Notícias

Em Brasília, AMIHLA discute escala 5×2 com ministros os Alexandre Silveira e Gustavo Feliciano e defende equilíbrio entre bem-estar e sustentabilidade do setor

  • Em visita ao ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e ao Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira , AMIHLA defende que a eventual transição da escala 6×1 para modelos como a 5×2 poderá exigir ampliação de até 30% no efetivo de colaboradores da hotelaria, elevando os desafios operacionais, os custos do setor e a necessidade de um debate técnico e responsável sobre a implementação da medida.
  • O tema será uma das pautas centrais do AMIHLA Desafios da Hotelaria 2026 , que, acontecerá no painel “Eficiência Operacional na Hotelaria: como sobreviver à redução da jornada”, ministrada pelo professor Dorirley Alves, nos dias 27 e 28 de maio, no CenterMinas Expo.
Alexandre Santos, presidente da AMIHLA, Adriano Silveira, vice-presidente da AMIHLA, ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil e a possível substituição do modelo 6×1 por escalas mais equilibradas, como a 5×2, entrou definitivamente na pauta da hotelaria mineira. O tema foi levado oficialmente pela a Associação Mineira de Hotéis de Lazer (AMIHLA)  ao Governo Federal durante reunião realizada nesta segunda-feira, 11 de maio, em Brasília, com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e o de Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A entidade, manifestou apoio à discussão sobre qualidade de vida e bem-estar dos trabalhadores, mas defendeu que a implementação da proposta ocorra de forma responsável, gradual e tecnicamente estruturada, especialmente diante da realidade operacional de pequenos e médios empreendimentos hoteleiros.

Segundo estimativas da AMIHLA, a eventual aprovação da nova escala poderá exigir um aumento de 25% a 30% no efetivo de colaboradores da hotelaria para garantir o funcionamento das operações sem interrupções. O presidente da AMIHLA, Alexandre explica que esse cenário pode gerar forte impacto sobre custos operacionais, pressionar tarifas e ampliar dificuldades de contratação em regiões com baixa disponibilidade de mão de obra.

Impactos para o trade – “O setor hoteleiro sempre teve compromisso com o bem-estar dos colaboradores e entende a importância de discutir qualidade de vida e equilíbrio nas relações de trabalho. O que defendemos é que essa mudança aconteça com responsabilidade e maturidade, considerando as diferentes realidades do mercado. Alguns pequenos hotéis e empreendimento localizados em regiões mais isoladas podem sofrer impactos severos e até enfrentar inviabilidade operacional se essa transição ocorrer de maneira abrupta”, afirma o presidente da AMIHLA, que esteve na reunião junto com o vice-presidente da AMIHLA, Adriano Silveira.

De acordo com Santos, a preocupação da entidade não está na proposta, mas na forma como ela poderá ser implementada. “Com essa mudança de escala, a hotelaria precisará ampliar significativamente seu quadro de colaboradores, algo entre 25% e 30%. Naturalmente, isso gera aumento de custos e tende a pressionar as tarifas. Precisamos construir um modelo que preserve os empregos, não gere inflação no setor, não comprometa a sustentabilidade dos empreendimentos e, ao mesmo tempo, avance na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores”, destaca. “Um colaborador mais saudável, descansado e valorizado gera reflexos positivos no atendimento, na hospitalidade e na experiência dos hóspedes. A hotelaria entende isso. Mas é necessário zelo na construção desse processo para que a mudança não produza efeitos contrários aos desejados”, completa.

Redução da jornada no centro dos debates do AMIHLA Desafios da Hotelaria 2026

E essa discussão sobre a redução da jornada de trabalho e os impactos da possível transição da escala 6×1 para modelos como a 5×2 será uma das pautas centrais do AMIHLA Desafios da Hotelaria 2026, consolidado como o maior congresso hoteleiro de Minas Gerais. O encontro acontece nos dias 27 e 28 de maio, no CenterMinas Expo, reunindo empresários, investidores, gestores, especialistas e grandes marcas do turismo e da hotelaria nacional para discutir os principais desafios e tendências do setor.

Entre os destaques da programação está a palestra “Eficiência Operacional na Hotelaria: como sobreviver à redução da jornada”, ministrada pelo professor Dorirley Alves. A apresentação trará uma análise prática sobre os impactos da nova realidade trabalhista na operação dos hotéis, abordando temas como produtividade, gestão de equipes, eficiência operacional, novos modelos de trabalho e os desafios econômicos que poderão impactar diretamente a sustentabilidade do segmento.


AMIHLA amplia diálogo com Governo Federal

A reunião da AMIHLA com representantes do Governo Federal, em Brasília, também teve como foco o fortalecimento da parceria entre o turismo mineiro e o nacional. Durante o encontro, a entidade apresentou dados sobre o potencial de crescimento do turismo em Minas Gerais, os desafios enfrentados pela hotelaria e ações voltadas à geração de negócios, qualificação profissional e desenvolvimento do setor.

O encontro reforça o protagonismo que Minas Gerais vem assumindo nas discussões nacionais ligadas ao turismo e à hospitalidade, além da aproximação entre o setor e o Governo Federal. “Queremos seguir ocupando um espaço importante de diálogo com o Governo Federal e levando informações estratégicas sobre o turismo e a hotelaria de Minas e do Brasil, defendendo pautas relevantes para o setor. Aproveitamos também para apresentar oficialmente o AMIHLA Desafios da Hotelaria 2026, que hoje se consolida como um dos principais fóruns da hotelaria e do turismo no país”, finaliza Santos.