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Yara Tuptnambá completa 70 anos de carreira, com exposição no Centro Cultural Banco do Brasil

De 24 de fevereiro a 20 de maio, o público tem acesso a parte do acervo de uma das grandes representantes das artes plásticas no Brasil, reconhecida internacionalmente. São 74 obras, algumas inéditas, que podem ser apreciadas por tour virtual ou por visitas presenciais agendadas.

Com quase 90 anos, a incansável Yara Tupynambá se prepara para lançamento de nova exposição com obras inéditas, ligadas à natureza. A abertura de “Yara Tupynambá – 70 anos de carreira” é dia 24 de fevereiro, quarta-feira, no CCBB BH e fica em cartaz até 20 de maio, sempre de quarta a segunda, das 10h às 22h. No atual contexto de pandemia, não haverá bilheteria e as visitas presenciais deverão ser agendadas. O acesso ao prédio do CCBB será mediante retirada de ingresso gratuito no bb.com.br/cultura ou pelo Eventim (site ou app) e apresentação na entrada, por meio do QR Code no celular. Entre outros protocolos, haverá restrição para o número de pessoas e o tempo de visitação nas salas da exposição. Também é obrigatória aferição de temperatura, uso de máscaras e disponibilização de recipientes com álcool em gel durante o percurso da mostra. Pais e cuidadores precisam apresentar o ingresso na entrada para crianças acima de 2 anos. Já o tour virtual, terá livre acesso pelo site www.yaratupynamba.org. Este projeto tem o patrocínio do Banco do Brasil. 

“É preciso ter uma vontade muito férrea para continuar. Ao longo desses 70 anos de trabalho, as adversidades no meio da arte e da cultura nunca me tocaram. Pela pintura, me sinto gente com capacidade de ver o mundo, ela me deixa tranquila. A pandemia não alterou em nada para mim. Fico praticamente o dia todo no ateliê. Sempre fui muito organizada e metódica. Quando posso mergulhar fundo eu vou. Em vez de dois quadros sobre Jequitinhonha, faço 30”, diz Yara Tupynambá que faz 89 anos, no dia 2 de abril.

A exposição Yara Tupynambá – 70 anos de carreira traz 74 obras de diferentes fases da carreira da artista, que ultrapassam 1 metro de altura, com temática voltada para o meio ambiente. A mostra conta com quadros e gravuras de alguns de seus mais importantes painéis, além de uma série inédita sobre o Parque Municipal e os jardins da casa da artista, com as plantas e flores por ela cuidadas, assim como sua visão da casa e dos jardins de Claude Monet, em Giverny, na França dos anos 80. “Meus jardins são meu privado, íntimo e pessoal, é aquilo que sinto. A arte do artista está naquilo que ele vive. É a vivência que faz com que você trabalhe. Tantas cidades, tantos lugares, tantos objetos absolutamente mineiros que posso trabalhar sobre, que posso fazer evocações. Mas não posso trabalhar sobre o Ceará, por exemplo, pois não vivi essa realidade”, explica.

José Theobaldo Júnior, que assina a curadoria da exposição, diz que “o registro dos próprios jardins convida todos a preservarem o meio ambiente e de certa forma também se tornarem artistas, com criações cotidianas no jardim de seus lares. Já a tela, com releitura dos Jardins de Monet, valoriza a necessidade universal de cuidados com a natureza”. Para o curador, telas e obras da exposição, como um todo, “deixam um alerta de preservação e conservação ambiental”.

O percurso da exposição começa com obras das matas e florestas densas de Minas Gerais – o Vale do Rio Doce e o Vale do Tripuí, resquícios de Mata Atlântica, bioma da costa leste do Brasil, representando a universalidade ambiental. O Cerrado Mineiro é outro importante bioma retratado na exposição, destacado em flores e espécies raras existentes no Parque Nacional da Serra do Cipó.

Os Jardins do Inhotim, o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do planeta, são também retratados por Yara, que valoriza a natureza reinventada pelo homem. Rio Doce e Tripuí, os vales e as florestas, os recantos e recortes de Mata Atlântica são representados com paixão e refinamento. A Serra do Cipó e o cerrado se refletem em obras marcadas pela delicadeza e riqueza de detalhes.

