Sexta Feira, 13 de dezembro de 2019

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“Muros Limpos, Povos Mudos”

Casa Fiat de Cultura apresenta bate-papo sobre arte urbana, com a artista italiana Alice Pasquini, nesta quarta-feira, 24 de abril; a entrada é gratuita

De que modo a arte urbana é, hoje, capaz de atrair a atenção de públicos cada vez mais vastos e heterogêneos? Tal discussão servirá de mote ao bate-papo “Muros limpos, povos mudos”, a ser realizado, na Casa Fiat de Cultura, pela artista italiana Alice Pasquini, no dia 24 de abril de 2019das 19h30 às 21hcom participação de artistas locais e do público em geral.Na ocasião, será abordado o fenômeno da arte pública e sua evolução – o que inclui debates sobre o writing, os limites entre expressões artísticas e vandalismo, a propaganda e a streetart, e as relações entre realidade e ficção. Pasquini pintou mais de 2000 paredes em todos os continentes (exceto na Antártida). No Brasil, acabou de pintar o exterior do SESC Pinheiros, em São Paulo – sua primeira obra de arte no país. Realizado pela Casa Fiat de Cultura e pelo Consulado da Itália em Belo Horizonte, o evento é gratuito, com tradução simultânea. O espaço está sujeito a lotação (200 lugares).

Em “Muros limpos, povos mudos”, Pasquini discutirá o que considera a nova realidade dos espaços de convívio nas grandes cidades contemporâneas: “Antes, encontrávamos os artistas pelas ruas. Eles pintavam e expressavam sua arte, geralmente, relacionada ao que acontecia nos centros urbanos. Hoje, não é assim. As pessoas usam as cidades apenas para dormir e trabalhar. Além disso, a arquitetura não se relaciona mais à emoção e aos sentimentos. Isso precisa mudar”, ressalta.

Na palestra, a artista italiana abordará, ainda, a transformação da arte urbana em relação às atuais formas de interação entre diferentes semióticas e à emergência das novas mídias – dos grafites a outros sistemas expressivos. “A proposta é estender a reflexão a outras formas de interação, para compreender a atual evolução da arte a partir do ‘estúdio na rua’, e em direção a novos modelos de fruição, como os novos espaços em museus, os muros autorizados e o limite entre internet e realidade urbana”, destaca Alice Pasquini.

O bate-papo é uma realização do Ministério da Cidadania, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Casa Fiat de Cultura e do Consulado da Itália no Brasil, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), da Fiat Chrysler Finanças e do Banco Safra. O evento conta com o apoio do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo – IIC e da Alitalia e o apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal e da Prefeitura de Belo Horizonte e do Movimento Gentileza, por meio do programa Horizonte Criativo.

Intervenção artística em BH

Para além da palestra na Casa Fiat de Cultura, Alice Pasquini está em Belo Horizonte para participar – junto aos artistas Clara Valente, Gabriel Dias e João Gabriel –, a partir da próxima segunda-feira, 22 de abril, de intervenção artística pelos mais de 400 metros de extensão da passarela do bairro Lagoinha, que liga a Praça Vaz de Mello à Rodoviária da capital mineira e à estação de metrô. O trabalho da artista italiana se estenderá até 26 de abril.

A iniciativa faz parte das atividades do “Gentileza Lagoinha”, que integra o “Horizonte Criativo”, programa intersetorial da Prefeitura de Belo Horizonte, cujo objetivo é oferecer ambiente adequado para que ações e atividades criativas possam prosperar, de modo a gerar desenvolvimento econômico, emprego e renda. A escolha da Lagoinha, para realização da intervenção urbana de Alice Pasquini e dos artistas belo-horizontinos, foi feita, pela Prefeitura, em parceria com o Consulado da Itália, devido aos fortes traços da imigração italiana no bairro.

Sobre Alice Pasquini

Alice Pasquini (Roma 1980) – em arte, Alicè –, é uma artista contemporânea, cujas obras estão expostas sobre as superfícies urbanas, nas galerias e nos museus de centenas de cidades em todo o mundo. Street artist, ilustradora e cenógrafa italiana, ela obteve o diploma de pintura pela Academia de Belas Artes de Roma, completando o percurso de estudos na Espanha, com um Master of Arts em crítica de arte pela Universidade Complutense (2004), e um curso de animação pela Ars Animation School, de Madrid.

Artista poliédrica, Pasquini experimentou diversas técnicas, gêneros e meios expressivos. Está entre as poucas exponentes femininas consagradas, internacionalmente, como protagonista do movimento street art. Na rua, seus trabalhos variam, de pequenas intervenções em mobiliário urbano a murais de grandes dimensões. Sua pesquisa vai da narração da vitalidade feminina, longe do estereótipo mulher-objeto, às instalações com o uso de materiais incomuns. Seus trabalhos podem ser vistos em diversas cidades, nas quais foi convidada para realizar obras públicas, como Sydney, Moscou, Singapura, Amsterdam, Londres, Berlim, Oslo, New York, Buenos Aires, Yogyakarta, Barcelona, Copenhagen, Marrakech, Saigon, Roma e Nápoles.

Além de atuar como analista dos jornais International New York TimesWall Street JournalLa VanguardiaEuromaxxPanoramaInternazionaleRepubblica e Il Messaggero, a artista foi convidada, pela Rai, pela Sky Arte e pela Arte TV a numerosas entrevistas e reportagens. Em 2013, realizou um ciclo para os Museus Capitolini de Roma e colaborou com o Instituto Italiano de Cultura de Singapura, com o Instituto de Cultura de Montevidéu e com o museu italiano da emigração de Melbourne.

Dentre os projetos de Pasquini, destaca-se o Under Layers, primeira experimentação de street art em 3D, realizado em Ostia (Roma), em 2015, em colaboração com a Prefeitura de Roma. Desde 2015, participa do projeto de redescoberta e valorização do centro antigo de Civitacampomarano, e, a partir de 2016, atua como diretora artística do CVTà Street Fest. Em 2017, participou do Tedx Talks. Expôs na Saatchi Gallery, na Embaixada Americana de Roma, no Macro – Museu de Arte Contemporânea de Roma, no Mutuo Centro de Arte, em Barcelona, no Espace Pierre Cardin. Está inserida na Enciclopédia Treccani online, da Treccani Enciclopédia Italiana.

Casa Fiat de Cultura

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar as mais prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braile e atendimento em libras. Atualmente, 50 mostras de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 13 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 2,5 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 400 mil participaram de suas atividades educativas.

SERVIÇO

Bate-papo “Muros limpos, povos mudos” com Alice Pasquini

24 de abril de 2019, às 19h30

Entrada gratuita

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

redacao@mgturismo.com.br

Agência de Notícias do Turismo, noticiário de MG, do Brasil e exterior em tempo real. O mais tradicional jornal especializado em turismo de Minas Gerais, com circulação ininterrupta desde 1985.

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