eclético apresentada atualmente.

Sagrada em 1º de agosto de 1894, como Catedral, pois a Diocese do Estado da Paraíba havia sido criada em 4 de março, com sede na Igreja de Nossa Senhora das Neves. Em 1914, a Diocese passa a Arquidiocese e Sede Metropolitana. Em novembro de 1997, ganhou o título de Basílica.

Celeiro Espaço Criativo
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O Celeiro Espaço Criativo, localizado no bairro do Altiplano, expõe criações de mais de 140 artesãos e artistas plásticos do Estado da Paraíba. Reúne artesanato, artigos da cultura popular e design. Com visitação gratuita, o público, além de conhecer os trabalhos, pode adquirir peças.

Centro Cultural de Mangabeira Tenente Lucena
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Aberto em 27 de abril de 2016, o espaço conta com biblioteca, palco, sala de inclusão digital, telecentro e ambiente com 80 lugares, exibindo filmes e peças de teatro, além de sediar outros eventos. Há oficinas de artes cênicas, artes visuais, artesanato, literatura, música e informática.

Centro de Artesanato de Tambaú Júlio Rafael
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O Centro de Artesanato de Tambaú Júlio Rafael abriga amplo espaço, dividido em 20 lojas nas quais são comercializadas vestimentas produzidas artesanalmente em todo o Estado da Paraíba, confeccionadas em algodão colorido, bordados, renda tipo renascença, couro tecelagem manual.

Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima
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Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, dos mais modernos do País, pode sediar eventos de todos os portes. Sua estrutura está distribuída por quatro prédios: Pavilhão de Feiras e Exposições, Pavilhão de Congressos e Convenções, Teatro Pedra do Reino e Torre do Mirante.

O Pavilhão de Feiras e Exposições é capaz de receber até quatro realizações simultâneas, abrigando até 20.000 pessoas. O prédio, orientado no sentido Norte-Sul, permite maior sombreamento das fachadas, valoriza ventilação natural, oferece economia em refrigeração.

O Pavilhão de Congressos e Convenções pode acomodar até nove mil participantes. Ocupa o centro do lago artificial com 60 centímetros de profundidade. O espelho d’água, compondo a beleza do local, contribui para melhor isolamento da edificação, além de refrescar seu entorno.

A Torre do Mirante, em quatro arcos de circunferência, forma construção sofisticada. O primeiro pavimento é um foyer, com rebaixamento de teto, tratamento acústico nas paredes e forro, pode funcionar como auditório único ou subdividido em até oito espaços independentes.

Também conta com ambiente multiuso e sala de apoio; segmentados por divisórias móveis, permitem gama variada de arranjos, facilitando utilização conforme as conveniências do evento. Há, ainda, seção de reprografia e três conjuntos de sanitários.

O Teatro Pedra do Reino, maior do Nordeste e segundo do Brasil, foi concebido em seis níveis de arcos curvos. Divide-se em hall de entrada, foyer , palco espaçoso, fosso da orquestra e plateia. Moderno tratamento acústico pelos forros facilita a propagação do som.

Acomoda 2.924 pessoas em 2.820 poltronas comuns, 18 para obesos e 36 para portadores de mobilidade reduzida, além de 50 posições para cadeirantes. Toda a estrutura está adaptada à fácil mobilidade de portadores de necessidades especiais, com rampas de acesso e elevadores.

Coreto da Praça da Independência
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Coreto é solução de urbanização surgida em meados do século XIX, anos 1800, consistindo de estrutura coberta, em maioria circular ou sextavada, com piso elevado em relação ao solo. Os limites do piso são protegidos por guarda-corpo encimados por parapeitos.

Instalados ao ar livre, em jardins e praças, permitem abrigar apresentações culturais, comícios políticos, concertos musicais, manifestações populares, peças de teatro e similares. Eram muito usados como ponto de referência para encontros pessoais, principalmente casais de namorados.

Atingiram seu auge em meados do século XX, anos 1900. Com mudança de comportamento da sociedade, principalmente após advento da televisão, perderam influência. Hoje, são preservados como referência histórica, geralmente dando a eles outras destinações.

O Coreto da Praça da Independência da Cidade de João Pessoa não fugiu a essa sina. Erguido nos anos 1920, estilo de arquitetura Neoclássica, além dos usos já citados, era local onde autoridades públicas se concentravam nos desfiles em homenagem à Independência do Brasil.

Também serviu de ponto de espera pelos bondes e apoio a grupos de meninos aguardando horários para jogar partidas de futebol no campo disponível na praça. Abandonado durante vários anos, indo quase à ruína total, foi recuperado pela Prefeitura e abriga floricultura.

Coreto da Praça Venâncio Neiva
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O Coreto da Praça Venâncio Neiva, Centro Histórico da Cidade de João Pessoa, foi inaugurado em 21 de julho de 1917. A arquitetura exibe detalhes da Grécia Antiga e da Renascença. Tinha vistas para o Rio Sanhauá e dava acesso a uma passagem subterrânea da rua ao interior da praça.

Espaço Cultural José Lins do Rêgo
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O Espaço Cultural José Lins do Rego tem estrutura capaz de receber até 15 mil pessoas. Ampla e diversificada área interna reúne auditório, biblioteca, cinema, galeria de arte, mezaninos, salas de apoio e dois teatros, além do Museu José Lins do Rego, exibindo objetos pessoais desse autor.

Projeto do arquiteto Sérgio Bernardes, inaugurado em 1982, e sede da Fundação Espaço Cultura da Paraíba — Funesc, oferece atrações diversificadas, como aulas de uma escola de circo, exposições de artes plásticas e formação em Luteria — fabricação de violinos e arcos de violino.

Estação Cabo Branco Arte, Ciência e Cultura
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Criação do arquiteto Oscar Niemeyer, destaca-se no ponto extremo oriental, na Praia de Cabo Branco. Inaugurada em 2008, é dos mais novos atrativos da Cidade de João Pessoa. Impressiona pela grandiosidade e beleza, erguido entre o verde de reserva de Mata Atlântica e o azul do mar.

Foi construída para promover acessibilidade artística, científica e cultural para todos, de modo gratuito. Sua estrutura, disposta em meio a amplo espaço aberto, está dividida em Anfiteatro, Auditório e Torre Mirante, tudo atendido por estacionamento, lanchonete e área administrativa.

A Torre Mirante, em três pavimentos, está assentada sobre espelho d`água. Nos dois primeiros pisos, exposições permanentes e temporárias; o segundo tem, também, sala de audiovisual; e, no terceiro, espaço panorâmico, com vista exuberante para toda a orla da Cidade de João Pessoa.

O Auditório tem capacidade para 501 pessoas e dois espaços mais reservados, para convenções, com 200 lugares cada uma. Há, também, uma bateria de salas especiais, voltadas à formação artística e cultural de alunos da rede pública. O Anfiteatro acomodar até 300 pessoas sentadas.

Estação das Artes Luciano Agra
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Estação Cabo Branco Arte, Ciência e Cultura tem nova edificação, a Estação das Artes Luciano Agra. O prédio tem conforto ambiental e térmico, pois está posicionado de maneira a usufruir ventilação natural, reduzindo uso de eletricidade na produção de refrigeração artificial.

Além de área para ônibus de turismo e estacionamento para 400 automóveis, oferece dois auditórios para 80 pessoas cada um, dois para 100 pessoas e espaço para exposições, no pavimento térreo e no superior, com acessibilidade por escadas, rampas e elevadores.

