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Brasília e o Brasil: livro traz as diferentes leituras da capital de JK

Brasília é reconhecida como capital em todo o Brasil. A cidade, feita em uma antiga área isolada no centro do Brasil, caiu na cabeça do país e é, após 60 anos de inauguração, vista como parte da paisagem brasileira. Luiz Gustavo Sobral Fernandes mergulha em arquivos para compreender a repercussão da cidade nos seus primeiros anos de inauguração. Em seu livro “Brasília, leituras e leitores: arquitetura, história e política (1957-1973)”, publicado pela Editora Altamira, o arquiteto discute as representações criadas sobre a cidade de Brasília em livros e publicações.

No livro, estão presentes escritos por personalidades como Gilberto Freyre e Henrique Mindlin. Homens públicos como Juscelino Kubitschek e Plinio Salgado também abordam Brasília, bem como antigos funcionários da Novacap – como Niemeyer, Ernesto Silva e Eduardo Kneese de Mello. Livros de políticos, de pessoas anônimas, de intelectuais, feitos por órgãos públicos ou com objetivos críticos e narrativas apaixonadas também estão presentes.

Luiz Gustavo aponta que um período de pesquisa na Universidade do Texas, ainda aluno da USP, permitiu a descobrta de muitos livros sobre Brasília. “Esses textos eram muito pouco presentes em trabalhos mais recentes sobre arquitetura no Brasil e ofereciam um potencial interpretativo muito grande”, explica.

“Brasília, leituras e leitores: arquitetura, história e política (1957-1973)” é uma ferramenta para olharmos Brasília não apenas como arquitetura, mas como um fenômeno do Brasil moderno.

Sobre o autor

Luiz Gustavo Sobral Fernandes é mestre em arquitetura e urbanismo pela USP e doutorando em arquitetura pela Escola Tècnica Superior d’ Arquitectura de Barcelona (ETSAB). Foi pesquisador visitante na Universidade do Texas e é sócio do Arquitetura Meridional, escritório sediado em São Paulo que atua em projetos de diferentes escalas. Venceu categoria projeto Industrial e Comercial pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) em 2019.