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Três restaurantes imperdíveis para viver Paris sem pressa

Com um olhar de quem viaja à capital francesa com frequência, uma viajante apaixonada revela os lugares que fazem Paris ser sentida

“Paris não é uma cidade para ser consumida com pressa. É uma cidade para ser vivida e, principalmente, saboreada.” Para Daniella Vicuuna, que já esteve mais de uma dezena de vezes na capital francesa e hoje cria roteiros completos para grupos de brasileiras, a experiência gastronômica é parte central da viagem. Não como um item da lista, mas como um momento de conexão com a cidade.

“Paris não é sobre correr de um ponto turístico para outro. É viver o caminho e isso passa, inevitavelmente, por onde você escolhe sentar e comer”, afirma. 

Ao estruturar seus roteiros, Daniella seleciona lugares que carregam história e significado. Alguns desses endereços aparecem de forma estratégica ao longo da programação da viagem, reforçando sua forma de enxergar Paris: com menos pressa e mais presença.

A seguir, três restaurantes e cafés que fazem parte da curadoria de Daniella pra quem está com a viagem marcada (ou planejada).

Arquivo pessoal
O Deux Margots é parada obrigatória de todos os grupos que eu organizo.

Les Deux Magots: onde Paris encontra sua própria história

Entre os cafés mais emblemáticos da cidade, o Les Deux Magots não é apenas uma parada para café, mas um mergulho na história intelectual de Paris. Localizado em Saint-Germain-des-Prés, o espaço foi frequentado por nomes como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Ernest Hemingway, e segue sendo um símbolo do pensamento e da cultura francesa .

Daniella inclui esse momento em seus roteiros como uma forma de introduzir o viajante ao espírito da cidade. “Sentar ali não é só tomar um café. É entender o que Paris representa.”

Le Procope: um jantar dentro da história francesa

Fundado em 1686, o Le Procope é considerado o restaurante mais antigo de Paris e talvez um dos mais simbólicos. Frequentado por figuras como Voltaire, Rousseau e até Napoleão Bonaparte, o local foi palco de debates durante a Revolução Francesa e mantém até hoje uma atmosfera que mistura gastronomia e história. Para Daniella, ele é o lugar perfeito para encerrar um dia de visitas aos museus da cidade.

“Você não está só jantando. Está sentado no mesmo lugar onde decisões importantes foram discutidas.”

Chez Janou: o charme dos bistrôs parisienses

Daniella também faz questão de recomendar lugares que traduzem o cotidiano da cidade. O Chez Janou que é um dos seus lugares preferidos para um jantar descontraído, representa esse espírito: um bistrô charmoso, acolhedor e com a essência da vida parisiense. É o tipo de lugar onde o tempo desacelera e a experiência ganha protagonismo.

“São nesses restaurantes que você sente que está vivendo Paris — não apenas visitando.”

Com o aumento do interesse por viagens mais autênticas, cresce também a busca por roteiros que priorizem vivência em vez de volume. E, nesse cenário, Daniella diz que a lógica é simples: “Paris não é sobre quantos lugares você visita, mas sobre o quanto você consegue sentir a cidade”, finaliza.

Arquivo pessoal
No Le Procope encontramos um chapéu esquecido por Napoleão.