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Comércio fecha 2020 com queda de confiança das empresas

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Média de confiança no comércio está 20 pontos abaixo do nível pré-pandemia

Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio, o índice de confiança das empresas em relação ao comércio fechou o ano de 2020 em queda. Os dados foram apurados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e mostraram uma queda de 0,5% na confiança do empresário, alcançando 108,5 pontos. Esta é a primeira redução desde junho, quando havia registrado a mínima histórica de 66,7 pontos.

Apesar de o número permanecer na zona de avaliação positiva, ele está 20 pontos abaixo do nível pré-pandemia de Covid-19. A CNC afirma que o índice está diretamente relacionado à redução das expectativas a curto prazo e das intenções de investimentos. O agravamento da pandemia causada pelo novo coronavírus e o fim do auxílio emergencial aumentaram as incertezas do setor, agravando a sensação de que os próximos meses serão desafiadores para os empresários.

Apesar disso, houve melhora na avaliação dos comerciantes durante o terceiro trimestre de 2020 quanto ao desempenho econômico: 69,2% consideram que as condições estão piores do que há um ano, indicador que havia alcançado 71,4% em novembro. A queda leve no pessimismo se deve pelos resultados mais recentes dos indicadores de atividade, como o crescimento do Produto Interno Bruto, além da perspectiva de novo aumento no quarto trimestre de 2020. A pesquisa também mostrou que a intenção de contratação de funcionários pelo varejo diminuiu 0,2% após cinco meses de evolução. A intenção de contratar pelo comércio caiu em todas as regiões do país, exceto no Norte.

O período também está complicado para o consumidor, uma vez que dados publicados pela própria CNC mostraram que o número de brasileiros com dívidas cresceu no final de 2020. Para evitar complicações financeiras durante os próximos meses, é preciso que o cliente renegocie, com Casas Bahia, Marisa, Magazine Luiza e outras empresas, o pagamento das dívidas.

Por conta do cenário, reflexo de acontecimentos que seguem impactando o planeta, é muito importante que as empresas planejem os próximos passos, mesmo com desconfiança em relação ao setor de comércio. Ainda que as vendas não aconteçam como esperado, é necessário se adaptar e criar estratégias para seguir faturando durante o período.