Fábrica de Vinho de Caju Tito Silva & Cia
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A casa sediou a empresa Tito Silva & Cia., criado pelo jornalista Tito Henrique Silva. Localizada no Centro Histórico da Cidade de João Pessoa, inaugurada em 1892. A empresa ficou conhecida como a primeira, do Nordeste brasileiro — e em todo o Brasil —, na produção de vinho de caju.

A empresa entrou em declínio durante a década de 1960. Em 1984, encerrou as suas atividades. Antes, em 1981, o Governo do Estado da Paraíba desapropriou o imóvel da sede. E, também em 1984, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Ipahn tombou aquele prédio.

Mesmo assim, foi abandonado por anos, desabando cobertura de cinco galpões. Praticamente em ruínas, em outubro de 1997, teve início obra de restauração, concluída em setembro de 2003, recuperando construção industrial do final do século XIX, de traços Ecléticos.

O vinho de caju tornou-se bebida bastante popular no Nordeste Brasileiro, durante longo tempo. O processo de produção era artesanal, manufatura caseira, somente a família trabalhava. Só para se ter uma ideia, até 1917, os únicos empregados eram a mulher e o filho.

A bebida acabou conhecida mundialmente, com premiação em dois concursos: Cidade de Bruxelas, capital da Bélgica, na Europa, em 1911, e Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922, na Cidade do Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro.

Na primeira metade do século XX, anos 1900, a fábrica chegou a produzir 20 toneladas diárias. O produto ganhou grande aceitação no mercado, e chegou a ser comercializado em várias regiões do País, e até mesmo pelo exterior, como Alemanha e Estados Unidos da América.

Outros itens vendidos eram aguardentes, álcool, conhaques de gengibre — popularmente conhecidos por genebras —, néctares de frutas como jenipapo e vinho de jabuticaba — agora, fermentado de jabuticaba, produzido apenas no Estado do Espírito Santo —, além de vinagres.

A partir dos anos 1940, importando máquinas tanto dos Estados Unidos da América quanto da Inglaterra, o trabalho passou a ser industrial, mas preservando a forma tradicional de processamento. A produção cresceu, até consumir por volta de 30 toneladas de caju por dia.

Se, no início, a matéria-prima vinha, praticamente, dos arredores da fábrica, devido ao aumento dos volumes de fabricação e corte de cajueiros para produção de carvão vegetal, passou a ser importada de outras cidades do Estado da Paraíba. Depois, no Estado do Rio Grande do Norte.

O aumento dos custos de produção acabou sendo um dos promotores da derrocada da Tito Silva & Cia. Isso, apesar dela comercializar outras marcas famosas no período, como Lágrima de Ouro e Restaurador, expoentes como verdadeiros vinhos, aqueles originados de uvas.

Por volta de 1964, o volume de capital exigido para manter e ampliar a produção ultrapassava os lucros obtidos com vendas. E a carga tributária elevada, chegando a 46%, levou a problemas financeiros, tanto para a Tito Silva quanto para pequenas manufaturas pelo Nordeste.

Farol do Cabo Branco
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Farol do Cabo Branco tem 19 metros de altura e o alcance do facho luminoso é de 27 milhas náuticas — cerca de 50 quilômetros. Ele está situado na parte alta da falésia da Praia de Cabo Branco, a cerca de 800 metros ao Norte da Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas.

Construído em 1972, a torre, em concreto armado, tem forma triangular. Dela, a 3,5 metros do chão, partem três projeções pontiagudas, como se fossem asas. Único no País com esse design, o projeto representa a planta símbolo de grande apogeu econômico do Estado da Paraíba, o sisal.

Feirinha Turística de Tambaú
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Surgida na década de 1980, em frente ao Hotel Tropical Tambaú, a Feirinha era conhecida como reduto alternativo, frequentada por fãs de shows de Música Popular Brasileira — MPB e Rock. O movimento ali surgido originou um dos maiores circuitos de bares da Cidade de João Pessoa.

Atualmente, conta com 45 boxes, nos quais artesãos comercializam suas criações e também são oferecidas comidas típicas do Nordeste — baião de dois, receitas à base de carne de solcharque e macaxeiratapiocas recheadas etc. — além de crepeshambúrguerespizzas e outras mais.

A praça ao redor dispõe de área para passeios e local onde ocorrem shows musicais e apresentações de diversas atividades artísticas e culturais. A Feirinha é, atualmente, uma das principais opções de compras e lazer, tanto para moradores quanto turistas ou visitantes.

Fonte de Santo Antônio
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A Fonte de Santo Antônio, localizada no Centro Cultural São Francisco, jorrando água pela boca de um golfinho de pedra, é de 1717. Ela servia para abastecer o convento dos frades. O conjunto, em granito trabalhado, apresenta nicho no qual, acredita-se, abrigava imagem de Santo Antônio.

Inscrição em Latim diz: “À posteridade: estás a indagar, porventura, com que sacrifício se erigiu o que ora contemplas, ó, leitor? Foi um amor fraterno que construiu com despesas enormes este monumento. 1717. F.M. T.F. Entoai, ó fontes, cânticos ao Senhor. Santo Antonio, rogai por nós.”

Fonte do Tambiá
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Tambiá vem do Tupi tambujá: mina, nascente, olho d’água. E há uma lenda nativa sobre essa, existente na área do Parque Zoobotânico Arruda Câmara. Como não seria diferente, conta do amor impossível entre jovens de tribos inimigas, o ódio impedindo a união entre os dois.

Para evitar o enlace, parentes da jovem capturam o amado, levando-o àquele ponto da floresta onde está a fonte. E ali o executam a sangue frio. Ela então passa o resto de sua vida indo até lá todos os dias, chorar copiosamente. A água jorrando são suas lágrimas acumuladas sob o solo.

A primeira estrutura foi edificada por ordem da Provedoria da Fazenda Real, em 1782. Mais de um século após, 1889, foi reconstruída, na gestão de Francisco Luís da Gama Rosa, presidente da Província da Paraíba. Em 1921, a Prefeitura da Cidade de João Pessoa criou um parque ao redor.

A área verde foi batizada como Parque Zoobotânico Arruda Câmara, homenagem ao botânico paraibano. A Fonte do Tambiá vaza água por três bicas, tendo ao alto frontão de pedra, lavrado em concha e volutas. Abaixo dos ornatos há duas placas com datas da construção e restauração.

Fundação Casa de José Américo
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Inaugurada em 1982, em homenagem ao grande escritor, natural do Estado da Paraíba, a Fundação Casa de José Américo de Almeida tem finalidades múltiplas. Além de espaço artístico, cultural e histórico, serve também para pesquisa — sem esquecer as opções de lazer qualificado.

Além do Mausoléu de José Américo de Almeida, guarda acervo de cultura popular e arquivos dos governadores e personalidades paraibanas. Biblioteca, galeria de arte, hemeroteca e Cineclube O Homem de Areia complementam a oferta de opções de cultura e de entretenimento.

Hotel Globo
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O Hotel Globo, localizado na Praça de São Frei Pedro Gonçalves, no Centro Histórico da Cidade de João Pessoa, foi inaugurado em 1929 pelo hoteleiro Henriques Siqueira — mais conhecido por Seu Marinheiro —, tornando-se sinônimo de hospedagem sofisticada até meados dos anos 1950.

