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Turismo com propósito: CEO da Viajar Faz Bem aponta novas tendências do setor

Segundo Leandro Freitas, CEO do clube de viagens que ajuda as pessoas a guardarem dinheiro para viajar, o mercado apresenta uma desaceleração das viagens corporativas e uma maior procura por viagens com propósito e ecoturismo

Na contramão do movimento econômico vivido pelo setor de turismo no Brasil, a Viajar Faz Bem chega aos 23 anos em 2021 vivendo um momento muito especial. Destoando do restante do mercado, a empresa de origem catarinense e hoje espalhada pelo Brasil colheu frutos positivos durante o último ano. Afinal, estabelecida como clube de viagens que ajuda as pessoas a guardarem dinheiro para viajar, o modelo de negócio permite pagamento recorrente.

Segundo Leandro Freitas, CEO da Viajar Faz Bem, esse contexto deu condição para a empresa investir R$ 5 milhões no desenvolvimento de uma nova plataforma tecnológica e em times de produto e tecnologia. Isso tudo sem deixar de observar o comportamento do público em relação à pandemia de covid-19. Tanto é que durante esse período a empresa observou o crescimento de destinos como a região Nordeste, Foz do Iguaçu e Serra Gaúcha.

“Devido ao contexto, os destinos nacionais cresceram muito no período. Além das praias do Nordeste, Rio de Janeiro e de Florianópolis, lugares tradicionalmente celebrados, as praias de São Paulo também receberam muitas visitas. A Serra Gaúcha, ponto também consolidado historicamente, esteve entre as mais procuradas, mas também Foz do Iguaçu, um lugar que incentiva, até mesmo nessa nova dinâmica, experiências individuais”, avalia.

Fora do país, Orlando e Miami, nos EUA, Cancun, no México, e Lisboa, em Portugal, foram os destinos mais demandados — além, é claro, países abertos para turistas brasileiros. Esses destinos são historicamente bem procurados, mas lugares também tradicionais demonstraram uma queda na procura. E isso, segundo Freitas, passa pela tendência da necessidade dos passaportes de vacinação, que deverão virar realidade em alguns países, assim como a testagem dos passageiros na véspera da viagem.

“Observamos também que o mercado apresenta uma desaceleração das viagens corporativas e uma espécie de nomadismo digital. Cada vez mais a experiência social vai passar pelas narrativas que contamos sobre nós mesmos. Por isso, é essencial ter sentido, significado nessas viagens. Vamos ver crescer viagens com propósito e ecoturismo”, observa Freitas.