O projeto “Criarte Urbana – Inclusão Criativa” chega ao último dia de manifestações artísticas nesta quarta-feira (3), encerrando a etapa que marca a finalização da segunda edição da iniciativa. Desde o dia 1º, sete mulheres artistas vêm ocupando escolas da Zona Norte de Belo Horizonte com intervenções murais autorais, abertas ao público, que reforçam representatividade, identidade e o papel transformador da arte urbana.
Cada mural, com cerca de 4 m², foi criado a partir das vivências e trajetórias das artistas participantes, consolidando o compromisso do projeto em ampliar a presença feminina no graffiti e em outras linguagens da arte de rua. As obras dialogam com o território e fortalecem o vínculo com as comunidades locais, aproximando estudantes, moradores e visitantes do universo das artes visuais.

Antes das intervenções, as selecionadas participaram da etapa formativa realizada em novembro, que reuniu mentorias, vivências e preparação técnica para a criação dos murais. A fase atual, realizada diretamente nas escolas e espaços públicos, materializa os aprendizados e amplia o alcance do projeto na região.
Idealizado pela artista Fênix Sthefany, o Criarte Urbana tem como base sua própria trajetória, marcada pela valorização das raízes afro e indígenas e pela vivência na periferia da Zona Norte. Para ela, a nova edição reafirma a potência da arte como instrumento de transformação. “O Criarte Urbana nasceu para pavimentar sonhos e expandir horizontes por meio da arte. Reunir mulheres artistas emergentes é reconhecer a força criativa que pulsa na nossa cidade e garantir que elas ocupem espaços que sempre foram delas por direito”, afirma.
Fênix destaca ainda que o encerramento das manifestações artísticas simboliza o fechamento do ciclo formativo e um convite para que a comunidade acompanhe de perto o processo e prestigie as obras produzidas.




