Quinta Feira, 21 de março de 2019

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Filarmônica de Minas Gerais celebra os 100 anos de Santoro

Nos dias 14 e 15 de março, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais celebra o centenário do brasileiro Claudio Santoro com a obra Brasiliana e os 150 anos de Albert Roussel, com a estória de Baco e Ariadne, op. 43: Suíte nº 2violoncelista basco Asier Polo volta à Orquestra para interpretar o Concerto para violoncelo em si menor, op. 104, de Dvorák. A regência é do maestro Fabio Mechetti.

Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. A convidada desta semana é Elise Pittenger, que já foi Principal Assistente de violoncelos da Filarmônica e é professora de violoncelo na Universidade Federal de Minas Gerais. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o Patrocínio da ArcelorMittal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Repertório

Sobre Brasiliana

Claudio Santoro (Manaus, Brasil, 1919 – Brasília, Brasil, 1989) e Brasiliana (1954)

Nascido em Manaus em 1919, Claudio Santoro transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a juventude, estudou música e formou-se violinista. No Rio, foi professor e integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 1940, teve sua primeira obra editada e seus estudos com H. J. Koellreutter levaram-no ao atonalismo e à técnica dodecafônica, assim como ao movimento Música Viva, de que foi um dos membros mais atuantes. Foi a Paris em 1947 e estudou com Nadia Boulanger (composição) e Eugène Bigot (regência), a partir do qual começou a receber reconhecimento internacional. Dentre os prêmios recebidos fora do Brasil, em 1948 foi agraciado pela Fundação Lili Boulanger, cujo júri era composto por Stravinsky, Koussevitsky e Nadia Boulanger. No mesmo ano, participou do “Congresso de Compositores Progressistas” de Praga. Desde então, convicções político-ideológicas levaram-no a aderir à orientação estética do nacionalismo. Na década de 1950, Santoro recebeu o Prêmio Internacional da Paz, em Viena, e desenvolveu na Europa intensa atividade como regente, além de compor muito para cinema e criar a Orquestra de Câmara da Rádio MEC. No início dos anos 1960, abandonou a orientação nacionalista e voltou à composição atonal. A Brasiliana pertence à fase nacionalista do autor. Composta em 1954 enquanto vivia em São Paulo, a peça segue o modelo barroco dos três movimentos Allegro/Adagio/Allegro. Sua estreia ocorreu em 1958, com a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob regência do próprio compositor.

Sobre Baco e Ariadne

Albert Roussel (Tourcoing, França, 1869 – Royan, França, 1937) e Baco e Ariadne, op. 43: Suíte nº 2 (1930)

A música entrou tardiamente na vida de Albert Roussel, perto dos trinta anos. Foi somente depois de se aposentar da marinha francesa após oito anos de serviço que o compositor começou seus estudos na Schola Cantorum. Sete anos mais novo que Debussy, seis anos mais velho que Ravel, Roussel foi, por muitos anos, um discípulo de Debussy, além de carregar também uma certa inclinação a Wagner. Entretanto, sua fascinação pela Índia e pelo Extremo Oriente o ajudaram a encontrar seu próprio caminho. Em uma análise sobre o trabalho de Igor Stravinsky, é possível perceber as reflexões de Roussel a respeito de seu próprio trabalho: “Debussy deu à música obras primas incomparáveis, mas o seu tempo passou, e seus imitadores têm pouco a contribuir para a música do nosso tempo, como os imitadores de Wagner. Inquestionavelmente, foi Stravinsky quem nos mostrou o caminho para o futuro”. O opus 43 de Roussel é um clássico exemplo de seu estilo, em que, ambas, as habilidades teatrais e sinfônicas alcançam igual competência. A obra estreou em 22 de maio de 1931 na Ópera de Paris, coreografada por Serge Lifar. Idêntica ao segundo ato do balé, a Suíte nº 2 começa com o acordar de Ariadne.

Sobre o Concerto para violoncelo em si menor

Antonín Dvorák (Nelahozeves, República Tcheca, 1841 – Praga, República Tcheca, 1904) e Concerto para violoncelo em si menor, op. 104 (1894-1895)

Filho de um humilde artesão da aldeia de Nelahozeves, na Boêmia, Antonín Dvorák tornou-se doutor honoris causa pela Universidade de Cambridge, foi professor nos conservatórios de Praga e Nova York (1892 – 1895) e apresentou-se na Rússia, por indicação de Tchaikovsky. Sua vasta produção inclui nove sinfonias, óperas, peças para piano e para diversas formações camerísticas, grandes peças corais, além de três concertos — para piano, violino e violoncelo. O Concerto para violoncelo em si menor, op. 104 foi composto por encomenda do famoso violoncelista Hannus Wihan, durante o inverno de 1894-1895. É a última obra americana de Dvorák. Retornando logo depois à Tchecoslováquia, o compositor ficou muito abalado pela notícia da morte de sua cunhada, que fora seu primeiro amor e por quem tinha profunda afeição. Para homenageá-la, fez algumas alterações em sua partitura, acrescentando uma citação de um de seus Cantos, op. 82, justamente a canção predileta de Joséphine Kounicova. Nessa versão final, tão convincente, Dvorák aboliu a cadência que Hannus Wihan compusera para o concerto. A estreia ocorreu em Londres, em 19 de março de 1896, com o violoncelista Leo Stern (mais tarde, o próprio Wihan tornou-se um célebre intérprete da obra).

Maestro Fabio Mechetti

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

Asier Polo, violoncelo

Asier Polo nasceu em Bilbao, na comunidade autônoma do País Basco, Espanha, onde desde cedo começou a se destacar entre os violoncelistas mais importantes de sua geração. Aperfeiçoou-se com Elisa Pascu, María Kliegel e Ivan Monighetti. Polo tem sido capaz de combinar a música moderna com o grande repertório tradicional, contemplando desde as Suítes de Bach, passando por concertos clássicos e românticos, até a música contemporânea. É detentor de vários prêmios, como o Ojo Críticopela Radio Nacional da Espanha (2002) e o Prêmio Fundação CEOE de Interpretação Musical (2004). O músico gravou para selos importantes, como Claves, RTVE, Marco Polo e Naxos, executando peças de compositores como Usandizaga, Villa-Rojo, Escudero e Rodrigo. Atualmente, é professor no Centro Superior de Música del País Vasco.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral. O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano. Sob a direção artística e regência titular do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas Central e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição. Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura. Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

Os números da Filarmônica de Minas Gerais (dados até 14/12/2018, último concerto de 2018)

1.061 milhão espectadores

818 concertos realizados

1.051 obras interpretadas

104 concertos em turnês estaduais

39 concertos em turnês nacionais

5 concertos em turnê internacional

90 músicos

589 notas de programa publicadas no site

188 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

4 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos e Nepomuceno)

1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno)

SERVIÇO:

Série Presto

14 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

15 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Asier Polo, violoncelo

SANTORO    Brasiliana

ROUSSEL      Baco e Ariadne, op. 43: Suíte nº 2

DVORÁK       Concerto para violoncelo em si menor, op. 104

Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central) e R$ 120 (Balcão Principal) R$ 140 (Camarote par).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

redacao@mgturismo.com.br

Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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