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Setor de construção civil está otimista com o “novo normal”

Three Multi-Ethnic construction workers in uniform standing at construction site with crane in background, discussing building plans while holding blueprint at sunset under the tower crane.

Estimativas positivas também se aplicam ao mercado imobiliário 

Setor de construção civil está otimista com o "novo normal"
(Crédito: Divulgação)

Com o avanço do novo coronavírus pelo Brasil, diversas áreas da economia foram afetadas, incluindo a construção civil, que apresentava uma retomada aos resultados positivos apresentados antes da crise. Mesmo assim, especialistas do setor estão otimistas em relação ao “novo normal” dos novos empreendimentos juntamente com o desempenho do mercado imobiliário.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior, mesmo com a paralisação de alguns pontos, os setores administrativo e jurídico seguem trabalhando de forma remota. Isso tem contribuído para a “melhoria na velocidade das aprovações junto ao poder público”, processo burocrático que normalmente era demorado.

“A confiança dos empresários do setor começa a retornar e temos obras e lançamentos confirmados. Achamos que vamos começar a reverter o mercado favoravelmente a partir do meio do próximo trimestre”, avalia Linhares Junior. No entanto, para os especialistas, as construções seguirão novas tendências para atender ao “novo normal”, quando as preferências das pessoas devem mudar.

Para o arquiteto, urbanista e diretor da Bloc Arquitetura e Empreendimentos, Alexandre Nagazawa, os consumidores devem buscar por lugares mais abertos, verdes e que ofereçam a possibilidade da instalação de um escritório, que pode ser feito pelos próprios moradores da casa com materiais básicos como máquina de solda, pós-pandemia. Isso porque o tempo em isolamento pode ter mostrado a necessidade do autocuidado e de um espaço aberto e arejado, além da possibilidade da execução de diversas tarefas em um mesmo ambiente. 

“Se vão passar mais tempo lá, vão precisar que a casa atenda necessidades também do trabalho, que tenham espaço e tecnologia para isso. Novos materiais que promovam maior assepsia, inertes, que não acumulem poeira, vidros autolimpantes devem ser cada vez mais utilizados. Hoje, a maneira que construímos é insustentável e vamos precisar usar da criatividade para sermos inovadores”, destaca o arquiteto.

O mercado imobiliário também apresenta otimismo em relação à retomada. Uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em março deste ano, comprovou que mais da metade (56%) das 362 empresas consultadas pretendem continuar suas agendas de lançamentos. Desses, 13% esperam o segundo semestre do ano para estrear seus produtos normalmente, 18% adiaram os lançamentos em até 120 dias em qualquer circunstância e 25% farão o mesmo com um prazo de até 60 dias. 

Retrospecto positivo antes da Covid-19

Em 2019, a construção civil registrou o melhor percentual de crescimento desde 2014, com 2%. No mesmo período, quase 10% dos Registros de Imóveis do Brasil corresponderam a vendas de casas e apartamentos. A relação entre o setor de construção e a geração de empregos também estava nas estimativas antes da pandemia. Neste caso, na projeção, a criação de 150 a 200 mil vagas na área até o final de 2020 era esperada.