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Brasileiros planejam fazer intercâmbio depois da pandemia

Young woman pulling suitcase in airport terminal. Copy space

Atualmente, setor sofre com reduções de 75%

Brasileiros planejam fazer intercâmbio depois da pandemia
Young woman pulling suitcase in airport terminal. Copy space

No ano passado, cerca de 365 mil estudantes brasileiros saíram do país com o intuito de fazer intercâmbio, 15% a mais do que em 2018. A popularização cada vez maior faz com que esse mercado fature cerca de US$ 1,2 bilhão por ano, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta). E, apesar da redução de 75% no setor durante a pandemia, tudo indica que uma retomada nas vendas se aproxima.

A pesquisa da FPP Edu-Media The Student World, realizada no fim de abril , ouviu 4,5 mil indivíduos e constatou que a intenção de 83% dos entrevistados é aproveitar a quarentena para se planejar e estudar no exterior logo depois que a pandemia terminar.

As agências que oferecem pacotes de estudo sofreram um corte de 75 milhões de empregos no mundo todo durante o período de isolamento social, ainda segundo a Belta, por conta do fechamento forçado das fronteiras como medida preventiva. Esse cenário desfavorável aos empresários pode fazer surgir oportunidades para quem deseja viajar. Isso porque as empresas brasileiras precisam aquecer o setor, e uma das maneiras de fazer isso é oferecer vantagens como preços mais baixos para o ano que vem.

Se, nacionalmente, os viajantes serão importantes para a economia, no exterior a reação dos países também deve ser convidativa. Assim como no Brasil, outras nações que também sofreram com as paralisações em setores como o turismo, que teve baixa mundial estimada em 80% pela Organização Mundial do Turismo (OMT), se beneficiam com a chegada de intercambistas. Dessa forma, a necessidade de gerar receita pode facilitar as imigrações.

Os que sonham em fazer intercâmbio não devem precisar esperar muito para a experiência se tornar realidade, porque países que são alvos principais de estrangeiros já apresentam reduções significativas no número de casos da doença. É o que acontece com o Canadá, que recebe 500 mil intercambistas por ano – 50% deles oriundos do Brasil. Os canadenses que vivem na Columbia Britânica – província mais popular do país – já podem desfrutar de uma vida praticamente normal, dado o pequeno número de novos doentes.

As compras de pacotes devem crescer com as reaberturas do comércio, já que, apesar das atividades online, como aulas de escolas, cursos preparatórios para concursos em SP e em outras localidades e até mesmo aulas de idioma, terem aumentado, quando se trata de viagem ao exterior, o atendimento presencial ainda é o preferido. Pesquisas da Belta apontam que 67% das pessoas só se sentem confortáveis em fechar negócio presencialmente.