sexta-feira, março 6, 2026
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Graça Pires: Cerzir o fado do Existir e Questionar simultâneos ou assimétricos

Maria do Carmo Arantes, também da AICA, escreveu: ” Graça Pires, em sua obra conceitual, expressa propostas de exuberância pictórica, vinculando-se à tendência da produção artística diversificada. Entre infinidade de materiais, todos em expressão e execução primorosa, a arte reflete inclusão absoluta de paradigmas libertários. As linhas demarcam o ilusório. Metais, especialmente o ferro e o cobre, pervadem a trajetória, com aspecto erótico fecundo. A beleza feminina é explícitada, ao passo que a sensualidade masculina se visualiza nos vergalhões. Portais se abrem para um mundo infinito, síntese de construções das quais participam o olhar do observador”.

Pintura com azuis e dourados, fundo de mar e jeito de gruta. Seu nome é labuta (encantada) Graça. De ti escorre o filete da linha que, dada por Ariadne a Teseu, o salvou da extinção em lugar nenhum no labirinto sem retorno. Carinho especial do Rogério Zola Santiago 2025
A mesma peça propõe o lúdico manuseio. Bicho ou folhagem, novelo ou manivela de soltar pipa? Tudo nada, ou tudo isto. Rogério
Santiago. 2025, especial para o “Jornal MG TURISMO”
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Mandala metálica recortada. As mãos gritam calosidades, entusiasmo e ternura. Peça de parede, pondo em suspensão dizeres ácidos, ávidos de sentidos. Graça Pires aqui não grita. Compõe, encanta e deságua silêncios. Rogério Zola Santiago – Crítico pela Indiana University, USA