O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, um acervo de grutas, cavernas e pinturas rupestres, localizado entre os municípios de Januária, Itarambi e São João das Missões, no Norte de Minas, foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial pela Unesco, o primeiro título de patrimônio natural do estado.

O local favoreceu a ocupação humana há 12 mil anos e os indígenas Xacriabás conheciam o vale como “Peruaçu”, ou “Buraco Grande”, em alusão ao cânion ou às grandes cavernas formadas em rocha calcária na região.
O Parque possui mais de 38 mil hectares e, de acordo com a proposta do governo “abriga o exemplo mais notável de carstificação de um sistema fluvial até agora reconhecido e documentado no mundo, o que inclui um rio subterrâneo de 21 metros de extensão. Trechos colapsados ao longo de seu curso subterrâneo revelam o rio em cerca de seis pontos. Essas seções desabrigadas formam impressionantes cânions com até 200 metros de profundidade”. Um destaque na proposta é que se trata “de um exemplo excepcional, representativo de diferentes estágios da história da Terra, incluindo o registro de vida e dos processos geológicos no desenvolvimento das formas terrestres ou de elementos geomórficos ou fisiográficos importantes.”
A expectativa é de um aumento expressivo na visitação nacional e internacional, beneficiando hospedagens, guias, restaurantes, artesãos e toda a cadeia econômica do turismo na região.
Para se hospedar próximo ao parque as melhores opções são as cidades de Januária e Itacarambi, ou a vila de Fabião, que oferece pousadas mais próximas à entrada do parque. Januária é a opção com mais estrutura turística, enquanto Itacarambi é mais próxima, mas com menos opções de hospedagens e serviços. Fabião por sua vez, oferece pousadas rústicas e confortáveis.
Para visitar o parque deve-se agendar com o ICMBio de terça a domingo, das 8 às 18 horas, através do email cavernas.peruacu@icmbio.gov.br .