Seus grandes atrativos eram vistas privilegiadas para Rio Sanhauá e pôr-do-Sol, a partir do jardim. Em 1978, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba — Iphanep. Com estrutura física recuperada, atualmente serve como galeria de arte.

Hotel Tropical Tambaú
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Referência na arquitetura brasileira, o Hotel Tropical Tambaú foi construído nas areias da Praia de Tambaú — fato impossível nos dias de hoje —, litoral da Cidade de João Pessoa, na década de 1970. Seu formato arredondado chama a atenção e tornou-o um cartão-postaldo turismo local.

São 173 apartamentos, com vista para o mar ou jardins internos, em ousado projeto do arquiteto Sérgio Bernardes. Oferece bares, piscinas, quadra de tênis, restaurante, sala de redes e salão de jogos, além de salões para convenção e amplo auditório, capaz de receber 522 pessoas.

Igreja da Misericórdia
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A Igreja da Misericórdia, das mais antigas da Cidade de João Pessoa, é a única com fachada de traços Maneiristas, sem adornos e ostentações do Barroco. Seu interior preserva forma original da construção. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco
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O Centro Cultural São Francisco, no Centro Histórico da Cidade de João Pessoa, está tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional —Iphan desde 1952. Ao ser fundada, era dedicada a Santo Antônio, e, aparentemente, a troca de nome ocorreu o início do século XX.

O notável complexo do Barroco no Brasil reúne adro com cruzeiro, Capela da Ordem Terceira de São Francisco, Capela de São Benedito, Casa de Oração dos Terceiros — a Capela Dourada —, Claustro da Ordem Terceira, Convento de Santo Antônio, Igreja de São Francisco e uma fonte.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo
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Os Carmelitas chegaram ao Estado da Paraíba provavelmente no ano 1591, junto com BeneditinosFranciscanos e Jesuítas, para catequizar e evangelizar nativos. Mal colocaram os pés em terra, iniciaram a construção do complexo arquitetônico hoje exuberante.

As obras só foram encerradas em meados do século XVIII, anos 1700. De acordo com registros, o frei Manuel de Santa Teresa usou recursos próprios, mas concluiu Capela de Santa Teresa, Casa dos Exercícios dos Irmãos Terceiros, Convento do Carmo e Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Pela importância do conjunto, Convento do Carmo e Igreja de Nossa Senhora do Carmo foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba — Iphaep; e a Capela de Santa Teresa, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan.

Igreja de Santa Tereza de Jesus
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Concluída no século XVIII, anos 1700, a Igreja de Santa Teresa de Jesus, anexa à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, difere por dimensões e detalhes. Bela e delicada, apresenta a singularidade dos quatro cantos da nave chanfrados, conferindo forma octogonal ao templo.

Usada em cultos religiosos católicos, abriga também a Ordem Terceira dos Carmelitas. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional — Iphan desde 22 de julho de 1938, encanta moradores e visitantes de todo o Brasil e do exterior por suas muitas particularidades.

Quase todas as talhas da capela-mor são cobertas por ouro; as colunas helicoides, com folhas estilizadas de acanto, obedecem ao estilo da igreja principal da Ordem Carmelita; e o forro do teto, em abóbada ogival, descreve episódios da vida e morte da grande reformadora do Carmo.

De gigantesca rosa de pétalas douradas saem raios; estes, dividem-se em triângulos, dos quais saltam bustos de santos; a sacristia tem cômoda de jacarandá, com nicho aberto ladeado de ornatos; armários com escaninhos e portinholas e pia de pedra talhada completam os tesouros.

Igreja de São Frei Pedro Gonçalves
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A Igreja de São Frei Pedro Gonçalves foi construída a partir de 1843, sob influência Eclética. É parte do conjunto arquitetônico do Largo São Frei Pedro Gonçalves. Obras de restauração em 2000 revelaram, sob o tempo, ruínas de fortificação, datadas de fins do século XVI, anos 1500.

Soterradas, com cerca de 10 mil metros quadrados de área, apresentando trechos de muros com oito a 10 metros de altura, e remetendo às primeiras ocupações da Capitania da Paraíba, a partir de 1585, podem ser os vestígios da primeira fortificação ali erguida, o Forte do Varadouro.

Jardim Botânico Benjamim Maranhão
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Jardim Botânico Benjamim Maranhão, conhecido como Mata do Buraquinho, é unidade de Conservação de Proteção Integral, classificada como Refúgio de Vida Silvestre — RVS. Durante passeios por suas 12 trilhas os visitantes conhecem um pouco sobre a flora da Mata Atlântica.

Com 515 hectares, é a maior floresta semiequatorial nativa plana densamente cercada por área urbana do mundo. Para comparação: a Floresta da Tijuca é resultado de reflorestamento, e a Floresta Paulistana fica nos limites da ocupação, além de estar numa latitude pouco tropical.

Até 1856, a Mata do Buraquinho era chamada de Sítio Jaguaricumbe. Em seu primeiro registro como terra possuída tinha limites junto ao Palácio da Redenção, atual sede do Governo do Estado, e arredores da Lagoa do Parque Sólon de Lucena.

A área original sofreu reduções, com vendas e desapropriações, até 1907, ao ser adquirida pelo Estado, por 5.000$000 — cinco mil contos de réis —, no Governo Valfredo Soares dos Santos Leal. Sua decisão, bastante acertada, visava garantir abastecimento de água da Cidade de João Pessoa.

Conto de réis era adotado, no Brasil e Portugal, para indicar milhão de réis. No início do século XX, anos 1900, comprava em torno de 1,5 quilos de ouro. Na cotação de hoje, 4.2.2019, data na qual escrevo esse texto, com a grama do ouro valendo R$ 156,72, seria cerca de R$ 1,3 milhão.

Os primeiros estudos voltados à captação de água naquela região, e sua distribuição à população por canalização, são de 1898. Foram feitos pela Parahyba Water Company — embrião da atual Companhia de Água e Esgotos da Paraíba — Cagepa. No início, não havia estação de tratamento.

O serviço foi inaugurado em 1912, com bombas a vapor gerado por caldeiras alimentadas com lenha oriunda Mata do Buraquinho. Em 1939, com a ampliação do atendimento, foi adquirida e anexada à área a Propriedade Paredes, situada à margem direita do Rio Jaguaribe.

Em 1940, foi inaugurada a Barragem do Buraquinho. Já naquela data, a cobertura florestal estava reduzida cerca de 50%, devido ao corte de árvores, ocupação de espaços com o próprio sistema de armazenamento e distribuição de água e, também, a abertura de avenidas e estradas.

Em 1951, um acordo o Serviço Florestal Brasileiro e o Governo do Estado da Paraíba prevê a criação, ali, de um Jardim Botânico, cujo objetivo principal era produzir essências e mudas de espécies nativas. Isso só foi efetivado dois anos depois, com a estrutura inaugurada em 1953.

Em 1957, o Estado da Paraíba doou à União 166 hectares da área da Mata do Buraquinho, para implantação de Horto Florestal. Na década de 1970, nova perda significativa, com parte sendo usada para a construção do Campus I da Universidade Federal do Estado da Paraíba — UFPB.

Finalmente, em 1989, os 515 hectares restantes foram transformados em Área de Preservação Permanente — APP, sob gestão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — Ibama. Todavia, 305 hectares permaneceram sob a jurisdição da Cagepa.

