Gastos com viagens, festas e Carnaval de rua devem movimentar bilhões em todo o país e reforçam a importância do planejamento financeiro durante o feriado

Às vésperas do Carnaval de 2026, os foliões brasileiros já começam a se organizar, não apenas para escolher fantasias e destinos, mas também para equilibrar o orçamento diante do aumento dos gastos típicos do feriado. Viagens, hospedagem, passagens aéreas e o consumo durante os dias de folia exigem cada vez mais planejamento financeiro.
Para atender à alta demanda do período, as principais companhias aéreas nacionais e internacionais anunciaram um reforço significativo na malha aérea. Em média, a ampliação das rotas chega a 14%, mas, em alguns casos, o aumento de frequências ultrapassa 70%. Segundo as empresas, a maior expansão ocorre em voos com destino a cidades tradicionalmente associadas ao Carnaval, como Rio de Janeiro e Salvador.
Levantamento da Azul aponta que a Região Sudeste concentra o maior volume de embarques e desembarques no Carnaval, seguida pelo Nordeste. Já um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que o transporte aéreo deve movimentar cerca de R$28,8 bilhões durante a alta temporada, ficando atrás apenas do transporte rodoviário, que deve gerar R$34,1 bilhões em receitas.
O cenário favorável também reflete o aquecimento do turismo internacional. Em 2025, o Brasil bateu recorde ao receber cerca de 8 milhões de turistas estrangeiros, com o Rio de Janeiro figurando entre os principais beneficiados. Dados da Booking.com reforçam essa tendência: em levantamento sobre estadas entre 14 e 17 de fevereiro de 2026, a capital fluminense apareceu como o destino brasileiro mais procurado por todos os perfis de viajantes, no período entre 1º de novembro de 2025 e 8 de janeiro de 2026.
Entre os brasileiros, os destinos nacionais mais buscados para o Carnaval foram: Rio de Janeiro, Porto de Galinhas, Salvador, João Pessoa e Cabo Frio.
Com a alta procura, os custos também sobem. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae-SP revela que o gasto médio do brasileiro com viagens de Carnaval pode variar entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, dependendo do perfil da viagem e da experiência escolhida. No entanto, a falta de planejamento financeiro ainda é um dos principais desafios do período. Muitos foliões acabam extrapolando o orçamento e enfrentam dificuldades financeiras nos meses seguintes.
Para que isso não ocorra, é necessário recorrer a estratégias que auxiliem no controle financeiro. Segundo Fernando Lamounier, educador financeiro e executivo de novos negócios da Multimarcas Consórcios, existe uma regra básica que ajuda a manter essa organização: a 50, 30, 20, sendo 50% para gastos fixos, 30% gastos variáveis e 20% investimentos ou fundo de reserva. “Essa regra financeira é simples e separa o orçamento em três partes. O objetivo é priorizar as despesas mais importantes. Com ela conseguimos abrir espaço para o pagamento de dívidas ou a criação de uma reserva de emergência”, explica.
“O planejamento financeiro não serve apenas para a prevenção de obstáculos ou problemas, mas também para evitar o endividamento. Com antecedência, é possível comprar uma viagem e não podendo pagar à vista, o número de parcelas mensais seja confortável ao bolso do brasileiro. Estabelecer um orçamento realista, fazer pesquisas de preços e evitar apuros na carteira vão possibilitar que o brasileiro curta a folia sem preocupações”, finaliza o especialista.




