O Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, deve ampliar a demanda por profissionais da hotelaria à medida que novos resorts, parques e centros de convenções entrarem em operação. A Gi Hospitality projeta atender cerca de 80 mil diárias anuais na capital paraibana, volume com potencial de geração de renda para aproximadamente 1 mil trabalhadores.
A projeção considera o crescimento da infraestrutura turística e hoteleira de João Pessoa, especialmente na região do Polo Turístico Cabo Branco. Segundo a empresa, o avanço dos empreendimentos deve aumentar a procura por profissionais temporários e sazonais para hotéis, resorts, parques temáticos, restaurantes, eventos e outras atividades relacionadas à hospitalidade.
Polo Turístico Cabo Branco concentra novos projetos
Os investimentos previstos para o Polo Turístico Cabo Branco são estimados em R$ 2,7 bilhões. O projeto poderá acrescentar aproximadamente 13,9 mil leitos à rede de hospedagem de João Pessoa, distribuídos entre hotéis e resorts.
A estrutura planejada para o polo inclui:
- nove resorts;
- um parque aquático;
- parques temáticos;
- um parque ambiental;
- um centro comercial;
- um centro de convenções com capacidade para até 20 mil pessoas e realização simultânea de eventos.
Entre os empreendimentos previstos ou em desenvolvimento estão o Acquaí Park, da Airy Hotels & Leisure; o Ocean Palace Jampa Eco Beach Resort; e o Tauá Resort & Convention João Pessoa, que já inaugurou o primeiro parque aquático indoor do Nordeste.
O projeto também reúne operações relacionadas às bandeiras Marriott, WAM Experience e Holanda’s Gold Resort Club, além de outros grupos nacionais e internacionais.
Para Sergio Ferreira, diretor comercial da divisão Hospitality da Gi Group Holding, a expansão da hotelaria no Nordeste já influencia a demanda operacional do setor.
“João Pessoa passa por um ciclo de expansão muito consistente no turismo e na hotelaria, com empreendimentos de grande porte, aumento da capacidade de eventos e chegada de marcas internacionais. Isso naturalmente amplia a necessidade de operações mais estruturadas de recrutamento, treinamento e gestão de equipes para sustentar esse novo momento do setor”, afirma o executivo.
Demanda inclui diferentes áreas da hotelaria
A Gi Hospitality atua no recrutamento, na formação e na disponibilização de profissionais para hotéis, resorts, clubes, restaurantes, espaços de eventos e outras operações ligadas à hospitalidade.
O trabalho é direcionado principalmente ao atendimento de demandas temporárias e sazonais, como períodos de alta ocupação, inaugurações e expansão de empreendimentos turísticos.
Com a entrada de novos projetos em operação, a empresa prevê aumento da procura por profissionais de áreas como:
- atendimento ao público;
- governança;
- alimentos e bebidas;
- recepção;
- eventos;
- suporte operacional.
“À medida que novos resorts, parques e centros de convenções entram em operação, cresce também a necessidade de equipes preparadas para áreas como atendimento, governança, alimentos e bebidas, recepção, eventos e suporte operacional. O desenvolvimento do turismo acaba movimentando toda uma cadeia ligada aos serviços e criando oportunidades para profissionais da própria região”, diz Sergio Ferreira.
Nordeste representa 63% da operação da empresa
Em 2025, a Gi Hospitality atendeu 161.145 diárias no segmento hoteleiro do Nordeste. O volume representou 63% de toda a operação de hotelaria atendida pela empresa no Brasil.
Nesse contexto, o termo diária é utilizado para medir o volume de serviços operacionais executados por profissionais temporários e eventuais em hotéis, resorts, eventos e outras operações de hospitalidade.
No primeiro quadrimestre de 2026, foram atendidas 60.141 diárias na região. A projeção da empresa é encerrar o ano com crescimento de 24% em relação a 2025, alcançando cerca de 200 mil diárias no Nordeste.
Segundo a companhia, essa demanda poderá gerar renda para aproximadamente 2,1 mil trabalhadores envolvidos nas operações atendidas. Atualmente, a Gi Hospitality possui 151 clientes do setor hoteleiro na região.
Expansão também ocorre em outros estados
Além da Paraíba, novos empreendimentos turísticos e hoteleiros estão previstos em outros estados nordestinos. Entre os projetos citados estão unidades do Vila Galé no Maranhão e em Alagoas, o Ohana Beach Park Resort no Ceará e novos hotéis e resorts premium na Bahia.
Na avaliação de Sergio Ferreira, a ampliação da infraestrutura deve aumentar não apenas a demanda operacional dos meios de hospedagem, mas também o mercado regional de eventos, convenções e experiências integradas.
“O Nordeste deixou de competir apenas como destino sazonal de lazer e passou a atrair investimentos estruturados em hospitalidade, entretenimento e turismo de negócios. Isso cria uma necessidade permanente de equipes preparadas para operar serviços de alto padrão e acompanhar o crescimento do setor”, conclui.
A Gi Hospitality integra a Gi Group Holding, grupo fundado em 1998, em Milão, na Itália, e especializado em soluções de recursos humanos e terceirização de serviços gerenciados.