Em 1996, o Ibama propôs transformar a Mata do Buraquinho em Jardim Botânico, para preservar a Mata Atlântica existente e garantir o seu estudo. Em 2000, o Governo do Estado da Paraíba aceitou a responsabilidade, criando e implantando o Jardim Botânico João Maranhão.

Memorial Augusto dos Anjos
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Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos é classificado como poeta dilacerante: navalha literária, dissecando entranhas do ser humano. Chegou até a ser chamado de O Poeta da Morte. Não foi escritor nordestino comum, qualquer, sendo comparado a grandes mestres da Europa.

A Academia Paraibana de Letras reservou-lhe espaço no prédio da instituição, criado em 1984. Não é grande, mas guarda objetos pessoais e originais dos trabalhos. O acervo é interessante e bem cuidado. A visita permite conhecer uma típica moradia do fim do século XIX, anos 1800.

Memorial João Pessoa
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João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, sobrinho de Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, formou-se advogado e tornou-se auditor-geral da Marinha, ministro da Justiça Militar e do Superior Tribunal Militar — STM. Foi governador do Estado da Paraíba.

Em 1930, candidato a vice-presidente ao lado de Getúlio Dornelles Vargas, perdeu a eleição para a chapa governista, encabeçada por Júlio Prestes de Albuquerque. Seu assassinato no Centro da Cidade de Recife, por João Duarte Dantas, é considerado uma das causas da Revolução de 1930.

Em sua homenagem, a partir de 4 de setembro de 1930, a capital do Estado da Paraíba, antiga Cidade da Parahyba, passou a ser Cidade de João Pessoa. Mas seu legado desperta polêmicas: defensores enfatizam combate a privilégios, contra interesses dos grupos tradicionais.

No Governo, promoveu reformas administrativa e política do Estado. Para vencer dificuldades financeiras, tributou vendas realizadas entre fazendeiros e Porto do Recife, até então isentas. A medida ajudou no saneamento financeiro, mas gerou descontentamento dos produtores rurais.

O corpo, embalsamado e transportado por via férrea, foi exposto à visitação pública na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves. Depois, foi levado para o Porto de Cabedelo, de onde partiu para ser sepultado na Cidade do Rio de Janeiro, a capital do Estado do Rio de Janeiro.

Desde então, havia movimento para as cinzas retornarem à terra natal. Isso aconteceu em 1997, quando, junto às da esposa, Maria Luíza, passaram a repousar no mausoléu construído em espaço situado nos jardins do Palácio da Redenção, sede do Governo do Estado da Paraíba.

Mercado de Artesanato Paraibano
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O Mercado de Artesanato Paraibano é ponto obrigatório para todo e qualquer turista em visita à Cidade de João Pessoa. O prédio, em estrutura moderna, disponibiliza mais de uma centena de lojas, todas comercializando criações do artesanato do Estado da Paraíba e Nordeste Brasileiro.

Monumento A Pedra do Reino
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Instalado às margens da lagoa do Parque Sólon de Lucena, na Cidade de João Pessoa, celebra a vida e obra de Ariano Vilar Suassuna. A escultura é imponente, tendo 8,5 metros de altura. Feita de aço, cerâmica e concreto, é uma criação do artista plástico pernambucano Miguel dos Santos.

O conjunto retrata trecho do livro homônimo do escritor, teatrólogo e poeta paraibano sobre o imaginário do povo brasileiro. Possui, no topo, imagem do seu pai, João Suassuna, com face voltada para a área urbana, e a do próprio Ariano, com o olhar voltado para o Sertão do Estado.

Há mais representações, como figuras simbolizando raças presentes na sociedade brasileira: brancos, mestiços, nativos e negros. Na base, quatro cavalos representam as estações do ano; a estes, somam-se quatro onças aladas, referenciando aos animais em extinção.

Monumento Busto Almirante Tamandaré
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Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, foi militar da Armada Imperial Brasileira. Herói nacional, é patrono da Marinha de Guerra do Brasil. Participou dos principais conflitos externos e internos nos quais o Brasil envolveu-se ao longo do final do século XIX, anos 1800.

Dentre esses, destacam-se a Guerra da Independência e a Confederação do Equador, além das revoltas BalaiadaCabanagemFarroupilhaPraieira e Sabinada. No plano externo, Guerra do Prata e Guerra do Paraguai, comandando as forças navais em operação na Bacia do Rio da Prata.

Foi agraciado com graduações de MarquêsCondeVisconde e BarãoDom Pedro IIescolheu Tamandaré pela praia do Estado de Pernambuco na qual esteve de passagem com o futuro almirante. Na data de seu nascimento, 13 de dezembro, é comemorado o Dia do Marinheiro.

Homenageado em praticamente todos os pontos do território brasileiro, o almirante Joaquim Marques Lisboa, mais conhecido como o Marquês de Tamandaré, também ganhou um busto na Cidade de João Pessoa, a capital do Estado da Paraíba, podendo ser visitado na Praia de Tambaú.

Monumento Livardo Alves
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Nascido e criado na Cidade de João Pessoa, Livardo Alves  compositor de BaiãoCoco de RodaForróMaracatuMarchaRepenteSamba e Xaxado —, tornou-se famoso no País por uma música, aquela do “eu mato, eu mato, quem roubou minha cueca para fazer pano de prato.”

Falecido em 14 de fevereiro de 2002, está imortalizado em estátua de bronze, tamanho natural, mostrando-o sentado em banco da Praça Vidal de Negreiros, o famoso Ponto de Cem Réis. A composição pode ser vista bem próxima ao Paraíba Palace Hotel, frequentado por ele.

Mosteiro de São Bento
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O Mosteiro de São Bento, localizado no Centro Histórico da Cidade de João Pessoa, erguido em estilo Barroco, é obra dos monges Beneditinos. Agregado à Igreja de São Bento, posicionada ao lado, apresenta um conjunto arquitetônico considerado dos mais importantes em todo o Brasil.

A construção do mosteiro data do século XVII, anos 1600; e da igreja, do século XVIII, anos 1700. Ambos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan, em 1995, foram restaurados. Seus espaços são usados para concertos de música e missas cantadas.

Museu Casa José Américo de Almeida
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O Museu Casa José Américo de Almeida, na orla do Cabo Branco, litoral Sul da Cidade de João Pessoa, funciona na casa onde ele residiu. Era uma personalidade extremamente ligada às artes plásticas, literatura e política, tanto local quanto estadual e nacional.

O recanto aprazível, entre coqueiral e pomar cultivado pelo antigo proprietário, e está dividido em três ambientes: Casa Museu, prédio com auditório e sala de exposições; Arquivo dos Governadores e Personalidades do Estado da Paraíba; e, Biblioteca Durmeval Trigueiro Mendes.

Além do jardim frontal, há mausoléu, onde o corpo de José Américo de Almeida descansa eternamente ao lado da inseparável esposa Alice. A obra é criação do arquiteto iraniano Baham Khorramchahi. Todos esses espaços estão abertos para visitação pública, gratuitamente.

Museu Cultural do Centro de São Francisco
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O Museu Cultural do Centro de São Francisco funciona no conjunto arquitetônico formado por Capela da Ordem Terceira de São Francisco, Capela de São Benedito, Casa de Oração dos Terceiros, Claustro da Ordem Terceira, Convento de Santo Antônio e Igreja de Santo Antônio.

Há, ainda, adro encimado por cruzeiro e uma fonte, constituindo dos mais notáveis testemunhos do Barroco no Brasil. Ao ser fundada, a igreja era dedicada a Santo Antônio. A troca de nome ocorreu o início do século XX, anos 1900 — mas ainda é conhecida pela antiga denominação.

