quarta-feira, junho 10, 2026
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Coreia do Norte, economia fechada e pouca participação internacional

EDUARDO AZEREDO

Eduardo Azeredo, novo articulista do JORNAL MG TURISMO, é ex-governador de Minas Gerais, ex-senador da República e ex-prefeito de Belo Horizonte
FOTO ARQUIVO PESSOAL

Localizado no leste da Ásia na metade superior da Península Coreana é um país de regime ditatorial comunista, um dos poucos ainda existentes no mundo. A capital é Pyongyang e a população total é de 26 milhões. A moeda é o won norte-coreano. O líder principal é Kim Jong Um. Seu avô King Il-Sung foi o fundador do país e em 1950 deu início à Guerra da Coreia com a participação dos Estados Unidos. Oficialmente a guerra ainda não acabou existindo apenas um armistício.

O Japão durante muito tempo dominou a península e após o fim da 2ª. Guerra mundial houve a criação dos dois países, a Coreia do Norte apoiada pela Rússia e a Coreia do Sul apoiada pelos Estados Unidos.  

O culto à personalidade, que já está na terceira geração se manifesta através de fotografias, estátuas e todo tipo de verdadeira adoração aos líderes ditatoriais.

A ligação com outros países é mínima tratando-se de um país com economia fechada e pouca participação internacional. O Brasil é o único país da América do Sul a ter embaixada na Coreia do Norte e em Brasília está instalada a Embaixada onde podem ser obtidos os vistos para quem quiser ir lá, o que entretanto demora tempo e paciência. O primeiro embaixador do Brasil em Pyongyang foi Arnaldo Carrillo que comentava em pequenas rodas que precisava ir a Pequim para reabastecer a residência oficial. A companhia aérea Air Koryo usa antigos aviões soviéticos para a ligação com a capital chinesa.

Como principais atrações turísticas pode-se citar o Estádio Kim Il-Sung para 150 mil espectadores, um dos maiores do mundo e a Torre Juche que homenageia a cultura coreana. O estranho hotel Ryugyong é enorme e ainda inacabado com 3000 apartamentos. Grandiosas estátuas e paradas militares perfeitas são outra característica local.

Os meios de transporte são antigos utilizando velhos bondes e troleibus. O sistema de metrô segue a linha dos metrôs russos com decorações políticas, grandes dimensões mas vagões antiquados o que contrasta com o grande avanço tecnológico militar que. envolve inclusive mísseis e artefatos nucleares. A fronteira entre os dois países é ponto de tensão permanente. 

A bonita modernidade da capital Pyongyang
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Uma simples observação dos sites e mapas internacionais de comunicação demonstra a diferença entre Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Mapas noturnos mostram a iluminação e ocupação da Coreia do Sul e a visão quase desértica da Coreia do Norte. O site Flightradar nos mostra a pouca circulação aérea.

Estrangeiros têm lojas especiais para compras de alimentos e artigos em geral vindos da China, o que era comum em Moscou na época da antiga União Soviética.

Apesar de tudo, a viagem pode ser inesquecível como descrito pelo jornalista mineiro de Sete Lagoas radicado em Brasília, Renato Alves, em livro intitulado “Reino Eremita”.

Quem se anima ?