As imersões artísticas de Yara, inspiradas nos parques de BH, completam o ciclo da natureza iniciado quando a artista tinha 17 anos e recebeu as icônicas aulas do mestre Guignard. Dessa época vêm os primeiros registros do Parque Municipal, ao qual Yara retorna agora, 60 anos depois, para oferecer novos olhares e reavivar sua íntima relação com a natureza. “A arte é um documento de seu tempo. Ela tem uma função social. Faço o que faço pois estou em 2021. Em 1960 fiz outras coisas. Cada época focalizei um período da minha história e do meu povo. Quando falo do gado, falo do meu povo. Quem não vê um documento em Guignard?”. E, acrescenta: “sou uma ecologista, meu trabalho está voltado para a natureza, mais do que muita gente de gabinete” (risos).

SOBRE YARA TUPYNAMBÁ

Natural de Montes Claros, Minais Gerais, fez estudos artísticos com Alberto da Veiga Guignard e Oswald Goeldi; foi bolsista do Pratt Institute, em New York. Participante dos Salões de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Paraná, Porto Alegre, Campinas, Ouro Preto e Pernambuco. Participante das Bienais de São Paulo e de Salvador.

Sala especial na Bienal de São Paulo, no Salão Global TV Globo, Belo Horizonte e Salão da Gravura, Ouro Preto. Realizou exposições individuais nas galerias Guignard, Palácio das Artes, AMI, Inimá, Atelier Cor de Minas, Espaço Cultural da UNI-BH, em Belo Horizonte; em Juiz de Fora, Assir Artes e Funalfa; Exposições no Rio de Janeiro nas Galerias Chica da Silva, ICBEU e Museu Nacional de Belas Artes; Exposições individuais nas Galerias Danúbio, Sobrado, Casa das Artes e Portal, em São Paulo; Exposições individuais nas Galerias Oscar Seraphico, Performance e Teatro Nacional, em Brasília.

Exposições em Espaços Culturais da Caixa Econômica Federal em São Luiz- MA, Ituiutaba e Juiz de Fora em Minas Gerais e Casas da Cultura em Sete Lagoas, Nova Era, e Uberlândia; Exposições individuais internacionais nas Galerias Hourian, em São Francisco; Institute of Education, em Londres; Galeria Inter-Art, em Paris; Brazilian Cultural Institute, em New York; Galeria de Vilar, Porto, Portugal.

Artista selecionada para numerosas mostras nacionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre, Brasil. Selecionada para representar a arte mineira em grandes exposições coletivas organizadas por entidades oficiais como Palácio das Artes, CEMIG, Secretaria da Cultura e Fundação Newton Paiva Ferreira.

Participante de mostras internacionais como I Certame Latino-Americano de Xilogravura, Buenos Aires; Artistas Brasileiros em Indiana e Ohio; Artistas brasileiros em The Brazilian American Cultural Institute, Washington; Artistas Brasileiros na Cité Universitaire, Casa do Brasil, Paris; Artistas Brasileiros selecionados para o acervo do Museu Spokje, Iuguslávia; Artistas Brasileiros na Nigéria; Artistas Brasileiros no BAC, New York. Participante das mostras da Xilon Internacional que, de dois em dois anos percorre a Europa. Selecionada para a Bienal Internacional de gravura sobre madeira, Evry, França.

Incluída em numerosos livros sobre arte brasileira como o Dicionário das Artes Plásticas do Brasil, Roberto Pontual; A Escola Guignard na Cultura Modernista, Ivone Maria Vieira; Tiradentes, Edição da Caixa Econômica Federal e Ministério da Educação; Arte Brasileira Contemporânea; Panorama da Arte Brasileira, Várias Tendências, Editora RMB; Artes Plásticas no Brasil, vol. 10 e 11, Júlio Louzada; Anuário da Arte Brasileira 2001; 60 Obras Selecionadas, Gravadores Brasileiros, publicação do ICBEU; Gabinete de Arte, livro publicado pela Prefeitura de Belo Horizonte, Editora Conarte e Fundação João Pinheiro; Brasil 500 anos, Artes Plásticas, RMB Editora; Brasil Art Show, Editora Jardim Contemporâneo Ltda.

