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Em alta, astrologia é usada para orientação profissional

Por Luísa Silveira

A escolha da profissão ideal é um dos maiores dilemas enfrentados na juventude. Além de pensar em carreiras que tenham a ver com personalidade, a pessoa precisa analisar formas de sustento e perspectiva de futuro. É uma equação complicada de ser equilibrada e, não à toa, muitos profissionais encontram-se insatisfeitos com a carreira. De acordo com pesquisa realizada pela Catho, 92% dos trabalhadores brasileiros queriam trocar de emprego em 2020.

Seja por mudanças na personalidade ao longo do tempo ou pela simples falta de afinidade com determinadas áreas, há diversos motivos que podem fazer com que alguém tenha dificuldade em escolher a profissão certa. Para isso, além de apoio psicológico e muita pesquisa, a astrologia pode ser uma grande aliada. 

A ferramenta conhecida por quem busca análise interior e autoconhecimento é indicada para encontrar pontos fortes e fracos de cada um, até na vida profissional. Para isso, há uma leitura de mapa astral focada especificamente em questões envolvendo emprego e carreira.

“Temos três setores que, no mapa astral de nascimento, apontam para como temos possibilidade de nos realizarmos melhor naquilo que fazemos, incluindo nossos talentos e tendências. Esses três setores, chamados de casas astrológicas, são a segunda, a sexta e a décima casa. A décima casa fala de realização, status quo, vocação e os propósitos que trago comigo para alcançar um objetivo maior com a profissão”, explica a astróloga Cláudia Lisboa. 

Aspectos profissionais no mapa astral

Para que uma análise do mapa astral seja usada para orientação profissional, é preciso se atentar a alguns pontos específicos. Por exemplo, o posicionamento do Sol, da Lua e do Ascendente são pontos fundamentais para conhecer melhor alguém, inclusive no que se refere a sua vocação. Esses três poderão dizer sobre o que o indivíduo busca no mundo, como é motivado e com o que se sente mais confortável – ou seja, áreas envolvendo administração, criatividade, abstração, praticidade etc. 

De maneira geral, signos de fogo tendem a se dar bem com empreendedorismo e profissões de risco, já os de terra preferem estabilidade e cautela. Por outro lado, água mostra uma personalidade que tende à criação e à arte, ao passo que o elemento de ar está intrinsecamente relacionado ao ato de se comunicar. Além disso, algumas casas são chaves para esse processo de autoconhecimento. 

A Casa 1, por exemplo, é a que carrega o Ascendente – a forma como as pessoas são vistas no mundo. A 6 irá tratar sobre maneiras de lidar com serviços, administração da rotina e capacidade de trabalho. Entretanto, a Casa 10 é uma das mais relevantes quando se é feita uma análise vocacional. Este posicionamento aborda o papel do indivíduo na sociedade, o que pretende realizar e, de fato, qual é o seu propósito na vida.

Segundo Claudia Lisboa, a décima casa é marcada por algo importante na astrologia chamado Meio do Céu, o ponto mais alto do mapa de nascimento, onde o Sol passa ao meio-dia. “Como ponto mais alto, é quase o topo da montanha. Se temos uma montanha para subir, para realizar ao longo de uma vida, ali estão nossos objetivos maiores. Na nossa cultura, tem a ver, em geral, com nossa carreira e nossa profissão.” A astróloga esclarece ainda que, por ser associada ao elemento terra, a casa está relacionada às realizações no campo da materialidade. 

Além disso, os astros apontam, inclusive, mudanças que a pessoa deve ter em relação a suas atitudes e às formas de medir e valorizar resultados em sua carreira. Por vezes, é possível que a escolha profissional esteja relacionada com o mapa astral, fazendo com que a insatisfação venha, na verdade, desses aspectos específicos do dia a dia. Porém, é importante salientar que, assim como nas diversas outras ferramentas de autoconhecimento, não há resposta certa ou errada. Uma leitura detalhada do mapa poderá mostrar áreas em potencial e pontos a serem trabalhados, mas cada pessoa terá sua própria experiência. 

Astrologia na transição de carreira

A astrologia pode ser fundamental na hora de auxiliar um jovem que está iniciando sua vida profissional. A ferramenta também pode ser chave para quem está no processo de mudar de emprego ou área de atuação. Isso porque, apesar do mapa astral natal não se alterar ao longo da vida, os trânsitos planetários podem ocasionar mudanças individuais importantes.

Anualmente, cada pessoa passa pela chamada Revolução Solar – que é quando o Sol dá uma volta completa, desde o seu último aniversário. Portanto, em cada ano, aspectos astrais podem se encontrar em posicionamentos diferentes e, apesar das características de nascimento permaneceram as mesmas, é possível que a pessoa comece a encarar as mesmas questões sob uma outra perspectiva, com um novo olhar e, até mesmo, sentir ativação em áreas que antes não lhe eram muito interessantes.

A comparação do trânsito astrológico do ano com o mapa astral natal de alguém pode até mesmo indicar momentos mais precisos para essa mudança de carreira. Trânsitos, progressões e direções ajudam a visualizar o momento mais propício e aberto para mudanças de carreira e a planejar transições de forma segura.