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55 Anos do Palácio das Artes: Em Belo Horizonte, uma arte chamada palácio

Criação, formação, produção, difusão, democratização, inclusão e encantamento através da arte e da cultura, são os outros nomes da Fundação Clóvis Salgado (FCS), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult).

Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos em que se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes da pérola do FCS e de seu Circuito Liberdade – formado por mais de 60 equipamentos – em especial o Palácio das Artes que, neste 2026, comemora 55 anos. 

O Palácio das Artes, maior complexo cultural da América Latina é, literalmente, palco para a Cia de Dança Palácio das Artes – também completando 55 anos – o Coral Lírico de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – aos 50 anos – responsáveis pela criação e produção de grandes espetáculos; o Cine Humberto Mauro, vitrine para obras de valor artístico e cultural, popular e autoral; as galerias de artes visuais que exibem mostras artísticas locais, nacionais e internacionais e por fim, o Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), que oferece formação artística e técnica em diversas áreas, de forma gratuita.

Assim, o Palácio das Artes, naturalmente, vive em transversalidade com o turismo. Através de sua produção cultural e artística, públicos cada vez maiores e diversos, é um espaço de todos e para todos.

Esta longa e rica saga, começou bem antes, em 21 de outubro de 1909, com a inauguração do Teatro Municipal de Belo Horizonte, na esquina das ruas Bahia e Goiás. Em 1941 o Cine Teatro Metrópole foi vendido e transformado em cinema, levando o então prefeito, Juscelino Kubitschek, a propor a construção de um novo Teatro Municipal.

O conjunto da Pampulha já era realidade, quando JK convocou Oscar Niemeyer para mais uma grande obra na capital mineira. O arquiteto propôs a implantação de um teatro no Parque Municipal ligado à avenida Afonso Pena por extensa passarela de concreto. As obras, iniciadas em 1942, foram paralisadas em 1944.

A capital recebeu então, em 1950, em caráter provisório, um “teatro de emergência”, o atual Teatro Francisco Nunes. Somente em 1966, o arquiteto Hélio Ferreira Pinto, convidado pelo então governador de Minas, Israel Pinheiro, redimensionou o projeto original, transformando-o no Palácio das Artes, com o atual acesso pela avenida Afonso Pena e o acréscimo de outros equipamentos.  

Engenheiro Pery Rocha França recebendo o governador Israel Pinheiro na retomada das obras

Com o lema: Ontem, Hoje, Sempre, o Palácio das Artes segue sólido e crescendo, com recursos cênicos e acústicos de elevado padrão técnico para a montagem de óperas, peças teatrais, concertos, espetáculos de dança e shows de música popular, além de salas adequadas e confortáveis para exposições, exibição de filmes, lançamento de livros, palestras, congressos e seminários.

Vida longa ao Palácio das Artes, agora, rumo aos 100 anos!

FOTOS PAULO LACERDA