Roberto Rossi brilhou na recente exposição “Infinito Particular”, com mais de cem obras. Autodidata, seus trabalhos propõem uma viagem pelo micro/macro cosmo, em diálogo com os conceitos da física quântica.

2024
Durante a pandemia, “período em que o mundo parou”, Roberto Rossi lançou-se à pintura, guiado pelo impulso criativo que sempre nutriu sua vida. Música, poesia, fotografia e gastronomia são linguagens artísticas já frequentadas por ele.
Porém, a pintura expandiu seu espaço de liberdade e descompressão. Sua arte pictórica, hoje, valoriza o impulso espontâneo na energia corporal envolvida.
Experimentar várias técnicas converteu-se para o artista Roberto Rossi num exercício de expressão de sentimentos múltiplos e de sua visão de mundo. Assim como a física quântica revela relações sistêmicas, onde tudo está interconectado por meio de forças e estruturas que moldam a realidade, o fazer artístico de Roberto Rossi segue este mesmo princípio.

As formas criadas por ele evocam padrões presentes em partículas sub-atômicas, em fractais. Buraco negro e galáxias (siderais e mentais) dialogam e pedem licença poética para um “infinito particular”.
“Eu sou porta-bandeira de mim. Só não se percam ao entrar no meu infinito. Em alguns instantes, sou pequenino e, também, gigante”. Sua arte sugere um movimento delicado: um passo em falso ou um passo de dança?
“Do ‘Infinito Particular’ de Roberto Rossi exala uma atitude provocativa e reflexiva sobre a força criativa que reside em cada ser, propondo a Arte como cura, como expressão das forças intrínsecas da alma em sintonia com as forças extrínsecas que regem o mundo humano e o cosmos”, resume Simone Von Randow.








