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Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado e defende independência e fortalecimento das instituições

Com 57 votos, o senador Rodrigo Pacheco, do Democratas de Minas Gerais, foi eleito, nesta segunda-feira (1⁰), o novo presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional. O parlamentar comandará a Casa pelos próximos dois anos, com os compromissos de independência e de fortalecimento das instituições. Pacheco, que recebeu 16 votos a mais do mínimo necessário para se eleger, contou com o apoio de partidos, tanto da base aliada quanto da oposição. A votação foi presencial e secreta.

Em seu primeiro discurso como presidente, Pacheco afirmou que assume a missão com humildade, senso de responsabilidade e integral comprometimento com os valores democráticos da República e da Constituição Federal, sempre em obediência ao regimento interno. O senador também garantiu que continuará trabalhando pela independência do Legislativo, fundamental, segundo ele, “para a tomada de decisões políticas livres e autônomas” de interesse do país. “Comprometo-me a garantir as liberdades e a democracia, com respeito às leis e à Constituição Federal; a preservar a independência do Senado Federal e a buscar permanentemente a unificação das instituições em torno do bem geral e a pacificação da sociedade ”, destacou.

O novo presidente da Casa afirmou que sua gestão será regida por três prioridades: saúde pública, crescimento econômico e desenvolvimento social, com o objetivo de preservar vidas humanas, socorrer os mais vulneráveis e gerar emprego e renda aos brasileiros.  Para ele, esses são pilares indispensáveis para o enfrentamento do atual cenário de crise provocada pela pandemia do coronavírus.  “Urge livrar o Brasil dessa avassaladora e trágica pandemia, que já vitimou mais de 225 mil irmãos brasileiros, inclusive nosso saudoso colega, senador Arolde de Oliveira. Minhas sinceras homenagens a todas essas vítimas da Covid-19. E um agradecimento penhorado a todos os profissionais de saúde e ao SUS”, ressaltou.

Sobre as reformas para o Brasil, o senador destacou que submeterá ao crivo do parlamento as reformas e as proposições necessárias e imprescindíveis para o desenvolvimento do país. “A votação de reformas que dividem opiniões, como a reforma tributária e a reforma administrativa deverão ser enfrentadas com urgência, mas sem atropelo. O ritmo dessas e de outras reformas importantes será sempre definido em conjunto com os líderes e com o Plenário desta Casa”, disse.

Pacheco também ressaltou ao povo mineiro que seguirá desempenhando o mandato parlamentar, com atenção aos 853 municípios do Estado. “Tenho o compromisso irrevogável de dedicar todas as minhas energias para honrar a confiança em mim depositada pelo Senado Federal e pelo povo de Minas Gerais, a quem prometo não desapontar”.

Ao finalizar o primeiro discurso após eleito, Pacheco agradeceu o apoio dos senadores  Antonio Anastasia e Carlos Viana, “pelo empenho ao projeto, que refletiram, além de uma união entre partidos, uma verdadeira união de Minas Gerais”. Ele também homenageou e reconheceu a atuação do senador Davi Alcolumbre, ex-presidente da Casa. “O senador Alcolumbre representa fielmente essa jovem geração de políticos brasileiros que luta para fazer o Brasil crescer no trilho da democracia e da garantia dos direitos do nosso povo, pois, sem isso nada terá valido a pena”, afirmou.

Além de Pacheco, disputou o comando da Casa a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Já os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Major Olímpio (PSL-SP) e Lasier Martins (Podemos-RS) até então candidatos, anunciaram, em plenário, a retirada de seus nomes da disputa.