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Alma e Coração

Chico Lobo realiza show de lançamento do seu 26º álbum, já nas plataformas digitais, pela Kuarup. É o primeiro espetáculo presencial do artista desde o início da pandemia. O evento conta com as participações especiais de João de Ana e Marcelo Kamargo. Na ocasião, o violeiro lança, ainda, edição física especial do disco, em formato digipack.

Chico Lobo, um dos violeiros mais atuantes da cena brasileira, sobe ao palco do Grande Teatro do Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420 – Centro, Belo Horizonte – MG), no dia 29 de outubro, sexta-feira, às 20h, acompanhado de sua banda, para lançar seu festejado 26° álbum de carreira, “Alma e Coração”. O disco que traz o selo Kuarup e já reverbera nas plataformas digitais, será, agora, apresentado em edição física, especial.

Nesse novo projeto que, agora, chega aos palcos de Belo Horizonte, o artista parte de suas raízes; suas convicções, para um encontro com o folk; a balada e o rock rural. Sem perder a sua essência, Chico Lobo namora mais com

a modernidade e une a sua viola a instrumentos da cultura pop como: bateria; baixo; violões aço, a base instrumental de “Alma e Coração”.

O show tem a direção musical Ricardo Gomes, que assinou a produção do CD, profissional primordial na concepção do trabalho e assume baixo e vocal, presença de Leo Pires, na bateria, Marcello Sylvah, no violão aço e conta com a participação de Tatá Sympa, parceiro de longa data que lançou o cd João Brasileiro pela Kuarup, com produção de Lobo. Luz: Vicente Baka. Direção técnica sonora: Tonny Rufino. Produção geral: Angela Lopes – Viola Brasil Produções. No palco, participação especial de dois artistas mineiros, que têm despontado no cenário da música de Minas, João de Ana e Marcelo Kamargo. Ambos foram selecionados, em curadoria de Chico Lobo, para o selo Lobo Kuarup da gravadora Kuarup. Marcelo lançou seu festejado “Samba é Amor” e João de Ana lançará, em novembro, seu primeiro álbum ‘Dignidade”

Mineiro, natural de São João Del Rei, Minas Gerais, com mais de 35 anos dedicados à viola caipira, Chico Lobo estreou no mercado fonográfico em 1996, com o CD “No Braço Dessa Viola”. De lá pra cá, lançou trabalhos criados a partir de sua inconfundível regionalidade musical, álbuns premiados e elogiados pela crítica.

Os ingressos para o espetáculo do dia 29 já estão à venda: R$25 reais – inteira, na bilheteria do Teatro ou pelo site sympla.com.br

Serão disponibilizados 70% da capacidade, em respeito aos protocolos exigidos, nessa pandemia, para o retorno em segurança aos teatros.

“Poder retornar em segurança aos palcos para meu primeiro show presencial desde março de 2020, é um alento e uma clara luz de esperança para mim como artista. Poder, novamente, trocar a emoção com meu público será uma emoção indescritível . Nós artistas tivemos de nos reiventar; criar em tempos tão dramáticos que temos vivido. Mas, a esperança, a positividade é o que tem me movido, me mantido a sanidade. Por isso, poder produzir o Alma e Coração foi um presente pra mim. Tanto quanto, agora — dia 29 de outubro de 2021 — compartilha-lo presencialmente com meu público. Com quem poderei festejar a cultura mais viva do que nunca. Será sem dúvida um dos momentos mais importantes de minha carreira, de mais de 35 anos agarrados na viola. Inesquecível!

Viver esse momento … Todo cuidado com demonstração concreta de um trabalho consistente, cujo teor artístico transborda em cada nota tocada e cantada por este músico notável.

Faixa a Faixa

APRESENTAÇÃO ESPECIAL:

“Não é a viola em si, àquela que tine e soa, é o violeiro. Quem é esse ser que usa o instrumento, para irradiar energia através do som mineral de uma viola? Os seres humanos violeiros são muitos e das mais variadas espécies e pegadas. Mas, a alma que empurra suas mãos sobre as cordas, essa alma, é uma só. Não se iluda. Só há um violeiro, o que varia é o tocador. Uns são sérios e harmoniosos, como Neymar da Viola. Outros, como Ivan Vilela são acadêmicos e propagam a arte, divulgam, ensinam o som cósmico que emana das 10 cordas. Violeiros como Tião Carreiro, criativos, inventivos e inovadores são partes de um mesmo tocador. Pois tudo, como já disse, é um violeiro só. Mesmo que Sater digite em direção a outros patamares da música, mesmo que Renato Andrade deixe claro as infinitas possibilidades técnicas do instrumento, mesmo que Miltinho Edilberto a leve para tocar forró em Paris, é tudo um violeiro só. Pois violeiros são como os cavalos
— todos dividindo o mesmo espírito e uma mesma alma. O que temos aqui quando nos

