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Cuidados com as crianças na piscina durante o verão

Mais da metade das mortes de crianças de 1 a 9 anos é por afogamento

Depois de muitos meses de quarentena, alguns locais liberaram o uso da piscina, e o que as pessoas mais querem neste fim de ano é aproveitar o calor e se divertir, mas o cuidado, não só com a prevenção do coronavírus, mas também para evitar acidentes, deve ser redobrado quando há crianças junto. 

Isso porque, de acordo com o levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em 2019, 52% das mortes de crianças de 1 a 9 anos de idade acontecem em piscinas. O afogamento é também a segunda maior causa de morte de 0 a 4 anos.

(Fonte: iStock)

Mesmo que a criança saiba nadar, os riscos ainda são grandes e, por isso, deve haver a supervisão de um adulto. Os dados mostram que grande parte das crianças de 4 a 12 anos que sabem nadar se afogam por conta da sucção da bomba das piscinas.

Para evitar esse tipo de acidente e outros em piscinas, atente-se aos seguintes pontos.

Supervisão constante

A presença de um responsável é a primeira e mais importante medida de segurança para evitar qualquer ameaça à vida. A atenção principal deve ser para as crianças menores de 4 anos, que não podem entrar na água a não ser que um adulto entre com elas, se mantendo em uma distância de, no máximo, um braço esticado, para que o adulto possa alcançar facilmente em qualquer eventualidade.

Mesmo que a profundidade seja pequena, é necessário manter a atenção nas crianças, mas, caso ela não consiga colocar os pés no fundo sem ser coberta pela água, mesmo que ela tenha mais idade e saiba nadar, é válido que os pais avaliem o quão bem o filho está conseguindo se locomover na piscina.

Bóias não são realmente eficientes

Apesar da sensação de segurança que passam, as bóias se viram com facilidade, sendo ineficientes para a segurança completa. Portanto, para quem é menos experiente com natação, o ideal são os coletes salva-vidas, que mantêm a cabeça da criança sempre para cima. Vale lembrar também que o tamanho deste e de qualquer outro tipo de bóia deve ser adequado para o tamanho e peso de quem a usa.

As bordas são perigosas

Não é apenas dentro da água que está o perigo: as bordas também são ameaçadoras. Objetos espalhados na parte de fora das margens, assim como brincadeiras de correr e saltar, podem causar escorregões e lesões letais na cabeça.

Cloro pode causar irritações e alergias

O cloro é o produto mais utilizado para limpar a água de piscinas, mas, por ser muito forte, pode causar irritações nas mucosas e nos olhos, ou alergias na pele – em especial, quando é utilizado em grande quantidade. A agressão aos tecidos também é maior no caso de crianças menores e bebês, que têm a pele mais sensível. 

Nesse caso, ou quando o contato com a água for frequente, é válido procurar soluções menos agressivas para tratar a água, como o ozônio, que, assim como qualquer outro produto, também deve contar com um bom filtro para piscina, para que a qualidade da água seja mantida.