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Turismo de negócios registra queda 81,7% no Brasil

No terceiro trimestre, as vendas foram de R$548,2 milhões, ou seja, uma queda de 81,7% se comparado ao mesmo período de 2019

Diversos setores da economia mundial foram impactados negativamente pela Covid-19. O turismo, inclusive, foi o que mais sofreu quedas com o fechamento dos aeroportos, hotéis, restaurantes e o cancelamento de viagens devido ao isolamento social. Com a abertura de alguns destinos e a retomada da economia, o setor planeja se reorganizar para reduzir os prejuízos.

No entanto, além da baixa sentida pelo segmento turismo convencional, isto é, que atende famílias e viagens de lazer; o segmento de turismo de negócios registra quedas profundas. Esse setor é especializado em viagens de negócios, sejam elas de incentivo ou para reuniões e demandas empresariais.

Respondendo por cerca de 60% das vendas totais do setor turístico no Brasil antes da pandemia, o turismo de negócios caiu 81,7% no terceiro trimestre deste ano. Nesse período, as vendas foram de R$548,2 milhões, muito abaixo do registrado em 2019, considerando os meses de julho, agosto e setembro. Atualmente, estima-se que este segmento seja responsável apenas por uma fatia de 15% a 20% de todo setor.

No segundo trimestre deste ano, no entanto, a queda registrada foi mais intensa, 90,2%, com vendas totais de R$ 295,1 milhões. Esses números podem significar uma leve retomada nas buscas por viagens a negócios. Todos os dados são da Associação Brasileira de Viagens Corporativas (Abracorp).

De acordo com o presidente-executivo da Abracorp, Gervásio Tanabe, “no ano, as vendas devem atingir queda de 60% a 70%. Esperávamos uma recuperação mais rápida, que não está acontecendo”. Em 2019, o mercado de turismo de negócios movimentou um total de R$11,39 em faturamento de vendas.

Ainda de acordo com os dados da Abracorp, foi registrada uma melhora no ritmo de vendas, quando comparado mês a mês no terceiro trimestre. Em setembro, por exemplo, as vendas somaram R$ 207,4 milhões e era 67% maiores do que o total registrado em julho.

Para os próximos períodos e com a chegada da vacina, espera-se uma recuperação mais intensa do setor, com maior segurança, confiança e preparo financeiro dos brasileiros em fazer viagens de negócios e, também, de lazer com mais frequência em 2021.