Suas origens remontam à chegada do frei Melchior de Santa Catarina, em 1588, incumbido de instalar missão franciscana. O convento, fundado em 1589, quatro anos após a ocupação da região pelos portugueses, com projeto do frei Francisco dos Santos, foi concluído em 1591.

Sua conformação atual é fruto de várias reformas, nos séculos XVII, anos 1600, e XVIII, anos 1700. De pequena edificação de taipa, com 12 celas e claustro, foi ampliada com alvenaria de pedra calcária. Em 1634, ocupado pelos invasores holandeses, foi transformado em fortificação.

Recuperado pelos franciscanos, foi reformado, obra concluída em 1661. Nos próximos dois séculos, outras intervenções. A fachada da igreja foi concluída em 1779, data gravada no frontispício. Pelo interior, ricamente decorado, destacam-se azulejaria, talha dourada e pintura.

O convento tornou-se o maior centro franciscano ao Norte do Estado de Pernambuco. Foi decisivo na ocupação da região, graças ao trabalho missionário e cultural dos frades. A decoração interna apresenta várias alegorias referentes a esse papel daqueles religiosos.

Os edifícios foram modificados no século XIX, anos 1800, resultando na perda do altar-mororiginal da igreja. No período entre 1885 e 1894, o Governo Federal ali instalou Escola de Aprendizes Marinheiros e hospital militar. No retorno à Igreja, o conjunto virou um seminário.

Nesta função, permaneceu até 1964, quando o Governo do Estado da Paraíba lá sediou Museu do Estado da Paraíba, Escola Estadual do Róger e Escola de Teatro Piollin. Fechado para reformas em 1979, foi reaberto como Museu Cultural do Centro São Francisco, em 6 de março de 1990.

Desde aquela data, disponibiliza, para visitação de moradores e turismo, Galeria-Museu de Arte Popular; Museu de Arte Sacra, com peças de várias procedências; Galeria de Pedra, dedicada à arqueologia do conjunto; espaços para exposições e eventos; e, centro de restauro e biblioteca.

Museu da Estação Ciência
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A Estação Ciência permite o envolvimento interativo com AstronomiaFísicaQuímica e Robótica, além de observar astros e estrelas do Sistema Solar. Isso é possível graças a várias instalações distribuídas tanto ao ar livre e quanto pelo interior de edificações lá existentes.

Planetário oferece visualização de mais de 100 mil estrelas. Montado em equipamento inflável, exibe todo o esplendor da esfera celeste. No seu interior, são projetados cometas, constelações, estrelas, nebulosas, planetas etc. — além, é claro!, de nossos Lua e do Sol.

Em momentos de Céu limpo, sem nuvens ou chuvas, pode-se observar o espaço pelas lentes do telescópio. O Laboratório de Robótica, no segundo pavimento da Torre Mirante, conta com protótipos de robôs utilizando diferentes sensores de luz, movimento ou som para se moverem.

O Caminho do Conhecimento apresenta 12 experimentos científicos ao longo de passarela com 900 metros cruzando os jardins da Estação Cabo Branco. De forma lúdica, e por interação com ambientações, mergulha-se em conceitos de BiologiaCiência, Física, Matemática e Química.

Museu da Terra e do Homem da Paraíba
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O Museu da Terra e do Homem da Paraíba tem rico acervo de fósseis, minerais, rochas e peças relacionadas aos costumes e à vida dos habitantes do Estado da Paraíba durante milênios. A céu aberto, ocupa espaços pelo campus do Centro Universitário da Cidade de João Pessoa — Unipê.

Museu e Cripta do Presidente Epitácio Pessoa
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Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa foi diplomata, jurista, magistrado, político e professor, além de presidente da República entre 1919 e 1922. Seu período de Governo foi marcado por revoltas de militares, movimentos precursores da Revolução de 1930, com Getúlio Vargas na Presidência.

Quando no Poder, lutou contra a seca no Nordeste. Foram construídos 205 açudes e 220 poços — além de 500 quilômetros de vias férreas na região. Estava à frente do Palácio do Catete, na Cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, quando aconteceu a Semana de Arte Moderna.

Cuidou da economia cafeeira, mantendo compensadores os preços do principal produto de exportação do País, à época. Liderou comemorações dos 100 anos da Independência do Brasil, evento marcado, principalmente, pela Exposição Internacional do Centenário da Independência.

Em 1920, aboliu o banimento da Família Imperial do Brasil. Vetou convocação de negros para a Seleção Brasileira de Futebol, pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1921. Venceu a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, na Cidade do Rio de Janeiro, em 5 de julho de 1922.

Foi ministro do Tribunal Permanente de Justiça Internacional, da Cidade de Haia, na Holanda. De 1924 até a Revolução de 1930, senador pelo Estado da Paraíba. O assassinato do sobrinho João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque causou-lhe abalo emocional, prejudicando a saúde.

Morreu em 13 de fevereiro de 1942. Em 23 de maio de 1965, seus restos mortais, junto aos da esposa, Mary Sayão Pessoa, foram solenemente colocados no Museu e Cripta de Epitácio Pessoa, no subsolo do Palácio da Justiça, no Centro da Cidade de João Pessoa, aberto à visitação pública.

O nome do único paraibano a chegar à Presidência da República batiza avenidas, praças, ruas e outros locais Brasil afora — até a Cidade de Presidente Epitácio, interior do Estado de São Paulo. A Avenida Epitácio Pessoa é importante logradouro da capital do Estado da Paraíba.

Museu Fotográfico Walfrêdo Rodrigues
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O fotógrafo Walfredo Rodrigues é considerado o pai da fotografia e do cinema no Estado da Paraíba. Seu acervo mostra, principalmente, imagens da Cidade de João Pessoa de antigamente, delícia para se contemplar, mesmo sendo turista em visita àquela região do Nordeste Brasileiro.

Museu José Lins do Rego
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O Museu José Lins do Rego, no Espaço Cultural José Lins do Rego, na Cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, foi criado para preservar memória do grande autor. São mais de cinco mil itens no acervo, como exemplares dos 12 romances traduzidos para diversos idiomas.

Reproduzir o escritório usado por ele, a partir de fotos e mobiliado com doações da família. Expõe documentos dele e da esposa: passaportes, homenagens e prêmios recebidos até após sua morte, como carteira de sócio do Clube de Regatas do Flamengo, da Cidade do Rio de Janeiro.

Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba
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A promoção de manifestações artísticas sob diversas formas — apresentações, concertos, oficinas, espetáculos, exposições, mostras, peças, seminários, workshops etc. — levou à criação deste Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal do Estado da Paraíba — UFPB.

Funciona num prédio clássico, numa via histórica da Cidade de João Pessoa, quase toda tomada por casarios antigos, charmosos. Trata-se da Rua das Trincheiras, continuação da Avenida João da Mata, eixo por onde circulavam as linhas dos bondes e nas proximidades das Balaustradas.

Paço Municipal
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Edifício no estilo Neoclássico, dos primórdios do século XX, anos 1900, época do presidente Epitácio Pessoa. Durante 70 anos, foi sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba —Iphaep.

Palácio da Redenção
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Construído a partir de 1586, por jesuítas, reunia capela, colégio e convento. Serviu de residência para aqueles religiosos até 1771, quando passou às mãos do Governo da Paraíba. Com o passar dos séculos, diversas reformas foram acarretando a perda de suas características mais originais.

