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Rota comercial de quase 19 horas é o novo voo mais longo do mundo

Sydney, Australia - October 8, 2013: Singapore Airlines Airbus A380 (registration 9V-SKB) departing Sydney airport.

São mais de 15 mil quilômetros de Singapura a Nova York, sem conexões

As conexões, que fazem a chegada ao destino final ser mais demorada, são consideradas por muitos a pior parte da viagem, mas, para a alegria dos ansiosos e apressados, a Singapore Airlines anunciou a volta do voo mais longo do mundo, sem conexões. Antes, o recorde de quilometragem de rota ativa já era da Singapore: o antigo voo durava 18 horas e 5 minutos, partindo de Singapura com destino ao aeroporto de Newark, em Nova Jersey, nos EUA. Agora, o recordista vai até Nova York e tem 18 horas e 40 minutos, indo de 15.343 para 15.346 quilômetros.

A companhia aérea voltou a fazer seu longo voo no dia 9 de novembro, depois do cancelamento da rota anterior, realizada pelo avião Airbus A350-900, por conta da pandemia do coronavírus. Agora, o plano é que haja decolagens três vezes por semana na nova rota.

Porém não é apenas a duração do voo que é maior que o comum: o preço das passagens aéreas também é mais salgado que a maioria. Na classe executiva, por exemplo, apenas a ida custa 5,6 mil dólares singapurianos, o equivalente a cerca de R$ 23 mil.

Refeições ao redor do mundo

Com tanto tempo nos ares, a Singapore Airlines programou para seus passageiros do itinerário Singapura-Nova York quatro refeições durante todo o percurso – o mais interessante é que elas são servidas ao redor do mundo. O café da manhã é servido enquanto se sobrevoa a Sibéria; o almoço é oferecido sobre a Groenlândia e segue mais ao Sul, até chegar, no dia seguinte, em Nova York, quando é servido mais um café da manhã antes do pouso.

O vice-presidente comercial da companhia Lee Lik Hsin afirma que se sente confiante com o retorno das atividades ligadas ao turismo e que “a volta desse voo representa um importante passo na reconstrução de malha global”.

Recorde de maior vôo do mundo

Outras empresas também investem em voos longos e sem paradas. Em 2019, a Qantas Airways decolou seu Boeing 787-9 Dreamliner em uma jornada de 20 horas sem pausa de Nova York, nos EUA, até Sydney, na Austrália. Passageiros e tripulação percorreram 15 fusos diferentes em mais de 16 mil quilômetros de trajetória.

O voo foi promovido por uma campanha que tinha a intenção de testar como o corpo reage a tanto tempo de viagem aérea. Os cientistas verificaram a capacidade dos pilotos de se manterem em alerta, além do sono e da alimentação dos viajantes.