
Maior rede de resorts do Brasil, a portuguesa Vila Galé tem motivos de sobra para comemorar. A empresa fechou seu faturamento no país em 2025 em R$ 807 milhões, o equivalente a 20% de crescimento em relação ao ano anterior, fruto do bom desempenho de seus 13 empreendimentos em solo brasileiro.
A performance consolida o Brasil como uma importante fatia do grupo hoteleiro, que possui 52 hotéis distribuídos por Portugal (34), Espanha (1), Cuba (4) e Brasil (13). Para Dr. Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente da Vila Galé, se o real não estivesse tão desvalorizado, o montante gerado pelos empreendimentos brasileiros poderia, até mesmo, superar Portugal e Espanha, que fecharam o ano passado com um faturamento de 193.5 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 1.2 bilhão na cotação atual.
Aberturas em 2025
Em 2025, a Vila Galé inaugurou duas unidades de sua marca Collection, que reúne charmosos hotéis com atendimento mais personalizado. Em maio, entrou em operação o Vila Galé Collection Ouro Preto, primeira aposta da rede em território mineiro. Fruto da restauração de um edifício histórico do século XVIII, que serviu no passado como sede do Primeiro Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais, na qual serviu Tiradentes, o empreendimento conta com 311 quartos – parte deles instalados em blocos construídos do zero.
O empreendimento tem como um de seus diferenciais estar localizado em meio à natureza e nas proximidades da cidade histórica de Ouro Preto, um dos principais destinos de Minas Gerais. Para quem fica no hotel, há uma série de atrativos: cinco piscinas – sendo uma aquecida -, spa, Clube Nep para as crianças, pista de kart infantil, quadra poliesportiva, haras, três restaurantes, bar e muito mais.
No final de outubro, foi a vez da rede inaugurar sua primeira unidade em Belém (PA) e no Norte, o Vila Galé Collection Amazônia. O empreendimento também foi fruto de uma restauração: três armazéns centenários, localizados às margens da Baía de Guajará, foram totalmente revitalizados e transformados em um hotel charmoso, que já se tornou objeto de desejo para turistas e belenenses.
“Somos viciados em recuperar patrimônio histórico – e isso faz muita diferença para o turismo. Hotéis iguais em todo o mundo não fazem mais falta, temos que fazer hotéis diferentes, que contem a história do Brasil, de sua arquitetura, de sua gastronomia”, afirma Dr. Jorge.



