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Saiba quais são os ETFs mais rentáveis dos últimos 3 meses

As ETFs também vem sofrendo com a crise de coronavírus, porém estes produtos são um dos mais indicados por economistas durante a pandemia. Prova disso, é que algumas ETFs apresentaram uma excelente rentabilidade em meio ao surto. ETFs como o SPXI11 e o IVVB11 se destacaram no período.

Uma análise do Meus Dividendos no início de maio, apontou as ETFs mais rentáveis no período de coronavírus. Confira quais são os três ETFs mais rentáveis dos últimos três meses abaixo:

SPXI11

O SPXI11 teve uma rentabilidade de 16% nos últimos três meses. Esse ETF é negociado na bolsa brasileira que replica o desempenho do índice S&P 500. Assim, ao comprar ações deste fundo, o investidor estará adquirindo um pacote de ações de empresas americanas bastante conhecidas mundialmente.

Fazem parte do SPXI11, empresas como a Coca Cola, a Apple, a Amazon, a Microsoft e a Johnson & Johnson. O bom desempenho deste ETF nos últimos meses está ligado a performance dos ativos americanos, já que mesmo sendo negociado no Brasil, ele está atrelado às empresas americanas.

Uma das principais vantagens do SPXI11 é que ele não sofrerá tanto o impacto da economia nacional. Estando atrelado ao desempenho de empresas americanas de bastante rentabilidade com as gigantes da tecnologia, os investidores acabam deixando de depender das ações do governo e da reação da economia brasileira na pandemia.

IVVB11

O IVVB11 obteve uma rentabilidade de 15,75% nos últimos três meses. Assim como o SPXI11, este ETF está atrelado a empresas americanas. IVVB11 é negociado na bolsa brasileira, mas acompanha o índice S&P500 que reúne as 500 maiores empresas americanas de capital aberto.

Para os investidores que querem investir em ações no exterior, sem precisar abrir uma conta no estrangeiro, o IVVB11 é uma excelente opção. A boa rentabilidade do fundo nos últimos meses se deve em parte a desvalorização do real perante o dólar. Quanto mais a moeda americana se valoriza, mais valorizado se torna o índice S&P500.

FIXA11

Outro ETF que obteve rentabilidade no último trimestre foi o FIXA11 que rendeu 1,08% no período.  Diferente dos outros dois, o FIXA11 é o primeiro ETF de renda fixa da bolsa brasileira e pertence a gestora coreana Mirae Asset.

Esse ETF reproduz o comportamento de um índice formado por contratos de DI futuro de três anos, que refletem as expectativas do mercado em relação as taxas de juros brasileiras. O FIXA 11 se destaca por ter uma taxa de administração baixa e uma aplicação mínima acessível.

Quando foi lançado, investidores podiam comprar cotas deste ativo por apenas R$ 10.  Este fundo não tem come-cotas e nem IOF regressiva, a alíquota do imposto de renda é baixa e única, sendo de apenas 15% sobre o lucro, independente do prazo da aplicação.

ETFs que reproduzem índice são indicados por economistas durante a pandemia

Economistas e grandes corretoras estão aconselhando os clientes a concentrarem investimentos em ETFs para diversificar suas carteiras e ter mais segurança em relação aos riscos da pandemia.

A Capital Research, por exemplo, divulgou uma carteira de recomendações em abril para seus clientes recomendando o balanceamento dos investimentos em renda fixa e variável. A empresa ressaltou que praticamente todos os ativos caíram de preço nos últimos meses.

Coronavírus abre caminho para ETF de empresas que lucram com o home office

Os ETFs também devem atingir positivamente que trabalha em home office. A expectativa do mercado é que em breve, haja um ETF dedicado à economia home office, estimulado pelas medidas de isolamento social que fez com a maioria das pessoas passasse a trabalhar de casa.

A empresa americana Direxion pediu a SEC (Comissão de Segurança e Câmbio) dos Estados Unidos para lançar um fundo que seria proprietário de empresas que se beneficiam com o modelo de trabalho home office.

Segundo a própria Direxion, o fundo se baseará um novo índice de trabalho remoto da Solactive. O novo ETF deve contar com a Zoom, software líder no mercado de videoconferências, a Fortinet, empresa de cibersegurança e a Box, software de gerenciamento de documentos.

Até o símbolo do novo ETF fará menção ao home office, através da sigla WFH (Working from home, o que em português significa trabalhando em casa). ETFs temáticos são uma nova tendência do mercado de ações.

Atualmente, já existem diversos ETFs ligados a mercados específicos, como por exemplo, para ações de cannabis, empresas de computação em nuvem e tecnologia blockchain. Caso o ETF WHF seja aprovado, essa seria a mais tentativa recente da Direxion de cortejar investidores de longo prazo.

O ETF de home office tem tendência de longo prazo, ações das empresas que lucram com esse regime de trabalho, principalmente as da Zoom. A empresa de videoconferência vem lucrando bastante, já que cada vez mais pessoas devem trabalhar em casa no curto prazo, o que deve se estender a médio e longo prazo.