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Intercâmbio mais barato? O modelo híbrido que reduz custos e facilita o visto cresce entre brasileiros

Iniciar os estudos no Brasil e concluir no exterior emerge como a solução estratégica para brasileiros driblarem o câmbio alto e as novas exigências imigratórias

(A pesquisa de 2025 mostra que o interesse por cursos que combinam formação e carreira está no topo das prioridades. Imagem: Envato)

O sonho de estudar fora do país ganhou um novo aliado estratégico: o intercâmbio híbrido. A modalidade, que consiste em iniciar parte do curso de forma online ainda no Brasil e seguir a carga horária presencialmente no país de destino, está transformando o planejamento dos estudantes. Ao “quebrar” o programa em duas etapas, o intercambista consegue não apenas reduzir o custo total do projeto, mas também ganhar créditos acadêmicos que garantem entrada direta em cursos superiores no exterior, o chamado pathway.

Para Alexandre Argenta, presidente da Belta (Associação das Agências de Intercâmbio do Brasil), o modelo reflete uma maturidade do mercado e do próprio estudante.” O intercâmbio híbrido permite que o estudante comece sua jornada acadêmica com um investimento inteligente, aproveitando a flexibilidade do digital para adiantar etapas fundamentais antes do embarque. É uma forma de desmistificar que o intercâmbio é algo inalcançável, trazendo o pé no Brasil e o outro no mundo desde o primeiro dia de aula”, afirma Argenta.

Os dados da Pesquisa Selo Belta 2025 revelam que o valor final do intercâmbio é um dos três principais fatores que impulsionam a decisão de compra, cenário no qual o modelo híbrido se destaca como um importante otimizador de recursos. Ao cursar os primeiros módulos ainda no Brasil, o estudante obtém uma economia direta em meses de custo de vida, moradia, alimentação e transporte, além de usufruir de um investimento gradual, com tíquete médio em torno de US$7.238, que facilita o fluxo de caixa das famílias ao permitir o desembolso em etapas.

“O formato híbrido foi o que viabilizou meu projeto para o Canadá. Eu consegui eliminar meses de gastos com aluguel e alimentação em dólar enquanto estudava em São Paulo. Quando embarquei, já estava com o ritmo de estudos alinhado e o bolso muito mais tranquilo”, conta o estudante paulistano Caique Costa, que realizou seu intercâmbio em 2025 para o Canadá com o auxílio de uma agência Selo Belta.

Somado ao fôlego financeiro, esse modelo fortalece o processo junto ao consulado, pois, ao aplicar para o visto com parte do curso concluída e créditos aprovados, o intercambista demonstra um vínculo acadêmico real e sólido.

Segundo Alexandre Argenta, essa progressão de estudos é um diferencial competitivo. “Ao iniciar o curso online, o aluno já cria um histórico acadêmico com a instituição internacional. Isso demonstra para os órgãos imigratórios um compromisso genuíno com os estudos, o que pode ser um facilitador importante no processo de concessão de vistos, pois o projeto de intercâmbio já está em pleno andamento antes mesmo da viagem”.

Para Caique, a transição para a etapa presencial em Toronto foi muito mais tranquila do que o esperado. “Chegar ao Canadá já tendo cursado parte das disciplinas foi um divisor de águas. Eu não pousei no país como um ‘estranho no ninho’. Isso me deu segurança para focar 100% na imersão cultural e no networking, pois o choque acadêmico eu já tinha vencido enquanto ainda estava no Brasil”, explica o estudante

A pesquisa de 2025 mostra que o interesse por cursos que combinam formação e carreira está no topo das prioridades. O objetivo de “investir em uma formação e/ou carreira internacional” ocupa a 4ª posição entre os principais motivadores dos brasileiros.

  • Crescimento do setor: O setor de educação internacional movimentou cerca de R$5,5 bilhões recentemente, com expectativa de crescimento de 17% para 2025.
  • Destinos em alta: Enquanto destinos tradicionais como Canadá enfrentam mudanças regulatórias, a Nova Zelândia cresceu 26% no final de 2024, consolidando-se como uma opção robusta para quem busca qualidade e acolhimento.

Argenta reforça que o modelo híbrido veio para ficar. “Não estamos falando apenas de uma alternativa de baixo custo, mas de uma nova arquitetura educacional. O híbrido atende ao desejo do brasileiro de vivenciar uma experiência internacional que concilie estudo e trabalho, permitindo que ele chegue ao destino muito mais preparado tecnicamente e com o currículo já em evolução”.

Com o apoio de agências especializadas, o modelo híbrido permite que o estudante não perca tempo e inicie sua qualificação imediatamente. Utilizando o período no Brasil para organizar a logística e aproveitar o câmbio em momentos favoráveis, o intercambista une a conveniência tecnológica à insubstituível experiência da imersão cultural no exterior.

Sobre a Belta

Criada há mais de 30 anos, a Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio), visa promover a educação internacional no país. Como única associação das Agências de Intercâmbio do Brasil que oferece programas para todo o mundo e sem fins lucrativos, tem como foco certificar com o Selo Belta agências confiáveis no setor, por meio de um processo cuidadoso de análise financeira, técnica e idoneidade das agências. Atualmente, as agências especializadas Selo Belta representam mais da metade do mercado de educação internacional no Brasil, tendo cerca de 300 pontos de venda em todo o Brasil, mais de 50 associadas colaboradoras que são associações internacionais de instituições de ensino de idiomas, universidades e redes de escolas internacionais, assim como prestadores de serviços afins ao segmento. A qualidade dessas empresas é atestada pelo Selo Belta, oferecendo credibilidade no Brasil e no exterior. A Belta tem prêmios acumulados ao longo desses anos, entre eles, o prêmio internacional STM Awards, considerado o Oscar do segmento de intercâmbio. Foi a primeira associação de agências de intercâmbio que, após receber 5 vezes essa premiação, alcançou o hall da fama. Conheça mais, aqui!