À medida que o tempo avança para a realização do esperado mega evento COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que colocará a Amazônia, o Pará e, especialmente, a Região Metropolitana de Belém no foco dos “olhos do mundo”, também se intensifica a disputa de opiniões quanto ao que será concluído no “grande canteiro de obras” no qual foi transformada a capital paraense. Impulsionado pelo aporte de verbas vindo de países estrangeiros com a finalidade de transformar a “cidade das mangueiras” em um local apto a receber expressivo número de visitantes, o governador do Estado, Helder Barbalho, se propôs a resolver problemas estruturais que se arrastavam há décadas sem que fossem solucionadas demandas em áreas prioritárias como mobilidade, saúde, hospedagem, entre outros.

Muitos observadores, com base no ritmo do trabalho desenvolvido tão logo foi anunciado que o próximo encontro para discutir os graves problemas climáticos que preocupam parte do mundo será em Belém, começaram a contestar as declarações do Governador e dos otimistas defensores da tese de apresentação de “uma nova cidade” sem problemas crônicos em tão pouco tempo.
Entre as críticas atuais à recuperação do Aeroporto de Belém durante a reforma se destacam principalmente “o congestionamento de passageiros, a falta de cadeiras e o calor insuportável”. Além disso, a capacidade de estacionamento de aeronaves, especialmente para a COP30, gera dúvidas, com a possibilidade de aeroportos de outras cidades serem usados para estacionamento de jatos privados. Pontos críticos detalhados: com o aumento do fluxo de passageiros, principalmente com a COP30, há relatos de que os portões de embarque estão ficando menores e de que não há cadeiras suficientes para acomodar os passageiros que esperam pelo embarque. Falta de conforto térmico: o sistema de ar-condicionado, há tempos não funcionando a contento, é um problema recorrente, e o calor no local é considerado “insuportável”. Dúvidas: apesar das obras de ampliação do aeroporto, não há garantia de que haverá espaço para as aeronaves dos líderes de governos durante a COP30.
Por sua vez, o governador Helder Barbalho ao se pronunciar sobre as dúvidas quanto às obras voltadas para a CP30 enfatizou, diversas vezes, que a capacidade atual do aeroporto é limitada e precisa ser melhorada. Para isso, o Estado tem um plano de ação que visa aumentar a quantidade de voos durante e após a COP30. Investimentos e modernização: a Norte da Amazônia Airports (NOA), concessionária responsável pela operação, está investindo em diversas melhorias, como a ampliação da área de embarque, a reforma da área pública, a construção de um novo hotel e a modernização das instalações. Em maio deste ano, o governador paraense esteve no Aeroporto de Belém e conversou com representantes da NOA sobre o plano de crescimento do aeroporto.





