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Educação financeira: saiba por onde começar

Para ter dinheiro sobrando na conta, é preciso ter disciplina e conhecimento sobre gastos 

Crédito: divulgação/iStock

Só quem passa por um aperto sabe, de verdade, como é difícil controlar as contas em casa e conseguir ter acesso a tudo que é necessário até o fim do mês. Não é à toa que milhares de famílias seguem endividadas no Brasil: muito pouco se fala e ensina nas escolas sobre educação financeira, ainda que ela seja um dos mais importantes conhecimentos da vida adulta.

Ainda que muita gente acredite que a educação financeira ensina apenas como guardar dinheiro, ela vai muito além: por meio dessa aprendizagem, é possível priorizar o que realmente é necessário, conciliar as compras e despesas do mês e, ao final dele, ainda ter algum dinheiro sobrando na conta bancária.

Para chegar a um bom resultado, no entanto, é preciso ter um conhecimento prévio. Como estão suas contas? O quanto, de fato, você gasta por mês? Como é o uso do cartão de crédito? Quais são as prioridades? Onde é possível economizar?

Bem, ainda que essas dúvidas pareçam simples, ter uma resposta exata a elas pode fazer uma imensa diferença no bolso ao final do mês. Mas, para tanto, é necessário seguir alguns caminhos que levam ao tão sonhado dinheiro sobrando. 

Quais são os gastos?

Um dos erros e inimigo de quem procura poupar dinheiro é o não reconhecimento de todos os gastos. Vale lembrar que eles vão além dos boletos que chegam para todo mundo, ou seja, além da conta de luz, gás, internet, telefone, etc. Conhecer seus gastos significa contemplá-los na ponta do lápis: gastos com contas da casa, celular, estudo, comida… É preciso checar desde a Netflix fixa de todo mês até a latinha de desodorante. Com pleno conhecimento de quais são os gastos, é possível ter um controle mais absoluto sobre o dinheiro investido e, quem sabe, também cortar o que não é necessário.

Tenha metas

Trabalhar para sobreviver é um dos motivos pelos quais muita gente sente dificuldade em tirar proveito do salário. Afinal, o dinheiro do mês vai além dos boletos: é preciso usá-lo para diversão, lazer e também para possíveis metas. São elas que nos motivam a guardar capital todos os meses para aplicar naquilo que realmente queremos e gostamos.

Dessa forma, defina uma meta e um tempo para conquistá-la. A partir disso, basta planejar a quantidade necessária para atingi-la – e é aqui que mora o planejamento financeiro, que também auxilia nas contas fixas do dia a dia e evita a possibilidade de dívidas no meio do caminho. 

Aprenda a guardar para ter segurança

Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã. Hoje pode ser um bom dia, mas, no futuro, um momento de aperto pode ocorrer e pode ser necessário o uso de um dinheiro para emergência. Eis, então, a necessidade de ter sempre uma reserva salva para essas situações – e o melhor jeito para alcançar isso é dispondo um dinheiro todo mês que precisa ser pago da mesma forma como um boleto, mas enviado para uma poupança. Vale lembrar que, para o caso de dívidas geradas por emergências ou um aperto fora do usual, é sempre possível pedir um empréstimo consignado, que salva momentos críticos para grandes necessidades.