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Por que os Estados Unidos estão de olho no Tik Tok?

Saiba o que uma das maiores redes sociais do mundo tem feito que está balançando os pilares da Casa Branca e causado revolta em Donald Trump.

O Tik Tok[1]  se consagrou, em 2019, como a quarta maior rede social do mundo. O sucesso da empresa foi tão gigantesco que, segundo a Infobase Interativa, ela já alcançou cerca de 1,5 bilhões de usuários mensais,[2]  ultrapassando o Facebook, uma das maiores mídias da atualidade.

Se você tem alguma informação sobre o que é Bolsa de Valores, já deve ter sentido falta da empresa no mercado de capitais, já que ela ainda não possui capital aberto e nem indicou quando planeja abri-las.

Inclusive, a empresa negou novamente a intenção de entrar na Bolsa neste ano. Segundo um porta-voz da empresa, todas as notícias sobre a abertura de uma possível capital em Hong Kong não passam de boatos.

O crescimento do Tik Tok se deve, em grande parte, ao seu apelo para viralização. A rede que é totalmente voltada para o público jovem é cheia de desafios, coreografias e imitações, o que incita os outros usuários a criarem suas próprias versões.

Assim, o alcance é alto, o engajamento é grande e a companhia se consolida no mercado de maneira cada vez mais rápida.

Quando foi criado o Tik Tok

Muitas pessoas não sabem, mas o Tik Tok surgiu no ano de 2014, utilizando o nome Musical.ly. Inicialmente a ideia do app era proporcionar a dublagem de músicas. No entanto, depois que ele foi comprado pela Byte Dance no ano de 2017, toda a proposta foi alterada.

Desde que a empresa chinesa assumiu o controle do aplicativo ele é divulgado e difundido internacionalmente, conseguindo um alcance verdadeiramente gigantesco. Hoje ele já possui downloads em quase todos os países do mundo, com tendência de se tornar maior a cada dia.

E a expansão deu tão certo que quase um terço da população da Índia, o principal mercado do TikTok e mais de 50 milhões de pessoas nos Estados Unidos, usam e possuem o aplicativo no celular.[3] 

Mas por que o Tik Tok está incomodando os EUA?

A especulação sobre uma turbulência na Casa Branca e o aplicativo começou em julho de 2020, quando tiktokers e fãs do estilo musical K Pop registraram depoimentos de milhares de possíveis participantes do comício do presidente americano Donald Trump,  os quais não tinham intenção de realmente ir até o local.

Assim, esvaziaram o primeiro ato da campanha de reeleição do republicano, que esperava um grande público e acabou tendo baixa adesão.

Em agosto deste ano, o presidente Trump informou a intenção de proibir o Tik Tok nos Estados Unidos.

Segundo ele, isso se deve a uma possível falta de segurança das informações compartilhadas pelos usuários.

Vale lembrar que esse é um assunto delicado para o político, tendo em vista que ele já foi acusado de uso de dados pessoais de usuários do Facebook via Cambridge Analytica, nas eleições de que saiu vencedor.

A acusação argumenta que o aplicativo recolhe os dados dos cidadãos norte-americanos e os envia para a China com o objetivo de uso indevido e fins de espionagem.

Por conta disso, os militares da Marinha dos Estados Unidos estão proibidos de fazer uso do TikTok nos dispositivos fornecidos pelo governo, mesmo que para uso pessoal e confidencial.

Suspeita de espionagem

Como a suspeita, segundo Trump, é de espionagem, em caso de guerra a China estaria um passo atrás, sem poder utilizar o aplicativo para saber dos planos em execução pelos militares dos Estados Unidos.

A regra estabelecida é que, caso os militares sejam pegos fazendo uso do Tik Tok, eles serão imediatamente expulsos da Intranet da Marinha.

Diante dessas acusações, os Estados Unidos anunciaram que o aplicativo deverá interromper operações no território norte-americano no prazo de 45 dias, caso não sejam vendidos para companhias do país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wengbin, informou que considera a ação uma espécie de repressão política.

Como o TikTok reagiu às acusações?

Apesar de tantas denúncias e ameaças, os usuários dos EUA ainda são maioria no Tik Tok, atrás apenas da Índia. Por isso, mesmo com essa situação, existe um interesse da empresa em continuar em solo americano.

De olho em como vai ser o futuro do aplicativo nos Estados Unidos, o Tik Tok já está saindo a frente e apresentando os cuidados que terão com a eleições presidenciais, marcadas para novembro.

Em relação às medidas tomadas pelo app, foram atualizadas as Diretrizes da Comunidade. Além disso, todas as  “falsificações digitais”, chamadas de “deepfakes”, serão excluídas com prioridade.

Além disso, informações consideradas fakes, tanto sobre política quanto sobre outras situações da vida dos americanos, serão banidas.

Notícias relacionadas a emergências que possam induzir pânico a sociedade ou informações de saúde que possam causar danos ansiedade física e mental também foram banidas.

A plataforma acrescentou também uma maneira de relatar informações que os usuários consideram falsas sobre as eleições.

A empresa refez suas diretrizes com auxílio de especialistas, inclusive da Força-Tarefa de Combate à Influência Estrangeira, que é administrada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, e que vai ajudar a combater a ameaça de influência de fora do país no processo eleitoral de novembro.

No jogo dos negócios e das eleições, os dois lados estão cautelosos para não arranhar sua imagem e não saírem prejudicados com o processo eleitoral.


Vi em alguns sites escrito separado e em outros juntos. Agora, não sei qual a forma correta. Como você deixou na pauta separado, vou manter assim. Mas, qualquer coisa, me avise!

https://tecnoblog.net/337651/o-que-e-tiktok/

https://www.emarketer.com/content/us-consumers-are-flocking-to-tiktok?ecid=NL1001