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Veja quais são os sistemas de colheita de algodão

Cotton ready for harvest, near Warren, in New South Wales, Australia

Os sistemas picker e stripper apresentam diferentes vantagens e desvantagens relacionadas à pureza da fibra, aproveitamento e preço

Veja quais são os sistemas de colheita de algodão
(Crédito: Divulgação)

A indústria têxtil, assim como cada um das outras, se moderniza a cada ano. Máquinas como tratores e transportadores de rolos agilizam todo o processo, desde o plantio até a etapa de embalagem e venda, sem perder qualidade e permitindo economia em mão de obra.

A fase da colheita recebe atenção especial na maneira que é realizada e exige tecnologias e metodologias próprias, já que o algodão é delicado e está sujeito a grandes perdas no momento de arrancar a fibra, ou ao transportar a fibra já colhida, por exemplo. Atualmente existem duas formas de extrair o algodão – cada uma com suas vantagens e desvantagens. Conheça quais são elas.

Sistema stripper

Este modelo apresenta como grande vantagem a economia – ele é, atualmente, o sistema mais barato. Além disso, as perdas quantitativas também são menores, já que grande parte do algodão é coletada. Porém nem todas as características do stripper são vantajosas. Há uma perda significativa em qualidade por conta da maneira com que o produto é retirado

A colheita é realizada a partir de um grande “pente fino”. Os vãos arrancam os capulhos inteiros da planta, sendo depositados logo atrás do pente, na plataforma. Essa parte força o desprendimento da fibra que não havia sido solta da planta.

O molinete bate nas palhas secas e quebradiças, fazendo com que os capulhos e resíduos lenhosos se juntem à fibra, a deixando mais impura. Por esse motivo, esse sistema é mais adequado ao cultivo adensado do algodão, pois essas plantas reduzem a formação de ramificações laterais e têm menor porte, se adequando melhor à máquina.

Sistema picker

Nesta opção, o sistema de fusos extrai de forma seletiva o algodão dos capulhos abertos da planta e deixa de fora as cascas, já que os pinos, que giram em alta velocidade, enrolam apenas a fibra do algodão e os caroços. Depois, desfibriladores de borracha são responsáveis por soltar a planta e levá-la ao cesto de armazenamento.

A desvantagem do picker são os preços mais altos, o que exige uma cultura ainda maior para que a rentabilidade seja positiva. Já as fibras, nesse caso, apesar de mais puras, também são atingidas por perdas de até 16%. A maior parte desse prejuízo acontece porque a máquina não consegue retirar todo o algodão.

Atualmente, há uma versão do sistema picker direcionada ao cultivo de maiores quantidades, porém ele é apenas uma adaptação na qual se corta uma fileira, que é transportada até os fusos, intercalando com a fileira de plantas que ficam em pé, fazendo com que cada cilindro de fusos trabalhe com duas fileiras, e não com uma, como é no sistema convencional.