sexta-feira, março 6, 2026
Notícias

Abrasel propõe desoneração da folha para facilitar transição do Simples Nacional na reforma tributária

Propostas foram apresentadas durante painel no Summit Reforma Tributária, realizado em Brasília

Foto: José Eduardo Camargo

Durante o painel “Simples Nacional e Regimes Especiais”, realizado no Summit Reforma Tributária em 19 de agosto de 2025, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci falou sobre o papel do Simples na reforma tributária e sobre a desoneração da folha salarial como forma de estímulo à formalidade, ao aumento de produtividade e ao crescimento das empresas.

O presidente da Abrasel destacou que o Simples Nacional, embora tenha sido uma ferramenta importante no passado, hoje representa uma barreira ao crescimento das empresas. “O Simples não é mais simples. Ele dificulta hoje o crescimento das empresas. E faz com que muitos tenham de pagar imposto sobre lucro quando, na verdade, estão tendo prejuízo”, afirmou. Segundo ele, o regime atual impõe regras confusas, penaliza empresas em dificuldades financeiras e desestimula a formalização de trabalhadores.

Solmucci reforçou que o Brasil vai se alinhar a um modelo tributário moderno, baseado no IVA, que hoje é usado com sucesso em diversos países do mundo. Ele destacou o forte apoio da Abrasel ao novo sistema, que vai simplificar o atual e promete ser mais justo com as micro e pequenas empresas, que foi proposto pelo atual governo e respaldado pelo parlamento e por órgãos como a Receita Federal.

Entre as propostas apresentadas pela Abrasel, a desoneração da folha de pagamento surge como medida urgente e estratégica ao dar suporte à evolução do modelo atual do Simples para o novo sistema tributário. Solmucci defendeu também que a isenção de encargos sobre o primeiro salário permitiria a inclusão de milhões de trabalhadores informais no mercado formal, com baixo custo para o governo e sem pesar no bolso das empresas.

“A desoneração da folha é o caminho para libertar as pequenas empresas e permitir que cresçam como qualquer outra, sem amarras. É também uma forma de gerar dignidade, produtividade e prosperidade para milhões de brasileiros que hoje vivem na informalidade ou dependem de programas sociais”, afirmou Solmucci.

O painel contou ainda com a participação do deputado Augusto Coutinho, presidente da frente parlamentar mista das micro e pequenas empresas.