O livro “Governança no Turismo Religioso: Fé, Gestão e Sustentabilidade”, do turismólogo Sidnésio Moura, propõe um modelo de governança no turismo religioso voltado aos destinos de fé no Brasil. A obra reúne temas como planejamento estratégico, políticas públicas, sustentabilidade, financiamento, indicadores e participação social.
A publicação é apresentada por seus responsáveis como a primeira obra brasileira dedicada exclusivamente à governança aplicada ao turismo religioso. O objetivo é contribuir para a gestão de santuários, cidades de peregrinação, manifestações religiosas e outros territórios que recebem visitantes motivados pela fé.
Governança no turismo religioso orienta destinos de fé
O livro aborda a atuação conjunta da Igreja, do poder público, da iniciativa privada e das comunidades locais na organização dos destinos religiosos. A proposta considera que o crescimento da atividade turística deve ocorrer sem comprometer a identidade espiritual dos espaços sagrados.
Entre os assuntos tratados na publicação estão:
- planejamento estratégico e integrado;
- políticas públicas para destinos religiosos;
- ordenamento territorial;
- sustentabilidade e práticas ESG;
- economia solidária e financiamento;
- monitoramento e indicadores;
- participação social;
- sinodalidade;
- preservação do patrimônio religioso;
- estudos de caso de destinos brasileiros.
Segundo o material de divulgação, a obra é resultado de anos de pesquisa, visitas técnicas, consultorias e experiências desenvolvidas em santuários e destinos religiosos brasileiros.
O modelo apresentado defende a conciliação entre desenvolvimento econômico, preservação cultural, missão pastoral e respeito às características religiosas de cada território.
Livro é voltado a gestores e instituições religiosas
A publicação foi elaborada para atender profissionais e instituições envolvidos no planejamento e na administração do turismo religioso.
O público indicado inclui:
- gestores públicos;
- dioceses e santuários;
- secretarias de turismo;
- conselhos municipais;
- pesquisadores e universidades;
- empreendedores;
- profissionais do turismo;
- agentes pastorais.
A proposta é oferecer conteúdo para a reflexão acadêmica e também para a gestão prática dos territórios de peregrinação.
“Durante muitos anos discutimos turismo religioso olhando apenas para o visitante ou para os eventos. Percebi que o maior desafio estava na governança: quem decide, quem participa, quem planeja e como preservar o sagrado enquanto o destino se desenvolve. Este livro nasce para responder a essas perguntas e contribuir para uma nova forma de pensar o turismo religioso no Brasil”, afirma Sidnésio Moura.
A publicação também propõe aproximar os estudos do turismo da doutrina e da atuação pastoral da Igreja Católica. Segundo o autor, planejamento, espiritualidade e gestão podem atuar de maneira complementar na organização dos destinos religiosos.
Turismo religioso reúne milhões de viajantes
O material de lançamento informa que o turismo religioso atrai aproximadamente 30 milhões de viajantes e reúne mais de 340 destinos e atrações mapeados no Brasil.
Em 2025, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, localizado no interior de São Paulo, recebeu 10,5 milhões de visitantes.
No mesmo período, três grandes manifestações religiosas reuniram, juntas, 9,6 milhões de pessoas:
- Círio de Nazaré, em Belém, no Pará;
- Festa da Penha, em Vila Velha, no Espírito Santo;
- Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade, em Goiás.
Apesar da dimensão econômica, cultural e social do segmento, os responsáveis pelo lançamento afirmam que ainda existem poucos estudos especializados sobre a gestão integrada dos destinos de fé.
Crescimento exige preservação da identidade religiosa
Para Sidnésio Moura, o aumento do fluxo de peregrinos exige modelos de governança capazes de organizar infraestrutura, serviços, participação institucional e preservação dos locais de devoção.
“O peregrino não procura apenas um atrativo turístico; ele busca uma experiência de encontro com Deus. Quando compreendemos isso, entendemos que governar um destino religioso significa cuidar das pessoas, preservar o patrimônio da fé e garantir que o desenvolvimento aconteça sem perder a identidade espiritual que dá sentido àquele lugar.”
A expectativa apresentada no lançamento é que o livro seja utilizado como referência por universidades, instituições religiosas, gestores públicos e profissionais do turismo interessados no planejamento sustentável dos destinos de fé.





