Para milhares de brasileiros, a busca por um passaporte europeu transcende a simples facilidade burocrática em aeroportos – trata-se de um resgate histórico que consolida o acesso a alguns dos documentos mais influentes do mundo.

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Ao garantir a cidadania em nações como Portugal, Espanha, Itália ou Alemanha, o descendente deixa de ser um visitante para se tornar um cidadão pleno da União Europeia, conquistando o direito de residir, trabalhar ou empreender com segurança jurídica e qualidade de vida em qualquer um dos 27 países do bloco.
E essa conquista é sentida de forma mais profunda no planejamento familiar e no legado intergeracional. Além de viabilizar o ingresso em universidades de prestígio global com custos, significativamente reduzidos, a nova cidadania funciona como um ativo de mobilidade e proteção, assegurando que as próximas gerações herdem não apenas um sobrenome, mas a liberdade de transitar por fronteiras e mercados internacionais com a autonomia de um cidadão global.
A Travessia Cidadania, empresa com foco em auxílio para o reconhecimento de nacionalidades portuguesa, italiana, espanhola e alemã, trabalha com o objetivo de transformar esse desejo em um plano real. Mas os caminhos para a aquisição das cidadanias são muitas vezes complexos e, quando acontecem mudanças nas leis em cada país, é muito comum que surjam dúvidas.
Fundadora da Travessia Cidadania, Luana Bastos explica que nada está perdido. E, com mais de dez anos de experiência no segmento, atua para que descendentes continuem seguros para prosseguir com os processos.
As recentes alterações nas normativas em Portugal, Itália, Espanha e Alemanha não repercutem no escopo do trabalho da Travessia Cidadania, que considera essencialmente os direitos de sangue (para descendentes) e cônjuges, não afetados nas mudanças.
É a via de aquisição que se chama jus sanguinis (atribuição por sangue), diferente da outra modalidade, jus soli (aquisição por residência/naturalização), essa a mais impactada pelas variações nas regras.
*O que muda*
O sonho de obter o passaporte europeu exige, agora mais do que nunca, atenção redobrada aos calendários legislativos. Como esclarece a especialista da Travessia Cidadania, o biênio 2024-2026 marcou uma transição profunda nas regras de acesso, oscilando entre a flexibilização alemã e o endurecimento de regras na Itália.
*Veja as atualizações para quem busca o reconhecimento da nacionalidade nos quatro principais destinos europeus:*
*Portugal: descendentes e cônjuges têm regras mantidas*
A legislação lusa iniciou 2026 com mudanças para quem busca a naturalização por residência, mas os pedidos pelas vias de sangue tradicionais e para cônjuges permanecem inalteradas, mantendo o fluxo histórico para herdeiros diretos.