deparamos com a figura de um violeiro com as características humanas do Chico, o Lobo da viola, é o modelo meio bonachão, que cata as palavras que encontra pelo seu caminho e as transforma em deliciosas cantigas violeiras, carregadas de sonoridades ancestrais e com nítidas reverências ao que há de melhor na música popular brasileira. Não é a viola. É o seu violeiro. É Chico Lobo com o seu tocar gostoso.”
(Renato Teixeira)

1- Sertão > “A mão que se estende ao outro, fortalece nosso viver” — abre o álbum numa sonoridade fortemente rural onde se destacam os violões de Marcello Sylva e a bela viola de Chico Lobo.

2- Sagrado Em Meu Olhar > Traz a participação do paulista de Jundiaí, Drigo Ribeiro, que empresta à faixa sua musicalidade folk regional. Além de duetarem nas vozes, a viola caipira de Chico Lobo se junta à modernidade do weissenborn executado pelo próprio Drigo Ribeiro. “E aqui nesse lugar sagrado em meu olhar o nosso sonho vai se conceber”

3- Caminhos de João > Parceria de Chico Lobo com o poeta do norte do Brasil Joãozinho Gomes. Uma toada emocionante, que faz um caminho pelo grande sertão veredas, por onde andou Guimarães Rosa. Referência muito presente na obra musical do artista. “Eu vi oleiros Fazendo vasos pelas manhãs, pros violeiros, levaram rosas à Guimarães”

4- Povos da América > Música composta quando Lobo ao ver a imagem do Papa Francisco na TV, percebeu um “olhar luz de cristal” nele. Paralelo a isso, o artista já se apresentou em países como: Argentina; Chile; Colômbia e sempre teve na música latina uma forte influência. Assim, nesse espirito de união e esperança é que nasce essa composição. Destaque para a participação do músico Joaollama Miranda nas quenilla; zampoñas e charango. “Povos da América, no voo do condor levai essa mensagem seja pra onde for”

5- Sim > Música que nasce em pleno isolamento social, em seu terreiro, numa madrugada de insônia, onde ele lembra o início de seu relacionamento com a esposa o “sim” dito há 25 anos atrás. Tem uma pegada folk, ponte para a modernidade de sua obra. “Já não tenho medo de ouvir, o que a madrugada me dirá. Olhei as estrelas e senti que o amor já estar no ar“

6- Nós > Balada belíssima do artista, que se reinventa a cada trabalho lançado. Conta com a presença emocionante de Roberta Campos, um encontro mágico dos dois. Que já estiveram juntos no palco, pela primeira vez, quando a convite da cantora, o violeiro fez um arranjo de viola — para uma música inédita que ela estreou ao seu lado num show em Bichinho (Tiradentes/MG). Ali a amizade e admiração mútua cresceu. ” Tanto tempo já passou, aqui estamos nós”

7- Desafio > É quase um baião, o violeiro namora com a música nordestina, que tanto ouviu na juventude. Letra que relembra os cordéis e traz sempre uma dualidade. “Minha viola é de rima, eu rimo se preciso for. Se incompleto eu sou, o que me completa é o amor”

8- Na Toada Dessa Prece > Parceria com os poetas Carlos de Jaguarão e Lysias Ênio. Traz uma dramaticidade existencial, mística em tom menor. Destaque ao belo acordeon do músico convidado Sérgio Saraiva. “Na toada dessa prece, peço moço, não me avexe. Pois agora me apetece ouvir o vento me chamar”

9- Alma e Coração > Ressalta o valor do sagrado movimento da alma e do coração. “Amizade é fruta boa colhida no pé da emoção”. Mais uma incursão de Lobo pela musicalidade folk. Bela levada de viola. Videoclipe oficial: https://youtu.be/wmkFd8HCQOw

10- Sonhos > Chico Lobo sempre ouviu na juventude o rock rural, o rock mineiro e aqui ele faz a ponte de sua viola, de sua raiz com esse rock, para cantar o que sempre acreditou: “aprendi a não estar só, assim a vida me traz calor”. Participação mais do que especial de Luiz Carlos Sá, da dupla Sá e Guarabyra, referências pra Chico Lobo. Belo encontro musical onde se destaca a bateria pulsante de Leo Pires Continuação

11- Roda da Vida > Vigorosa parceria de Chico Lobo com o pernambucano Tavinho Limma. Aqui a força da tradição de um Brasil profundo, que Chico Lobo canta há tantos anos. É um “reafirmar” de suas raízes. Como se diz — é o caminho de casa. “Meu pai me ensinou a coragem, vencer as pedras do chão”.