As principais modificações aconteceram em duas oportunidades: 1850, serviços sob as ordens de José Vicente de Amorim Bezerra, e 1858: primeiro, com Henrique de Beaurapaire Rohan, e, depois, com o comendador Silvino Elvídio Carneiro da Cunha, conhecido por Barão do Abiaí.

No Império, foi denominado Palácio da Presidência. Na área entre convento, transformado em palácio, e colégio, ficava a Capela de São Gonçalo. Ela sofreu ampliações, sendo denominada Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mas desapareceu em 1929, para dar lugar aos jardins.

O prédio já abrigou Lyceu Paraibano, Escola Normal de João Pessoa e foi sede do Governo. Já abrigou a Secretaria de Educação e a Assembleia Legislativa. Hoje, além do Poder Executivo, ali está instalada a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Estado da Paraíba — UFPB.

Parque da Lagoa Sólon de Lucena
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Um dos cartões-postais da Cidade de João Pessoa, o Parque da Lagoa Sólon de Lucenaoferece lazer e segurança à população da cidade e turistas visitando a área verde. Sua fonte luminosa encanta a todos, diariamente, com um belo espetáculo usando cores, luzes e sons.

O local tem 12 praças, ciclovia, pista para caminhadas e área de esportes radicais: parede de escalada, pista de skate padrão internacional e slackline. Também dispõe de deck para eventos e festas, de uso gratuito, mais 14 quiosques — todos com toaletes públicos — e posto policial.

A lagoa e seu entorno, até o início do século XX, anos 1900, era um charco. Nas imediações, pequenas casas de traços irregulares. O local era conhecido como Lagoa dos Irerês, pelo grande número marrecos buscando aquelas águas. Ganhou seu primeiro traçado paisagístico em 1913.

Anos mais tarde, foram plantadas Palmeiras-Imperiais. Em 1939, o prefeito Fernando Carneiro da Cunha Nóbrega contratou Roberto Burle Marx para novo paisagismo. Fonte luminosa e Cassino de Verão — o, Restaurante Cassino da Lagoa —, foram construídos entre 1930 e 1940.

O verde é marca do Parque da Lagoa Sólon de Lucena: 215 Palmeiras-Imperiais; 738 árvores nativas, como GameleiraIpê-AmareloIpê-RosaIpê-RoxoOitiPau-BrasilPitomba e Sibipiruna; e, algumas exóticas, como Cássia-FerruginaCastanhola e Ficus-Macrocarpa.

O parque serve de morada para Garças-Brancas: elas chegam voando em pleno Centro da cidade, para passar as noites e se alimentar dos peixes da lagoa. Nos anos 1980, além da frequência das famílias, o restaurante tornou-se ponto de encontro de intelectuais e jornalistas.

Parque Linear Parahyba
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O Parque Linear Parahyba está inserido em Área de Preservação Permanente — APP, com fauna e flora resgatadas e recuperação de terreno degradado. Lixo deu lugar a espaço pensado para prática de esportes, recreação e integração da comunidade em ambiente inclusivo.

Seus 150 mil metros quadrados incluem espaçosas calçadas de contorno pelo perímetro, áreas verdes, baterias de bancos confortáveis, brinquedos, campos ao ar livre, ciclovia, estacionamento, playground, quadras com piso de areia e viveiros de espécies vegetais.

Há locais próprios para receber, principalmente, crianças com mobilidade reduzida e condições intelectuais diferenciadas, nos quais têm oportunidade de brincar e se envolver com atividades cognitivas e sensoriais, gerando motivando sensações prazerosas, beneficiando a autoestima.

Parque Zoobotânico e Orquidário Arruda Câmara
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O Parque Zoobotânico e Orquidário Arruda Câmara, conhecido por Bica, é oriundo da antiga Mata do Róger. Com cerca de 27 hectares de área, sua denominação homenageia o botânico Manoel Arruda Câmara, nascido na Cidade de Pombal, do Centro-Oeste do Estado da Paraíba.

Oásis dentro de área urbana, constitui-se santuário ecológico encravado no Centro da capital do Estado da Paraíba. Coberto por Mata Atlântica, abriga 500 animais de 80 espécies, como elefantes, leões, araras e jacarés, assim como uma infinidade de plantas da flora brasileira.

Sua origem data de 2 de abril de 1831, quando a Fazenda Pública da Província da Paraíba comprou 90 braças quadradas de terreno no centro do qual estava a Fonte de Tambiá. Pagou 540 contos de réis ao então proprietário, o vigário José Gonçalves de Medeiros.

Antes de prosseguir, alguns parênteses. Braça é antiga medida de comprimento, equivalente a 2,20 metros. No Brasil, ainda é aceita, compreendida e utilizada por homens do campo e outras pessoas envolvidas no meio rural. O conjunto de 3.000 braças, 6.600 metros, chama-se Légua.

O espaço adquirido tinha área de, aproximadamente, 40 mil metros quadrados. Conto de réis era adotado no Brasil e Portugal para indicar um milhão de réis. Em 1833, comprava 1,4 quilos de ouro. A preços de hoje, 4.2.2019, com a grama do ouro valendo R$ 156,72, cerca de R$ 200 mil.

As pessoas se abasteciam na Fonte de Tambiá de canalização em madeira, construída em 1782, à custa de donativos. Mesmo precariamente, ela atendia metade da população da Cidade de João Pessoa. Em 1889, o governador Francisco Luís da Gama Rosa refez a bica, usando pedra-sabão.

Em 1922, administração do prefeito Walfredo Guedes Pereira, foi restaurada, na urbanização e ampliação do Parque. Isso, após compra da vizinha Fazenda Paul, de Balbina Varandas de Almeida, por mil contos de réis — ou seja: um bilhão de réis; aproximadamente, R$ 200 milhões.

O espaço foi se consolidando, com melhorias na estrutura física e enriquecimento da flora e fauna. Aos poucos, tomou forma de zoológico. Passou a ter sua estrutura melhor protegida com tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan, em 1941.

Em 1980, novo tombamento, agora pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba — Iphaep. Em 1995, mais novidades: construção do lago, permitindo oferecer aluguel de pedalinhos; instalação do trenzinho para transportar os visitantes; e, locação de quadriciclos.

Em 21 de setembro de 1999, registro oficial de zoológico, dado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — Ibama. Há pouco, ganhou novas ambientações para recepção de mais espécies da fauna, como Casa de Répteis e Casa de Pequenos Mamíferos.

Isso, somado à reforma e revitalização dos mais antigos, como Casa das Aves de Rapina e Casa dos Primatas, tornaram-no uma das melhores opções de lazer e entretenimento da Cidade de João Pessoa, atraindo cerca de 110 mil pessoas por ano, moradores e turistas de todo o mundo.

Pavilhão do Chá da Praça Venâncio Neiva
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Projetado pelo arquiteto italiano Paschoal Fiorillo, o Coreto da Praça Venâncio Neiva apresenta forma circular e área com projeção de, aproximadamente, 52 metros quadrados. Entablamento rebuscado e ricos adornos em argamassa refletem estilo Eclético e características Neoclássicas.

Transformado no Centro Cultural Pavilhão do Chá, recebe atividades culturais: artes, dança, literatura e música. Sedia exposições e está aberto para oficinas e palestras. O Coreto do Pavilhão do Chá e Praça Venâncio Neiva são tombados como patrimônios históricos desde 1980.

