sexta-feira, março 6, 2026
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A busca interior em projeção plástica por Roberto Rossi

Roberto Rossi brilhou na recente exposição “Infinito Particular”, com mais de cem obras.  Autodidata, seus trabalhos propõem uma viagem pelo micro/macro cosmo, em diálogo com os conceitos da física quântica.

Corpóreos, voláteis projeções de movimento e massa de luz. Rossi,
2024

Durante a pandemia, “período em que o mundo parou”, Roberto Rossi lançou-se à pintura, guiado pelo impulso criativo que sempre nutriu sua vida. Música, poesia, fotografia e gastronomia são linguagens artísticas já frequentadas por ele. 

Porém, a pintura expandiu seu espaço de liberdade e descompressão. Sua arte pictórica, hoje, valoriza o impulso espontâneo na energia corporal envolvida.

Experimentar várias técnicas converteu-se para o artista Roberto Rossi num exercício de expressão de sentimentos múltiplos e de sua visão de mundo. Assim como a física quântica revela relações sistêmicas, onde tudo está interconectado por meio de forças e estruturas que moldam a realidade, o fazer artístico de Roberto Rossi segue este mesmo princípio.

Eletricidade sanguínea, acrílica sobre tela, 2025.

As formas criadas por ele evocam padrões presentes em partículas sub-atômicas, em fractais. Buraco negro e galáxias (siderais e mentais) dialogam e pedem licença poética para um “infinito particular”.

“Eu sou porta-bandeira de mim. Só não se percam ao entrar no meu infinito. Em alguns instantes, sou pequenino e, também, gigante”. Sua arte sugere um movimento delicado: um passo em falso ou um passo de dança?

“Do ‘Infinito Particular’ de Roberto Rossi exala uma atitude provocativa e reflexiva sobre a força criativa que reside em cada ser, propondo a Arte como cura, como expressão das forças intrínsecas da alma em sintonia com as forças extrínsecas que regem o mundo humano e o cosmos”, resume Simone Von Randow.