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Entidades mineiras enviam propostas ao presidente do Senado visando o combate à crise econômica provocada pela pandemia

Ofício é assinado pela ABIH-MG, ACMinas, FHOREMG e Sindlojas

Em uma iniciativa inédita, empresários mineiros uniram-se na elaboração de um documento com reivindicações para os setores do comércio, turismo, hotelaria e gastronomia de Minas Gerais. O objetivo é “clamar ao poder público federal, devido a grave e frágil situação em que estão vivendo as micro, pequenas e médias empresas de todo o Brasil”. Assinam a carta os presidentes da ABIH-MG- Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Minas Gerais; Guilherme Ferreira Sanson; da ACMinas -Associação Comercial e Empresarial de Minas; José Anchieta da Silva; da FHOREMG-Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais; Paulo Cesar Marcondes Pedrosa; e do Sindlojas- Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte; Nadim Donato Filho.

A pandemia do Covid19 afetou diretamente os setores produtivos do Brasil, mais especificamente o comércio que foi umas das principais atividades atingidas pela política do lockdown. De acordo com dados do Sebrae/ Fundação Getúlio Vargas, o desemprego atinge 14% dos trabalhadores das micro e pequenas empresas; cerca de 70% dessas empresas já reduziram em 40% o faturamento nesta pandemia; 70% das empresas ativas estão com sério endividamento e 60% afirmam que estão com dificuldades em manter os negócios ativos.

Uma das principais propostas do documento é o apoio à emenda ao PL 5.575/20 (PRONAMPE), de autoria do deputado Lincoln Portela que trata de previsão legal, para as empresas que se endividaram a juros altos com outros empréstimos, consigam beneficiar-se dos juros mais baixos oferecidos no âmbito do PRONAMPE para liquidar essas mesmas dívidas.

Após um ano de pandemia, os números impressionam. Na hotelaria mineira, devido a Onda Roxa (prorrogada até 11 de abril), 71% dos meios de hospedagem no Estado, ou seja, 2.730 dos 3.845 existentes, estão momentaneamente fechados seja por força de Decretos Municipais ou por decisão própria motivada por baixa ou inexistente demanda. A ocupação média ficou em 19% no mês de março deste ano. O desemprego no setor, em 2020, atingiu 23.500 trabalhadores. E apenas nos primeiros três meses de março de 2021, 8 mil pessoas foram demitidas.

Na Grande BH estão fechados 33 hotéis e 6.400 pessoas perderam seus empregos. A taxa de ocupação média neste mês de março, na RMBH, está em 16%, o menor índice registrado em toda a história da hotelaria.

No comércio, a situação não é diferente. No Estado existem aproximadamente 120 mil trabalhadores do comércio, desses cerca de 20 mil já perderam seus empregos e mais de 5 mil lojas foram fechadas.

Diante desse cenário de crise sanitária e econômica, os empresários mineiros aguardam as devidas providências que competem ao poder público.