Picãozinho
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Picãozinho é dos mais importantes pontos turísticos da Cidade de João Pessoa. Trata-se de formação de recifes, a 1.500 metros das areias da Praia de Tambaú, no litoral da Cidade de João Pessoa. Durante os períodos de maré baixa, as rochas expostas formam piscinas naturais.

Todo dias, dependendo do horário, embarcações fazem o translado entre a Praia de Tambaú e as belezas ali presentes. Durante o trajeto, de aproximadamente de 15 minutos, todos são instruídos a não andar sobre os corais, pois eles são muitos vulneráveis e podem desaparecer.

Pinacoteca da Universidade Federal do Estado da Paraíba
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A Pinacoteca da Universidade Federal do Estado da Paraíba — UFPB, fundada em 1987, está funcionando, provisoriamente, no prédio da Biblioteca Central da UFPB. Seu acervo com quase 500 obras, já reúne desenhos, esculturas, gravuras e pinturas de artistas do Nordeste Brasileiro.

Com exposições temporárias e mostras itinerantes em instituições culturais do Estado da Paraíba e regiões vizinhas, nasceu com objetivo de reunir as peças pertencentes à Universidade. Em pouco tempo, criou espaço de ensino, extensão, pesquisa e referência sobre artes visuais.

Piscinas Naturais do Seixas
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À frente do Farol do Cabo Branco, na Praia do Seixas, local ideal para esportes náuticos e mergulho: são as Piscinas Naturais do Seixas, com centenas de espécies de algas, crustáceos, moluscos, peixes, répteis e tartarugas marinhas, além de outros organismos marinhos.

Planetário do Espaço Cultural José Lins do Rêgo
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Pioneiro no Nordeste, o planetário fica no Espaço Cultural José Lins do Rego. Na abóboda de 12,5 metros de diâmetro, projeta-se 78 constelações, 76 mil estrelas, galáxiasnebulosase Sistema Solar, além do céu de qualquer lugar do mundo, relacionado às quatro estações do ano.

Ponta do Seixas
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A Ponta do Seixas, ponto mais oriental do continente americano e, consequentemente, do Brasil, localiza-se a Leste. Dista 14 quilômetros do Centro da Cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. Não é a falésia erodida pelas ondas, mas a pequena faixa de areia abaixo da escarpa.

A denominação vem do sobrenome de proprietário no local. Ancestral de origem portuguesa, Rodrigues Seixas estabeleceu-se na Capitania da Paraíba no século XVII, anos 1600. É muito comum confundir Ponta do Seixas com Falésia do Cabo Branco, mas elas são distintas.

A ponta é a praia, nada tendo a ver com a barreira ao lado dela. E competiu com Ponta de Pedras, no Estado de Pernambuco, como Ponto Mais Oriental das Américas. A questão foi resolvida pela Marinha de Guerra do Brasil, definindo coordenadas geográficas de uma e outra.

Foi em 1941, com oficiais determinando com precisão posições de ambas. Os resultados estabeleceram, definitivamente, Ponta do Seixas como ponto mais a Leste da costa continental brasileira. Ela avança cerca de 1,683 metros para Leste a mais que a Ponta de Pedras.

Ponto de Cem Réis
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O Ponto de Cem Réis é a Praça André Vidal de Negreiros, estabelecida como marco da modernização dos transportes na Cidade de João Pessoa, a capital do Estado da Paraíba. Com implantação do serviço de bondes, tornou-se o local no qual linhas iniciavam e terminavam.

Como as passagens custavam cem réis, ficou conhecida por Ponto de Cem Réis, apelido mantido até hoje. Pela concentração de pessoas, virou local para reivindicações públicas. Em 1970, atrelou-se a novo símbolo dos transportes, a construção do Viaduto Damásio Franca.

Seu entorno caracteriza-se pela presença de prédios comerciais e construções antigas: o casario pertencente à família Ávila Lins e Paraíba Palace Hotel, inaugurado nos anos 1920, além do Edifício Régis e do Edifício Duarte da Silveira, símbolos da arquitetura moderna naquela época.

Entretanto, a área agora totalmente livre sediava patrimônio histórico de valor incalculável, infelizmente perdido. Era a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construção do início do século XVIII, anos 1700 — jogada ao chão em meados do século XIX, anos 1800.

Surgiu, então, o palacete de José Teixeira de Vasconcelos, barão de Maraú. Fazendeiro, político, governou a Província da Paraíba, de 22 de abril a 1º de novembro de 1867. Nos primeiros anos do século XX, anos 1900, veio o Paraíba Palace Hotel, mais importante do Estado no período.

Porto do Capim
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O Porto do Varadouro, mais conhecido como Porto do Capim, era a porta de entrada e saída de mercadorias exportadas e importadas pelo Estado da Paraíba, até ser inaugurado o Porto de Cabedelo, na Cidade de Cabedelo, vizinha à Cidade de João Pessoa, no estuário do Rio Paraíba.

À beira do Rio Sanhauá, sediava comércio atacado e varejo. A partir de 1935, desativado, entrou em decadência. Sua atual população residente reúne marisqueiros e pescadores, além de antigos trabalhadores do cais: atracadores, armeiros, carregadores, estivadores…

O nome Porto do Capim, presume-se, surgiu da enorme quantidade de capim desembarcado, usado para alimentar animais utilizados no transporte. Acima da elevação ali existente, foi erguido o Forte do Varadouro, cujas ruínas dos seus alicerces foram recentemente encontradas.

Praça da Independência
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A Praça da Independência, no Bairro de Tambiá, é das mais tradicionais áreas de lazer da Cidade de João Pessoa. E dá origem à principal via pública da capital do Estado da Paraíba: Avenida Epitácio Pessoa. Nas proximidades, dezenas de prédios empresariais e públicos.

Além de arborizada por espécies como abricó-de-macaco, ipê e pau-brasil, o coreto e o obelisco lá existentes são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan. Em seu centro, há um monumento relacionado à independência do País e à Bandeira Brasileira.

A inauguração, em 7 de setembro de 1922, fez parte das festas pelos 100 anos da Independência do Brasil. Com, aproximadamente, 38 mil metros quadrados, foi projetada pelo arquiteto ítalo-paraibano por Hermenegildo di Lascio — a pedido do então prefeito Walfredo Guedes Pereira.

O desenho obedece a traçado geométrico, típico das praças francesas, e não pode ser alterado, assim como suas instalações, pois foram tombados como patrimônio histórico desde 1980. No ano de 2015, passou por processo de reforma e revitalização, recuperando todo o seu esplendor.

Praça dos Três Poderes
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A Praça Presidente João Pessoa, popularmente conhecida como Praça João Pessoa, localiza-se no Centro Histórico da Cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. É também conhecida como a Praça dos Três Poderes, por sediar sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário estaduais.

No centro, há monumento póstumo ao governador do Estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, morto por João Dantas, na Cidade de Recife, capital do Estado de Pernambuco, em 1930. Esse fato é considerado, pelos historiadores, como estopim para a Revolução de 1930.

Antes de receber o nome do governador — na época, governadores de Estado eram identificados por presidente de Estado — assassinado, chamou-se, seguidamente, Largo da Igreja do Colégio, Pátio do Palácio, Largo do Comendador Felizardo, Praça Felizardo Toscano e Jardim Público.

