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Entrevista com Lucas Bitencourt, o Bisteca

Entrevista com Lucas Bitencourt, o Bisteca

No mundo do esporte, mais especificamente da ginástica artística brasileira, se alguém perguntar quem é Lucas Bitencourt, certamente, muitas pessoas terão dúvida para falar quem é. Porém, se questionar quem é o “Bisteca”, com certeza, todos os atletas e treinadores saberão quem é. Nascido na cidade de Nova Odessa, no interior de São Paulo, o atleta conta que começou a praticar ginastica após uma conversa entre o seu professor de capoeira e seus pais. Com facilidade para praticar os golpes da luta, que mistura artes marciais, dança e esporte, o pequeno garoto, de apenas 8 anos, foi instruído a praticar ginástica artística. Assim ele fez. Hoje, aos 26 anos, o atleta da equipe Adulta de ginástica artística do Minas é o um dos nomes mais fortes da ginástica nacional e pode representar o Clube e o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.

Confira, a seguir, a “Entrevista da Semana”, com o atleta Lucas Bitencourt, o Bisteca, que deixou a capoeira para se tornar o melhor ginasta do Brasil, em 2019.

Assessoria de Comunicação – Como foi o seu início na ginástica e quando iniciou o esporte?
Bisteca – Eu comecei a treinar ginástica aos 8 anos, na cidade de Americana (SP), que é próxima da minha cidade natal, Nova Odessa (SP). A minha história é interessante. Eu praticava capoeira, e meu professor percebeu que eu tinha facilidade para executar os golpes. Ele conversou com a minha família e disse para era para eles me colocarem na ginástica. Comecei a treinar no ano seguinte e, nos primeiros dias, já me apaixonei pela modalidade. Aí deu no que deu.

Assessoria de Comunicação – No mundo do esporte, você é chamado de “Bisteca”. Por que desse apelido?
Bisteca – O pessoal lá em Americana me chamava pelo sobrenome, Bitencourt. Um dia, um dos meus treinadores começou a falar que o meu nome estava muito grande e que ele me colocaria um apelido. Do nada, ele me chamou de Bisteca e ficou. Hoje, na ginástica, todos me chamam de Bisteca. Poucas pessoas me conhecem como Lucas (rsrsrs).


Assessoria de Comunicação – 
Como é ser atleta do Minas e quais os seus maiores resultados até aqui pelo Clube?
Bisteca – O Minas veio em uma grande fase da minha carreira. Por isso, sempre digo: só tenho o que agradecer por esse grande Clube. Cheguei em fevereiro de 2018 e, por aqui, fui campeão brasileiro no individual geral e segundo por equipe. Eu também consegui a minha classificação para duas edições do Campeonato Mundial, em 2018 e 2019. No ano passado, integrei a equipe que conseguiu a classificação do Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Espero e vou lutar forte para representar o Brasil no Japão, agora, devido à pandemia, em 2021. Além desses resultados, encerrei 2019 como o melhor atleta da ginástica artística brasileira. Um resultado bem expressivo e importante para mim e para o Minas.

Assessoria de Comunicação – Como e quando foi a sua primeira convocação para a seleção brasileira?
Bisteca – A minha primeira convocação foi em 2008. Fui chamado para disputar o Campeonato Sul-americano Infantil, em Lima, no Peru. Nessa competição, pelo que me lembro, fomos campeões por equipes e, ainda, ganhei duas medalhas de prata, uma no salto e uma na barra. Naquela época, eu treinava em São Caetano do Sul (SP), onde fiquei por 10 anos.

Assessoria de Comunicação – Onde você está na quarentena e o que tem feito para passar os dias?
Bisteca – O que estamos passando, está sendo bem difícil. Principalmente para os atletas. Mas sigo firme, fazendo treinamentos em casa com a seleção e com atletas do Minas, todos de forma online. Nossos técnicos, junto com os preparadores, fizeram um plano de treinamento para a gente fazer em casa e não perder totalmente o nosso ritmo e preparação física. Quanto menos perdemos, melhor chegaremos quando tudo isso acabar. Para passar o tempo, eu faço os treinos diários e estudo. Faço faculdade de educação física e continuo tendo aulas e provas online.

Assessoria de Comunicação – Qual o maior desafio que você já superou na carreira?
Bisteca – Em meu ponto de vista, um atleta supera desafios todos os dias. Eu já tive algumas competições que eu gostaria de disputar e não pude por ter cometido erros em seletivas ou por lesões. Tudo isso me deu força para não desistir e seguir em frente.

Mas acredito que o maior desafio de todos nós é passar por essa pandemia. Eu estou acostumado com dias agitados, treinos duas vezes ao dia, estudos, e várias atividades. Neste momento, não estamos podendo fazer essas coisas. Este é um grande desafio para todos.

Assessoria de Comunicação – Você encerrou 2019 como o melhor atleta individual do Brasil. O que se deve esse resultado? Como é saber que é o melhor do Brasil na modalidade?
Bisteca – Ser campeão brasileiro no individual geral era um objetivo meu e do Antonio Lameira, meu técnico no Minas. Graças a Deus e à toda equipe multidisciplinar do Minas eu pude chegar a esse objetivo. Ser o melhor do Brasil é muito gratificante, mas não foi fácil e, sozinho, eu não conseguiria esse resultado, por isso, só tenho o que agradecer a todos os envolvidos.

Assessoria de Comunicação – Você é um dos nomes fortes do Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O que achou do adiamento? Acredita que pode se manter no topo e seguir na briga pela vaga no Japão?
Bisteca – Ninguém contava com esse adiamento, por isso, os treinos antes da pandemia eram intensos e bem focados. Na minha opinião, este adiamento foi a melhor decisão. O que estamos passando não é brincadeira. Eu acredito que estarei pronto para ir ao Japão e vou manter o foco para que isso aconteça. Sigo firme na busca pela minha vaga na equipe brasileira.Bisteca é um dos nomes fortes para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Foto: Orlando Bento/MTC)

Assessoria de Comunicação – 
O que espera do calendário? Como imagina que serão as competições já que o coronavírus parou o mundo todo?
Bisteca – Acredito que teremos grandes mudanças nas competições, desde a higiene à quantidade de pessoas assistindo. Teremos que, primeiro, superar essas adversidades diante dessas mudanças.

Em relação ao calendário, ainda não faço ideia de como deve ser. O certo é que, quando isso passar, eu estarei pronto para competir e buscar os melhores resultados.

De bate-pronto…

Assessoria de Comunicação – Um ídolo e uma inspiração no esporte?
Bisteca – Os ginastas Kohei Uchimura e Arthur Zanetti.

Assessoria de Comunicação – Uma competição inesquecível?
Bisteca – Jogos Pan-americanos de Lima, em 2019.

Assessoria de Comunicação – Qual é melhor: Ginástica Artística ou de Trampolim?
Bisteca – Ginástica Artística, mas eu adoro trampolim também (rsrsrsrrs).

Assessoria de Comunicação – Se não fosse atleta de Ginástica Artística, seria de qual outra modalidade?
Bisteca – Difícil, né? (rsrsrsrs) Na verdade, não sei. Não me vem nenhum outro esporte na cabeça.

Assessoria de Comunicação – Ser campeão do mundo ou olímpico?
Bisteca – Com certeza, olímpico. Esse é o auge da carreira de um atleta.

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