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Coronavírus: diminui o número de pacientes na UTI em Minas Gerais

An old man infected by coronavirus is receiving ventilation in intensive care unit .

Estado apresenta 4% dos leitos de UTIs reservados a pacientes

com coronavírus e número de casos inferior a outras localidades do país

Coronavírus: diminui o número de pacientes na UTI em Minas Gerais
(Crédito: Divulgação)

Por Rodolfo Milone

O número de casos em Minas Gerais passou a subir de maneira menos acelerada em comparação a outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. Esse achatamento na curva que representa os números de casos da COVID-19 refletiu de forma positiva na qualidade das internações mais graves em Minas Gerais. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de MG (SES-MG) mostram que 58,6% dos pacientes internados em UTI já receberam alta no estado.

A Secretaria de Governo informa que, até o fim de abril, havia 77 pacientes internados em decorrência da COVID-19 ou por suspeita da doença em leitos de UTI. A taxa de ocupação, em relação ao coronavírus, é de 4%, e 109 pacientes que estavam internados em leitos desse tipo por suspeita da doença já receberam alta – condições consideradas satisfatórias, já que o número de mortes não se ampliou fora do ritmo que vem sendo observado no histórico da pandemia.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, na quarta-feira, dia 6 de maio, que o número de casos confirmados no estado chegou a 2.605 dentre eles, 97 foram a óbito. Outros 91.618 casos e 109 mortes são considerados suspeitos e estão sendo investigados.

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado no mesmo dia, em Belo Horizonte, há 857 casos, sendo 23 mortes. É um número muito abaixo do estimado pela UFMG, que divulgou estudos apontando que, se as medidas preventivas de isolamento social não fossem adotadas, a capital mineira teria 500 mil infectados até maio.

A maioria dos pacientes que morreram em decorrência do novo coronavírus são homens – 55 dos 97 pacientes – e idosos – 77 deles com mais de 60 anos, e 20 com menos. 85% dos óbitos ocorreram em pacientes do grupo de risco que apresentavam principalmente hipertensão, diabetes e cardiopatia. Outros fatores agravantes  registrados foram pneumopatia, doença renal, transtornos mentais, doença neurológica, tabagismo, neoplasia e hipotireoidismo.

O número mais ameno de casos em comparação a outras localidades do Brasil se dá por conta da grande quantidade de médicos e estudantes da área da saúde e ciência vindos de faculdade de biomedicina, medicina, enfermagem, biologia, farmácia, psicologia, dentre outros cursos, que estão atuando nos hospitais e postos médicos de todas as cidades, além das medidas de isolamento social, como novas condições de funcionamento do comércio e interrupção das aulas presenciais.