Iniciada pelo presidente Luiz da Motta Feo, foi inaugurada a 13 de maio de 1803, aniversário de dom João VI. Na obra, trabalharam nativos e escravos destacados por famílias de posses. A transformação em jardim aconteceu entre 1879 e 1881, quando recebeu gradil de ferro.

Ponto de encontro de estudantes, intelectuais e público, tinha coreto, substituído pelo busto de João Pessoa, colocado em 8 de setembro de 1933, com presença do presidente Getúlio Vargas. Ajardinada, sempre verde, com bancos, exibe suas Palmeiras Imperiais, ao redor das alamedas.

Praça Venâncio Neiva
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A Praça Venâncio Neiva, belo logradouro público da Cidade de João Pessoa, a capital do Estado da Paraíba, foi construída pelo governador Francisco Camilo de Holanda e inaugurada em 21 de julho de 1917. Ela está localizada no Centro Histórico, ao lado do Palácio da Redenção.

Voltada à patinação, pessoas usavam os domingos e feriados para correr sobre patins. O fim do modismo levou o governador João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque a substituir o rinque pelo pavilhão em arquitetura chinesa, para servir chá das cinco, copiando estilo britânico.

Os canteiros de plantas datam da inauguração, embora passando por modificações. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba — Iphaep, tem expressivo coreto. Constitui-se, ainda, em ponto de reunião de intelectuais e jovens namorados.

Praia da Barra do Gramame
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Praia mais ao Sul do litoral da Cidade de João Pessoa, a Praia da Barra do Gramame é palco do encontro entre rio e mar. Formações de recifes garantem passeios de caiaques e jangadas, mesmo em mar aberto. Dunas e manguezais complementam a bela experiência visual.

Praia da Penha
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O nome vem de um dos maiores símbolos religiosos do Brasil: Capela de Nossa Senhora da Penha, destino de fiéis após procissão cruzando ruas da Cidade de João Pessoa. Ritual repetido há mais de 250 anos, além de secular local de devoção exibe cenário digno de paraíso.

Praia de Jacarapé
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Igual em beleza à Praia do Sol, a Praia de Jacarapé é delimitada pelo Riacho Mangabeira, ao Sul, e Riacho Jacarapé, ao Norte. Vegetação nativa, tranquilidade local e o suave som das fracas ondas quebrando na areia fazem deste pedaço do litoral destino perfeito para qualquer um.

Praia de Manaíra
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Praia de Manaíra fica no bairro mais economicamente desenvolvido da Cidade de João Pessoa. A estreita faixa de areia começa na Praia de Tambaú e estende-se até à Praia do Bessa. A orla, utilizada para atividades físicas, permite a moradores e turistas desfrutarem de paisagem única.

Praia de Tambaú
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Sinônimo de agitação e beleza, a Praia de Tambaú é a mais movimentadas da Cidade de João Pessoa. Bares, restaurantes e locais com música ao vivo são atrativo a mais para se aproveitar suas belezas — sem contar Mercado de Artesanato e Feirinha de Tambaú, paradas obrigatórias.

Praia do Bessa
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Extremo Norte da Cidade de João Pessoa, areia branca e batida, águas verdes e calmas, recifes e coqueiros estendendo-se por cerca de cinco quilômetros: a Praia do Bessa é das mais procuradas, tanto por moradores quanto pelos muito turistas visitando o Estado da Paraíba.

Bares, pousadas e clima de cidade litorânea invadem ruas do bairro e complementam a beleza local. Bem próximo à areia, trecho com quatro quilômetros de extensão de corais preservados tornou-se conhecido como Caribessa, pelas águas calmas e riqueza em diversidade marinha.

Numa distância de cinco a 15 quilômetros mar a dentro, naufrágios do século XIX, anos 1800, e XX, anos 1900, atraem pessoas todo dia. Ali, antigas embarcações Alice, Alvarenga e Queimado expõem vida marinha em seus destroços, encantando aventureiros de todas as idades.

Praia do Cabo Branco
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Considerada a mais bela praia urbana da Cidade de João Pessoa, a Praia do Cabo Branco atrai admiradores do Brasil e do mundo. Todos aproveitam a oportunidade de desfrutar seus cinco quilômetros de beleza e tranquilidade, tanto na areia quanto pelo calçadão da orla.

Vizinha à Praia de Tambaú, bares, hotéis, lanchonetes e restaurantes convivem em harmonia com as residências. O extremo Sul está junto à Falésia do Cabo Branco, local do Farol do Cabo Branco. De lá, olhando-se em sentido Norte, tem-se uma das paisagens mais bonitas do Brasil.

Praia do Seixas
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Extremo Oriental das Américas, porção de terra mais próxima do continente africano. A Praia do Seixas, embora essa importância grandiosa, é das menores da Cidade de João Pessoa. Mas a pequena faixa de areia, alguns bares e muitos coqueiros dão o tom de beleza a este lugar.

Praia do Sol
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Igual em beleza à Praia de Jacarapé, a Praia do Sol está limitada por falésias e desembocadura de rios e mangues. Fina extensão de areia banhada por ondas suaves e formação de corais e recifes formam um encantador ponto para se apreciar a natureza exuberante.

Sereias da Penha
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Iniciativa conjunta da Prefeitura da Cidade de João Pessoa, Instituto Federal de Educação — Ifes e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas — Sebrae, o Sereias da Penha possibilita inclusão social com a apropriação da cultura local na comunidade da Praia da Penha.

As artesãs participantes do projeto produzem joias biológicas, usando couro e escamas de peixe, materiais antes descartados, algumas vezes no meio ambiente. Numa parceria com o designer Ronaldo Fraga, desenvolveram uma coleção apresentada na São Paulo Fashion Week em 2015.

Teatro Pedra do Reino
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Situado dentro do Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, o Teatro Pedra do Reino é o maior do Nordeste e o segundo do Brasil, em tamanho. Construído em seis níveis, impressiona pelas suas formas em curvas, compondo quatro volumes: hall de entrada, foyer, plateia e palco.

Dos cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, 440 são do fosso da orquestra. Entre os 2.924 assentos, 2.820 são poltronas comuns; 50, especiais para cadeirantes; 36, para outros portadores de mobilidade reduzida; e, 18, para obesos. Detalhe: com acessibilidade total

Iluminação cênica e sonorização ambiental são de última geração. O desenho dos ambientes facilita propagação do som ao palco e à plateia. O nome Pedra do Reino homenageia o dramaturgo nascido no Estado da Paraíba, Ariano Suassuna, autor de obra com o mesmo título.

Teatro Santa Roza
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Teatro Santa Roza, inaugurado em 1889, é o segundo mais antigo do Estado da Paraíba e um dos pioneiros do Brasil. Foi palco de importantes acontecimentos artísticos e históricos. Por exemplo: assembleia definindo bandeira do Estado da Paraíba e alteração do nome da capital.

Usina Cultural Energisa
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Museu educacional interativo, permite conhecer aspectos históricos e técnicos do uso da energia elétrica pelo homem. Através de experiências, equipamentos tecnológicos e recursos de áudio e vídeo, conta a história da eletricidade, desde o momento da geração até chegar ao consumidor.

Edificação foi erguida no início do século XX, anos 1900, como sede da Empresa de Tração, Luz e Força do Estado da Paraíba, estação de bondes e oficina, de 1964 ao fim dos anos 1990 abrigou almoxarifado e garagem da Sociedade Anônima de Eletrificação do Estado da Paraíba — Saelpa.

*Jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo

redacao@mgturismo.com.br

Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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