Entre seus prêmios se destacam: II Prêmio de Escultura no Salão de Belo Horizonte; I Prêmio Gravura Salão de Belo Horizonte; I Prêmio de Desenho TV Itacolomi entre artistas mineiros; I Prêmio de Ilustração Diário de Notícias, Rio de Janeiro; II Prêmio de Desenho no Salão de Pernambuco; I Prêmio de Gravura no II Salão de Trabalho, São Paulo; Medalha de Ouro no Salão do Paraná; Prêmio aquisição no Salão De Porto Alegre; Prêmio Especial Paschoal Carlos Magno no Salão do Pequeno Quadro, Rio de Janeiro; Menção Especial no Salão do Paraná com a equipe Estandarte; I Prêmio de Gravura com a equipe Estandarte no IV Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte.

Recebeu como reconhecimento público a Medalha Ordem do Mérito Legislativo concedida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais; Comenda da Inconfidência Mineira concedida pelo Governo de Minas Gerais; Palma de Ouro concedida pela Fundação Clóvis Salgado; Grande Medalha de Ouro Santos Dumont, Governo de Minas e Medalha Professora Lílian Câmara concedida pela agremiação Amigas da Cultura de Montes Claros.

Recebeu o título de Artista do Ano concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte em 2011. Tem 104 painéis e murais espalhados por numerosas cidades brasileiras, sendo que destes, 07 são tombados pelo Patrimônio Histórico Cultural de Belo Horizonte.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO “YARA TUPYNAMBÁ – 70 ANOS DE CARREIRA”

24 de fevereiro a 20 de maio | 2021

Quarta a segunda – 10h às 22h

Tour virtual – livre acesso pelo site www.yaratupynamba.org.br

Visitas presenciais no CCBB BH – mediante retirada de ingresso gratuito no bb.com.br/cultura ou pelo Eventim (site ou app) e agendamento de visita.

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA

CCBB BELO HORIZONTE – AGENDAMENTO VISITA

• Para acesso ao prédio do CCBB Belo Horizonte é indispensável a emissão de ingresso online.

• Antes de agendar sua visita, leia com atenção as informações disponíveis nesta página, elas fazem parte do novo protocolo de funcionamento do CCBB Belo Horizonte, conforme Decreto Municipal no 17.361.

Atenção: novo protocolo de funcionamento do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte no contexto da

pandemia da Covid-19 e conforme Decreto Municipal no 17.361 de 22 de maio de 2020.

• Horário de funcionamento: de quarta a segunda, de 10h às 22h.

• Bilheteria: não há bilheteria física, os ingressos devem ser emitidos pelo site ou app Eventim com

apresentação do QR Code na entrada do CCBB.

• Acesso ao prédio: será permitido apenas com agendamento pelo site/app da Eventim. Lembramos que o

número de pessoas que podem agendar visitação em cada horário é limitado e que não será possível

reagendar novamente a visita. Em caso de não comparecimento deve ser emitido novo ingresso.

• Ingresso: poderão ser emitidos até 4 ingressos por CPF. Todas as pessoas acima de 2 anos de idade

devem possuir ingresso para acesso ao prédio. O ingresso é válido para o dia e horário agendados.

• Guarda-volumes: está suspenso. Use somente o indispensável para sua visita. Não é permitida a entrada

nas salas de exposição portando mochilas ou malas. Solicitamos que evitem o uso de bolsas com dimensões

superiores a 50 cm X 60 cm X 10 cm (LxAxP).

• Bebedouros: os bebedouros foram adaptados e a utilização é somente para coleta de água com recipientes

individuais.

• Máscara: uso obrigatório, cobrindo o nariz e a boca, durante a permanência no CCBB.

• Aferição de temperatura: a temperatura dos visitantes será aferida na entrada no CCBB. Pessoas com

temperatura igual ou superior a 37,5o serão orientadas a buscar atendimento médico

especializado.

• Visitação: a visitação tem fluxo unidirecional. Oriente-se pela sinalização e uma vez iniciada a visita não

retorne ao ponto inicial. Recomendamos que a visita tenha duração de até uma hora.

• Distanciamento: Oriente-se pela sinalização e mantenha a distância de 2 metros.

• Elevadores: Pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou que precisem de acompanhamento possuem atendimento priorizado. Recomendamos o uso das escadas aos demais usuários.

• Banheiros: limitação da capacidade além da instalação de dispensadores de álcool gel.

• Entrada e saída acessível: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que

necessitem da rampa de acesso podem entrar e sair pela rua Claudio Manoel.

• Programa Educativo: as atividades presenciais do Programa Educativo estão suspensas