12- Própria História > Parceria de Chico Lobo com o poeta e educador mineiro Jorge Nelson. A força e o timbre de arame da viola dinâmica nordestina, nas mãos do violeiro Chico Lobo nos remetem ao armorial e ao canto exuberante de Tatá Sympa, parceiro de 30 anos de amizade, dão força a essa faixa. Lobo assumi aqui o: ser violeiro. “Se vem a sombra do medo, nossa vida escurecer. A noite nos conta um segredo que o dia vai amanhecer”

13- Quadras > É uma bela toada que fecha o CD. Parceria de Chico Lobo com Simone Guimarães. A viola dolente de Chico num dueto com o acordeon brejeiro de Sérgio Saraiva e as bases dos violões de Marcello Sylva, entregam uma atmosfera acústica e vintage, quase seresta. Parece que Chico Lobo volta no tempo e está a acompanhar o pai seresteiro, Aldo Lobo e a mãe Nieta já falecidos, pelos becos e ruelas de São João Del Rei. “Por isso estou com a Viola, enfrentando a madrugada”
Chico Lobo reafirma fortemente seu lado compositor nesse trabalho. Sua viola é pontual na relação com os outros instrumentos, sem pretensão de virtuosismo. É precisa. E, como instrumentista, tece diálogos lindos com os outros músicos. Esse novo trabalho, realizado em pleno isolamento social, devido à pandemia do coronavírus, junto aos músicos e artistas participantes que gravaram em seus respectivos home-studios, aponta a inquietação e o desejo de Chico Lobo em sempre construir suas pontes.

O show

Criativo e sem se limitar a um único caminho musical, Chico mistura folk, rock rural, o chamado “som caipira” e elementos da música nordestina e latino-americana, entre outros ingredientes, para nos proporcionar um som doce, amistoso e com letras líricas e repletas de uma esperança tão necessária, para pessoas de alma sensível.
Nesse show, ele canta o que acredita, o que vive, o que é “sagrado em seu olhar”, os sertões de Guimarães Rosa, os sentimentos de amizade, esperança, e sobretudo canta mais o amor, afinal ele completou 26 anos de casamento com Angela Lopes, que há 27 anos é sua produtora cultural e manager.

O resultado é uma beleza poética, em plena pandemia acontece um encontro: Sertão e amor juntos. Sua viola está mais afiada que nunca, para ressaltar cada parte das composições, sem cair em virtuosismos desnecessários, que por ventura pudessem tirar o foco desejado. Ele e os músicos que o acompanham no espetáculo criam uma moldura sonora, que gera um resultado impecável. Além de curtirem as músicas do álbum “Alma e Coração”, que compõem a base do show, o público degustará as músicas especiais trazidas pelos convidados.

CHICO LOBO

Natural de São João Del Rei o violeiro Chico Lobo tem mais de 30 anos de carreira e é considerado pela crítica como um dos artistas mais atuantes no cenário nacional na divulgação e valorização da cultura de raiz brasileira. Com mais de 20 CDs lançados, dois DVDs, livro e shows por todo o Brasil e diversos países como Portugal, Itália, China, Canadá, Argentina, Chile, Colômbia, o músico canta suas raízes e as conecta com nossa contemporaneidade. Folias, catiras, modas, batuques, causos e toques de viola, desfilam com alegria em suas apresentações. Venceu

por três vezes consecutivas (2015, 2016 e 2017) o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista Regional, prêmio que acontece anualmente em Brasília. Em 2015 a cantora Maria Bethânia escolheu sua cantiga Criação, para compor o repertório de seu show e DVD Abraçar e Agradecer, comemorando os 50 anos de carreira. Depois Bethânia, gravou participação no álbum Viola de Mutirão, cantando a moda de viola Maria, que Chico Lobo fez em sua homenagem. Apresentador de TV, de rádio, produtor musical, escritor, cantor, o violeiro inquieto faz com que sua obra torne a aldeia global mais caipira.

MAIS: www.chicolobo.com.br