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Mulheres marcam presença no Carnaval de Belo Horizonte

Parcela representativa entre catadores e ambulantes, elas utilizam a festividade para garantir o sustento da família

Elas estão com tudo no Carnaval de Belo Horizonte e representam mais da metade dos catadores que seguem nas ruas durante os dias de folia. Segundo dados da ANCAT (Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis), 54% dos credenciados para a recolha do resíduo no trajeto dos blocos são mulheres. Já entre ambulantes, os profissionais do sexo feminino representam 47,7%, dos mais de 14 mil credenciados.  

Andreia Rodrigues, de 29 anos, é mãe de dois filhos e viu no carnaval uma oportunidade de renda para o sustento da casa. “Estou desempregada, por isso, poder atuar no pré e durante os dias de evento tem feito toda a diferença. Além de contribuir para uma causa legal para a cidade”, conta. A catadora faz parte do projeto da Cervejaria Ambev, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e a Ancat, para recolha e destinação adequada do lixo gerado nos desfiles dos principais blocos. O material reciclável será transformado em lixeiras que serão instaladas permanentemente na cidade, deixando um legado positivo e sustentável para os cidadãos.

Sem trabalho formal, Elizabeth Alves Figueiredo, de 56 anos, se credenciou como ambulante para o carnaval deste ano. “Não posso perder a chance de garantir essa renda extra, e até agora, tem valido muito a pena”, explica. Para ela, a presença feminina nas ruas é forte e precisa ser valorizada. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu no Brasil a porcentagem de mulheres que sustentam o lar. De 2017 para 2018, o número de chefes de família do gênero feminino passou de 30,3 para 32,1 milhões.